Cachorro tem seguro-desemprego aprovado nos Estados Unidos

03/02/2018

 No último final de semana, o advogado Michael Haddock, da cidade de Saugatuck, nos Estados Unidos, recebeu uma correspondência curiosa. O remetente era a Secretaria Estadual de Seguro-desemprego de Michigan e o destinatário era Michael Ryder. A carta dizia que Ryder estava apto a receber um auxílio de seguro-desemprego no valor de 360 dólares, aproximadamente R$ 1100 – por semana. O problema é que Ryder é o cachorro de Haddock, um pastor-alemão.

Segundo a WZZM, uma afiliada da emissora ABC no Michigan, Michael imediatamente relatou o fato em suas redes sociais. Segundo o dono, o cão é "feliz e amigável", mas "um pouco malandro" às vezes. "Eu sabia que ele era esperto, mas me surpreendeu nessa", brincou o dono do cão.

A correspondência detalhava que o seguro-desemprego de Michael Ryder fora aprovado após ele ter sido demitido de uma rede de restaurantes. "Meu nome é Michael, e meu cachorro é Ryder. Eu estava surpreso em ver aquilo, mas rendeu uma boa risada", relatou o advogado à WZZM. Porém, a explicação do fato não é tão engraçada quanto.

Recentemente, a secretaria anunciou uma força-tarefa para identificar reivindicações falsas do auxílio. O caso "Michael Ryder" foi apenas uma tentativa frustrada de um terceiro elemento de retirar benefícios estatais de forma ilegal.

"Por conta dos frequentes roubos de dados pessoais de diversos lugares, estes criminosos agora estão usando estes documentos falsos para dar entrada em auxílios-desemprego; outras entidades estão com problemas parecidos", relatou o porta-voz da secretaria, Chris DeWitt, à rádio WWJ.

Somente em 2014, mais de 17 milhões de cidadãos americanos tiveram seus documentos roubados. Segundo um xerife local, na última quarta-feira, um homem cujo nome verdadeiro é Michael Ryder teve seus documentos roubados na cidade de Oakland, Califórnia, sugerindo que o roubo possa estar relacionado com o episódio do Michigan.

Michael Haddock, o dono do pastor-alemão, disse que entrou rapidamente em contato para informar o ocorrido e não perdeu o bom humor. "Eu me senti na escola, como quando dizemos à professora que o cachorro comeu o dever de casa", conta. "Eu não acho que a atendente estava acreditando na história e apenas me pediu uma cópia dos documentos", completa Haddock.

Por fim, a entrada no programa foi revista e negada, e agora o caso está sendo investigado. "Infelizmente, a solicitação de Michael Ryder não será aprovada. Sei que é um pouco raro um cachorro contribuir financeiramente e, por ora, as coisas continuarão assim", disse o investigador do órgão, Tim Kolar, à WZZM.

UOL




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