Polícia inicia investigação para apurar morte de torcedor do Botafogo-PB

13/08/2019
Investigação vai apurar se Eduardo foi morto após agressão da PM (Foto: reprodução/Instagram)
Investigação vai apurar se Eduardo foi morto após agressão da PM (Foto: reprodução/Instagram)

 A delegada Karen Lopes, da Delegacia de Polícia Civil em Ceará-Mirim, no Rio Grande do Norte, encaminhou ofício ao Comando Geral da Polícia Militar potiguar pedindo que os policiais que trabalharam na segurança da partida entre Globo-RN e Botafogo-PB, no sábado (10), prestem depoimento. As falas farão parte da investigação da morte do torcedor Eduardo Feliciano Justino da Silva, de 27 anos, que teria sido espancado por policiais no lado de fora do estádio e morrido posteriormente por conta dos ferimentos.

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A informação foi passada nesta terça-feira (17) ao Portal Correio pela assessoria de comunicação da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Rio Grande do Norte.

Além dos policiais, a delegada também quer ouvir o responsável pela Torcida Organizada Fúria Independente do Botafogo-PB, da qual Eduardo Feliciano era membro, e familiares da vítima.

A intenção da delegada é saber o que de fato aconteceu no momento em que Eduardo foi supostamente espancado por policiais militares.

Conforme torcedores que estavam no local da partida, por volta das 18h20, 55 minutos antes do início do jogo no estádio Barretão, membros da Fúria e da Torcida Jovem do Botafogo-PB que estavam do lado de fora do estádio pularam o muro para invadir o local e não pagar ingresso.

Alertados da invasão, policiais militares reagiram com tiros de borracha e golpes de cassetete contra torcedores que ainda tentavam invadir o local. Foi durante essa reação que Eduardo Feliciano teria sido espancado pelos policiais e ficado desacordado.

Socorrido por uma ambulância do Samu, Eduardo chegou a dar entrada no Hospital Municipal Doutor Percílio Alves, em Ceará-Mirim, mas não resistiu e morreu horas após os ferimentos.

Laudo indica suposto espancamento

Nessa segunda-feira, em contato com o Portal Correio, o diretor geral do Instituto Técnico-Científico de Perícia do Rio Grande do Norte (Intep), Marcos Brandão, afirmou que o laudo cadavérico constatou uma série de lesões corporais provocadas por objeto contundente no corpo do torcedor.

A lesão mais grave foi o rompimento do músculo, que provocou hemorragia e levou Eduardo à morte.

“Foram identificadas várias lesões no corpo do Eduardo, mas a que foi determinante para a morte dele foi o rompimento do músculo cardíaco e a hemorragia em consequência disso. Os exames toxicológicos solicitados não influenciam em nada para determinar à morte. O que o matou foi o rompimento desse músculo que ocorreu a partir de uma pancada com instrumento contundente. Pode ter sido uma queda do muro em cima de uma pedra ou também espancamento. Qual instrumento foi esse que causou a lesão é a investigação que irá responder”, afirmou Marcos.

Com base nesse laudo, ganham forças as denúncias de que Eduardo teria sido espancado pelos policias. O fato foi contado por um amigo dele, Iuri Targino, em entrevista à TV Correio.

“A gente estava na frente do estádio e começou a confusão porque os policiais tentaram abordar crianças, jovens e mulheres. Nos recusamos a sofrer a abordagem e começou a pancadaria. Foi quando meu amigo foi covardemente espancado. Ele recebeu uma pancada no peito muito forte e parou de respirar. Abracei ele e até tomei tiro na perna, mas nada foi válido”, relatou Iuri.

O corpo de Eduardo Feliciano foi sepultado na tarde dessa segunda no Cemitério da Penha, no bairro da Penha, em João Pessoa.

 

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Da Redação com Roberto Noticia  - DRT 4511/88

 




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