Witzel isenta polícia e culpa usuários de maconha pela morte de Ágatha

23/09/2019

 O governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel (PSC) lamentou em entrevista coletiva nesta segunda-feira (23) no Palácio Guanabara, Zona Sul do Rio, a morte de Ágatha Félix, aos 8 anos, no Alemão, Zona Norte. Ele culpou usuários de drogas pela morte.

“Aqueles que usam substâncias entorpecentes de forma recreativa, façam uma reflexão. Vocês são responsáveis pela morte da menina Ágatha: vocês que usam maconha e cocaína e dão dinheiro para genocidas”, disse.

A entrevista de Witzel sobre o crime ocorre quase três dias após o crime. O governador disse que estava em contato com as autoridades locais e pediu celeridade nas investigações.

 

 

“Liguei para os secretários de polícia determinando o rigor e a celeridade nas investigações. Eu confio no trabalho das polícias e do MP. E independente do meu pedido eu sei que eles vão fazer o trabalho que tem que fazer”, afirmou

O governador disse que o Estado está nas mãos do crime organizado.

“A nossa missão é resgatar o Estado do Rio das mãos do crime organizado. O resultado está aparecendo de forma satisfatória. O narcotráfico utiliza as comunidades como escudo. Atiram em policiais e nas pessoas. O crime organizado tem mantido a barbárie como uma de suas bandeiras. Nós estamos conseguindo combater porque os policiais militares e civis estão trabalhando.”

Witzel disse ainda que conversou com diversas autoridades em Brasília e que não tem nada a esconder. O governador defendeu o pacote anticrime do governo Bolsonaro.

“Tenho minha opinião pessoal que a excludente de ilicitude nós poderíamos continuar exatamente como estamos, no artigo 25 do Código Penal, mas toda lei que vem para aclarar, para melhorar a interpretação judicial é bem vinda e assim o é a proposta do ministro Sérgio Moro, do artigo 25 do Código Penal, onde acrescenta 2 incisos.”

O governador destacou a redução dos crimes no Estado.

“A série histórica de redução de crimes de homicídio estão diminuindo. se não estivéssemos trabalhando como estamos trabalhando nos teríamos cerca de outras 800 mortes. E isso vem sendo sentido nas ruas. A nossa missão é resgatar o Estado do RJ das mãos do crime organizado. O resultado está aparecendo de forma satisfatória. O narcotráfico utiliza as comunidades como escudo. Atiram em policiais e nas pessoas. O crime organizado tem mantido a barbárie como uma de suas bandeiras. Nós estamos conseguindo combater porque os policiais militares e civis estão trabalhando.”

No final da entrevista, ao ser perguntado sobre o que diria para a família da menina Ágatha, o governador ficou emocionado.

“Olhando a minha filha você acha que não choro, pensando na dor de qualquer pai, qualquer mãe que perca [o seu filho]. Eu sou pai, eu tenho meus filhos em casa, eu olho para eles deitados na cama e penso. Amanhã, aquela mãe não vai ter o filho deitado na cama, para poder olhar, para poder acariciar, passar a mão no cabelo. Você acha que que não penso nisso ? Não sou um desalmado. Eu sou uma pessoa de sentimento. Eu sou uma pessoa como qualquer um de nós aqui. Agora, não é porque nós temos um fato terrível como esse que vamos parar o Estado.”

Ao ser questionado sobre a demora para se pronunciar sobre o crime, Witzel disse que o caso se transformou em palanque político.

“Entendi que a melhor forma de agir diante do volume que atingiu o caso nacional e internacional, impactando inclusive em questões políticas que não tem a ver com o fato, como o pacote anti-crime do ministro Sérgio Moro, ou seja, a oposição está fazendo palanque político em cima do fato. E como a situação de desbordou para fazer palanque em cima do fato eu preferi então reunir nosso governo para que nós dessemos uma explicação de Estado. Agora, isso vai ser investigado.”

Witzel disse ainda que determinou que a secretaria de Vitimização do Estado trabalhe no atendimento às vítimas da violência.

“A major Fabiana, secretária de Vitimização do Estado vem trabalhando em silêncio, juntamente com a secretária Cristiana, para fazer o atendimento a esses vitimados. E pedi a ela: Major Fabiana, não transforme em palanque político o caixão de vítima da violência, principalmente para evitar que isso aconteça é que criamos essa secretaria.”

Redação com G1




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