Partidos se unem em Cabedelo para pedir o impeachment de Leto Viana em Cabedelo por corrupção

12/05/2018

 A Câmara de Cabedelo deve iniciar na próxima semana à análise do processo de impeachment do prefeito afastado e preso, Leto Viana (PRP), e do vice-prefeito afastado, Flávio de Oliveira (PRP), alvos da Operação Xeque-Mate, deflagrada no mês passado pelo Ministério Público da Paraíba e Polícia Federal.

O Portal teve acesso à solicitação de cassação dos gestores, que são acusados de cometerem infrações político-administrativas enquanto estavam à frente da administração municipal.

No pedido, são apresentados trechos das denúncias do Ministério Público e também a decisão do desembargador do Tribunal de Justiça da Paraíba, João Benedito da Silva, responsável por autorizar a operação em abril.

Dentre elas, o esquema para compra do mandato do ex-prefeito do município, Luceninha, e a arquitetação para barrar a instalação de um shopping no bairro de Intermares.

O impeachment foi assinado pelo PSOL, PSB, PT, PCdoB, PTC, deputado Anísio Maia (PT), Associação Cabedelense para a Cidadania (ACICA), Cooperativa de Trabalhadores e Prestação de Serviços e de Produção de Cabedelo, Sindicato dos Servidores Público Municipal de Cabedelo, Sindicato dos Conferentes e Consertadores de Carga do Porto de Cabedelo, União Cabedelense de Entidades Culturais e Movimentos Sociais (UCEMS), Movimento Nacional de Luta por Moradia (MNLM), Grupo Cultural Tambores do Forte e o Movimento Cultural de Cabedelo.

Operação Xeque-Mate

Deflagrada no dia 3 de abril deste ano, a Operação Xeque-Mate prendeu parte dos políticos que estavam à frente do poder na cidade de Cabedelo, Região Metropolitana de João Pessoa. A ação, resultado de uma investigação conjunta entre o MPPB e a Polícia Federal, visiva desarticular uma ‘organização criminosa’, que segundo o Ministério Público era comandada pelo então prefeito Leto Viana, acusada de atos ilícitos na gestão municipal.

Nessa semana, o Ministério Público apresentou denúncia contra 26 pessoas apontadas como membros da quadrilha. A Orcrim surgiu, segundo a denúncia, a partir da compra do mandato do então prefeito José Maria de Lucena Filho (Luceninha), devido a dívidas contraídas por ele na campanha eleitoral.

Desde então, a organização passou a praticar diversos crimes, como desvio de recursos públicos através da indicação de servidores “fantasmas”; corrupção ativa e passiva; fraudes a licitações; lavagem de dinheiro; avaliações fraudulentas de imóveis públicos e recebimento de propina para aprovação ou rejeição de projetos legislativos. As apurações desses e de outros crimes continuam, devendo resultar no oferecimento de novas denúncias.




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