OPERAÇÃO CARTOLA: Ministério Público pede afastamento de presidente da Federação Paraibana de Futebol

26/06/2018

 O Ministério Público, representado pelo promotor público, Júlio Paulo Neto pediu medidas cautelares contra Amadeu Rodrigues, presidente da Federação Paraibana de Futebol (FPF).

O presidente deve ser afastado do seu cargo pelo escândalo apurado na Operação Cartola.

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) denunciou à 4ª Vara Criminal de João Pessoa 17 acusados de integrar um esquema de manipulação de resultados no futebol da Paraíba, nessa quarta feita (20).

Os denunciados são acusados de praticar vários crimes para manipular resultados de jogos, beneficiando, com isso, dirigentes de times, funcionários da Federação Paraibana de Futebol (FPF), da Comissão Estadual de Árbitros de Futebol e do Tribunal de Justiça Desportiva de Futebol da Paraíba (TJDF).?dc=5550001580;ord=1530043268701 - OPERAÇÃO CARTOLA: Ministério Público pede afastamento de presidente da Federação Paraibana de Futebol - CONFIRA DOCUMENTO

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Como tudo começou
As investigações tiveram origem em um inquérito instaurado pela Delegacia de Defraudações de João Pessoa sobre supostos desvios de valores nas prestações de contas da FPF.

De acordo com o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), do MPPB, o controle e a manipulação de jogos e resultados se dava há pelo menos dez anos por parte de dirigentes da FPF, de integrantes da Comissão de Árbitros, além da participação da presidência e da procuradoria do TJDF. Nesse período, várias denúncias foram arquivadas, sem que tivessem sido apuradas. O objetivo principal da organização era obter vantagens econômica, política e associativa.

De acordo com nota publicada pelo MP da Paraíba, os 17 denunciados pelo MPPB incorreram nos crimes de organização criminosa, falsidade ideológica e crimes contra o futebol (Estatuto do Torcedor). As investigações apontam que a organização se dividiu em núcleos com atribuições distintas que, após praticar os crimes principais (a manipulação dos resultados das partidas de futebol), utilizavam-se de influência política e social, para praticar diversos outros delitos subsidiários, que eram imprescindíveis para o sucesso da empreitada criminosa, como a utilização de documentos falsos, a intimidação de testemunhas, a ocultação e destruição de provas, entre outros.

Os resultados dessas ações geravam elevados desvios econômicos, prejuízos financeiros e prejuízos que também atingiam a esfera moral da sociedade, com o descrédito no futebol paraibano. A manipulação dos resultados das partidas de futebol se dava através de fraudes nos sorteios dos árbitros escalados, direcionando os juízes que integravam a Orcrim para atuarem nas partidas cujos resultados interessavam ao grupo criminoso. As fraudes também ocorriam durante a arbitragem dos jogos para beneficiar algumas equipes.

COTA DA DENÚNCIA – CARTOLA

Fonte: Polêmica Paraíba




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