Bolívia tem incêndios e saques após renúncia de Evo Morales; comandante da polícia também deixa o cargo

11/11/2019

Bolívia registrou incêndios em casas, saques a lojas e gangues nas ruas depois que Evo Morales renunciou à Presidência. Os incidentes começaram ainda na noite de domingo e se estenderam por esta segunda-feira (11) – sobretudo em La Paz, onde houve confronto entre apoiadores e oposicionistas do ex-presidente. Santa Cruz de La Sierra, reduto de opositores, também teve registro de confrontos.

Inicialmente, logo após o pronunciamento de Evo, multidões comemoraram a renúncia. Mais tarde, no entanto, começaram os ataques – aparentemente de retaliação.

Segundo o jornal boliviano “El Deber”, o comandante geral da polícia, Vladimir Yuri Calderón, renunciou nesta segunda-feira (11) depois dos incidentes violentos.

Em La Paz, apoiadores do ex-presidente deixaram bairros e cidades vizinhas como El Alto para protestar em bairros mais nobres da sede do governo boliviano.

Os manifestantes incendiaram ônibus e entraram em confronto com forças de segurança locais. Alguns ainda fizeram piquetes e bloquearam estradas. Segundo o jornal “El Deber”, à noite, grupos colocaram fogo em casas e saquearam lojas.

De acordo com o jornal “La Razon”, várias áreas da cidade de La Paz amanheceram com rastros “de uma noite de terror” e disse que a polícia esteve ausente e demorou para entrar em ação.

Em alguns bairros, vizinhos organizaram piquetes e barricadas de contenção. Houve ainda ataques a pátios de ônibus – em uma das centrais, 33 veículos viraram cinzas.

 

Casas incendiadas

No domingo, um vídeo difundido entre os bolivianos mostra pessoas dentro da propriedade do próprio Evo Morales, depois que ele voou para outra parte do país. O imóvel foi alvo de pichação.

Figuras importantes da oposição e o acadêmico Waldo Albarracin relataram em redes sociais que tiveram suas casas incendiadas por apoiadores de Evo. A residência de uma jornalista da Televisão Universitária também foi queimada.

Em Santa Cruz, o chefe da polícia, Miguel Mercado, disse que algumas “hordas e grupos de vândalos” saíram à noite no domingo para causar pânico na população, de acordo com o jornal “El Deber”.


G1




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