João Azevêdo endossa Damião e diz que pedido de impeachment não tem amparo jurídico

11/02/2020
Governador afirmou que se Assembleia dar prosseguimento ao pedido de impeachment ficará caracterizado um “golpe”, conforme dito pelo deputado Damião Feliciano (PDT).
Governador afirmou que se Assembleia dar prosseguimento ao pedido de impeachment ficará caracterizado um “golpe”, conforme dito pelo deputado Damião Feliciano (PDT).

 O governador João Azevêdo (Cidadania) comentou sobre o pedido de impeachment protocolizado pelo deputado Wallber Virgolino (Patriotas) na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB). Em contato com a imprensa na manhã desta segunda-feira (10), durante a solenidade de abertura do Ano Letivo 2020 nas escolas da Rede Estadual de Ensino, no Espaço Cultural José Lins do Rego, o chefe do Poder Executivo afirmou que o processo de afastamento contra ele e a vice-governadora Lígia Feliciano (PDT), no âmbito do Poder Legislativo, não tem fundamentação jurídica que o justifique.

“O processo é desprovido de qualquer substância jurídica que possa garantir o  prosseguimento. Primeiro que não se faz impeachment de duas pessoas ao mesmo tempo, isso seria inusitado mundialmente. Segundo, para que haja um processo de impeachment é preciso que haja crime de responsabilidade, e, evidentemente, não existe isso. O processo é absolutamente desprovido de qualquer condição jurídica. Aquilo é uma excrescência”, comentou João Azevêdo.

Na sequência, o governador ainda defendeu a fala do deputado federal Damião Feliciano (PDT), que classificou o pedido de impeachment como um golpe contra o Governo do Estado. O comentário do pedestista gerou a reação contrária do presidente da ALPB, Adriano Galdino (PSB) e do líder do G11, Felipe Leitão.

“Cabe, obviamente, e foi isso que o deputado colocou, das atitudes do prosseguimento que será dado pela Assembleia, para saber se isso é uma coisa pontual ou se realmente se existe um grupo de deputados ou alguém interessado naquilo, foi isso que foi colocado. A leitura do deputado com relação a peça está mais do que correta. Aquilo não existe juridicamente, e nós vamos avançar no sentido de que será arquivado, não tenho dúvidas nenhuma”, frisou.

“O presidente [da Assembleia Legislativa] Adriano Galdino tem a verdadeira noção do que é aquilo e do que representa aquilo para a democracia, seria sim, caso houvesse prosseguimento um golpe como foi dito pelo deputado”, complementou João Azevêdo



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