Colunista Dércio Alcantara

  • Sobre Dória e o que Guarabira tem a ver com Dubai?

    25/10/2021

     Na passagem do governador de São Paulo, João Dória, por Guarabira, além da ausência muito notada de Cássio, o que ficou no ar foi uma pergunta inusitada que ele fez à plateia caseira em dado momento.

    – Alguém aqui já esteve em Dubai? – perguntou o presidenciável.

    Silêncio sepulcral, neurônios nervosos tentando captar, olhares de interrogação e Ruy Carneiro quebra o silêncio para alívio geral.

    – Eu já!

    Ruy foi o único a levantar a mão àquela pergunta aparentemente estapafúrdia e nada convencional de um homem querendo se mostrar moderno e globalizado.

    Faltou Dória esclarecer as denúncias de fraude nas prévias do PSDB e a ideia que fica de um homem que já começa a jornada pela presidência fraudando ou com insights dubaianos.

    Em Guarabira, o PSDB descobriu duas coisas: não tem candidato a presidente, não tem candidato a governador.

    Dércio Alcântara

  • Bolsonaro completa mil dias de um governo marcado por retrocesso e mortes

    29/09/2021

     Jair Messias Bolsonaro (sem partido) completou esta semana mil dias de governo. Desde janeiro de 2019, quando assumiu a presidência, o Brasil sofre com o negacionismo de um líder que não pensou e ainda não pensa nos milhões de brasileiros que o elegeu.

    Hoje, atingimos a marca de 14,7 milhões de desempregados; assistimos na TV, todos os dias, o aumento de impostos, inflação, menos comida na mesa e mais contas para pagar.

    Definitivamente, a vida da maioria dos brasileiros piorou!

    Temos um Brasil mais pobre, mais faminto, mais envergonhado (nacional e internacionalmente) e mais doente.

    Enquanto os milhões de brasileiros sofrem, Bolsonaro articula para sua próxima campanha; diga-se de passagem, sua próxima ilusória campanha.

    Durante esses mil dias, entrou ministro, saiu ministro. Trocas e trocas de integrantes do governo. Instabilidade a todo o momento. Denúncias, mentiras e mais mentiras. Escândalos e mais mentiras. Bolsonaro e sua família sempre envolvidos em investigações.

    São tantas quedas, ataques à própria democracia, que não cabe enumerar.

    Fake news, Kit Covid – sem eficácia comprovada -, xingamentos, tensões …

    A mais recente, em seu discurso na ONU – além de todas as mentiras – afirmou que pagou um benefício de 800 dólares, ou seja, mais de R$ 4270 ao brasileiros no chamado Auxílio Emergencial do Governo Federal durante o ápice da pandemia da Covid-19. Quem vai pagar essa conta?

    Em primeiro de junho, Bolsonaro tirou sarro da cara dos trabalhadores afirmando que “quem quer mais [auxílio emergencial] é só ir no banco e fazer empréstimo”.

    Ele já afirmou – diversas vezes – que comprar fuzis é melhor que comprar feijões.

    Apesar de tudo e diante de um país mais destruído, Bolsonaro venceu! Ainda são 11% dos brasileiros que o apoiam.

  • As tais vozes roucas das ruas e os inimigos do povo

    01/05/2017

     O bom político sabe que não pode brigar com a opinião pública e toda vez que escolhe o caminho do confronto é confrontado nas urnas. Logo, quem escolheu ficar ao lado de Temer, votou contra os trabalhadores na reforma trabalhista e vai votar contra o povo na reforma da previdência, pode esperar um troco pesado nas urnas de 2018 e tudo que materialmente ganhou para votar nas medidas impopulares de um governo impopular vai ter que multiplicar e gastar para reduzir o impacto negativo junto ao eleitorado e mesmo assim não compensará. Não à toa Lula lidera e amplia sua liderança; não à toa cresce a desaprovação ao governo Temer. A voz do povo é a voz de Deus, conforme confirmado na pesquisa Datafolha publicada hoje na Folha de São Paulo.

     

    Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo pelo jornal "Folha de S.Paulo" mostra que o ex-presidente Luiz Inacio Lula da Silva (PT) e o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) melhoraram seu desempenho na corrida presidencial de 2018. Se a eleição fosse hoje, Lula teria entre 29% e 31% das intenções de voto, dependendo dos cenários testados. Lula aparece em quatro simulações, de um total de 6, e lidera em todas. O DataFolha ouviu 2.781 pessoas em 172 cidades, entre os dias 26 e 27 de abril.

    Bolsonaro tem entre 11% e 16%, dependendo do cenário. Ele disputa o segundo lugar com Marina Silva, da Rede, que tem entre 11% e 25%. Marina lidera as pesquisas nos dois cenários em que Lula não aparece.

    Já os tucanos Aécio Neves e Geraldo Alckmin caíram na preferência dos eleitores. Aécio tem 8% contra 26% em dezembro de 2015, no cenário em que tem Lula, Bolsonaro, Marina Silva e Ciro Gomes na disputa. Alckmin tem 6%. Em dezembro de 2015 tinha 14%.

    O presidente Michel Temer não tem mais do que 2% das intenções de voto nos cenários em que aparece, e é rejeitado por 65% da população. Lula tem 45% de rejeição, Aécio 44%, Alckmin 28%, Bolsonaro 23%, Marina 21%. O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB) e o juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba Sergio Moro, por sua vez, têm 16% cada.

    Doria foi incluído pela primeira vez no DataFolha. Ele tem um desempenho melhor do que seus dois colegas de partido, Geraldo Alckmin e Aécio Neves. Ele teria entre 5% e 11% dos votos.

    O juiz Sérgio Moro foi testado em um dos cenários - e ficaria em quarto lugar, atrás de Lula, Marina e Bolsonaro, mas à frente de Aécio e Doria. A margem de erro é de dois pontos percentuais, então, Moro aparece em empate técnico com Marina e Bolsonaro.

    Nas simulações de segundo turno, Lula lidera na disputa contra Aécio (43% a 27%), Alckmin (43% a 29%), Bolsonaro (43% a 31%) e Doria (43% a 32%). O petista perderia apenas para Marina Silva (41% a 38%) e contra Moro estaria em empate técnico (42% a 40%), com vantagem numérica para o magistrado.

     

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