Após processo do MPF, Valdiney Gouveia diz que vai defender na Justiça sua aprovação em curso da UFPB por meio de cota

Por Redação Por Redação - 25/04/2022 12:50
Foto Reprodução
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 O reitor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Valdiney Veloso Gouveia, disse nesta segunda-feira (25) que vai defender na Justiça para que seu nome se mantenha na lista de aprovados por meio de cota social no curso de Engenharia de Produção. 

Ele e a instituição que coordena são alvos de uma ação civil movida pelo Ministério Público Federal (MPF), que alega desvirtuamento da política pública inclusiva.

Ao portal, Valdiney disse estranhar o posicionamento do órgão ministerial e considerou as razões apontadas pelo MPF como "pouco plausíveis", afirmando que seu ingresso na UFPB por meio de cotas atende aos critérios estabelecidos por lei e pelo edital.

"Não é uma ação contra o reitor. É uma ação contra a universidade. Quem fez o processo seletivo não foi o reitor, não. Quem fez foi o cidadão chamado Valdiney Veloso Gouveia, que coincidentemente está como reitor. Então, é estranho o posicionamento do MPF", afirmou.

"Se há alguma outra coisa que não está posta em mesa, eu gostaria muito de conhecer porque se as razões que eles alegam são essas, considero que são pouco plausíveis, pelo menos no aspecto jurídico. Mas, vamos aguardar", acrescentou.

Na ação, a procuradora Janaína Andrade destacou que "um candidato oriundo de escola pública, com formação há mais de três décadas não carrega consigo, neste momento, as deficiências escolares estruturais que o legitime a ter uma posição que o desiguale dos demais candidatos que se inscreveram no SISU, pelo critério da ampla concorrência".

"Considerar a aprovação do candidato VALDINEY como cotista social, fere a
credibilidade da política pública, repita-se, e viola duplamente a igualdade dos candidatos da ampla concorrência, já que a nota obtida no certame, não lhe assegurava a aprovação no curso de Engenharia de Produção, noturno, quando da publicação da primeira chamada, bem como do sistema de cotas, já que violada a sua essência, exclui, por conseguinte, outro candidato que efetivamente preenche os requisitos da ação afirmativa, ora discutida", ressaltou.



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