Prefeito Bruno Cunha Lima vai recepcionar Lula em aeroporto de Campina Grande

 Eleitor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ano passado, o prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (PSD), deverá recepcionar o presidente Lula (PT) na próxima quarta-feira. A ‘passagem relâmpago’ do presidente por Campina está, por hora, na agenda do prefeito.

O petista desembarcará no aeroporto João Suassuna antes de seguir para uma agenda administrativa no Sertão do Estado.

Lula participa da inauguração de um complexo eólico e solar na região de Santa Luzia.

A ‘recepção’ em Campina será meramente institucional. Durante a campanha o prefeito foi às ruas pedir voto para Bolsonaro, mas Lula venceu as eleições em Campina Grande.

Sentado na cadeira da Presidência, ele será recebido na Paraíba por aliados e históricos adversários.

Roberto Notícia - Jornalista - DRT 4511/88  

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Ser republicano é crer na igualdade civil de todos, sem distinção de qualquer natureza

 A república é uma forma de organização política que teve origem na Grécia antiga, num contexto em que não importavam mais as vontades de um só homem, mas sim o interesse público de todos os cidadãos no que se refere à tomada de decisões em um território. 

Em termos práticos, os governos sob um regime republicano representativo devem exercer suas funções em função do povo e para o povo. Para isso, é essencial que haja políticas de transparência, para que seja possível a observação dos atos e a participação efetiva da imprensa no acesso e transmissão de informações para a população.

Por outro lado, cabe ao povo a função de fiscalizar constantemente os atos que são praticados em seu nome, para garantir que quem está governando não tome decisões que visem apenas o bem próprio. 

Essa questão remonta a apropriação do público pelo privado, pertinente graças à tradição patrimonialista do antigo regime feudal, superado pelas revoluções iluministas, mas que em Portugal não foi uma questão bem resolvida e consequentemente implementou o problema no Brasil, que persiste até hoje. Assim, agentes públicos agem com o patrimônio público como se fosse uma propriedade, um bem pessoal, do qual se pode tirar algum proveito.

O que é ser Republicano hoje?

O historiador José Murilo de Carvalho resumiu, em poucas linhas, o que é “ser republicano”. Vale a pena relembrar um de seus textos, que nos leva a uma série de reflexões. Ele escreve: “Ser republicano é crer na igualdade civil de todos, sem distinção de qualquer natureza. É rejeitar hierarquias e privilégios. É não perguntar: ‘Você sabe com quem está falando?’ É responder: ‘Quem você pensa que é?’ É crer na lei como garantia da liberdade. É saber que o Estado não é uma extensão da família, um clube de amigos, um grupo de companheiros.”

E mais: “É repudiar práticas patrimonialistas, clientelistas, paternalistas, nepotistas, corporativistas. É acreditar que o Estado não tem dinheiro, que ele apenas administra o dinheiro pago pelo contribuinte. É saber que quem rouba dinheiro público é ladrão do dinheiro de todos. É considerar que a administração eficiente e transparente do dinheiro público é dever do Estado e direito seu. É não praticar nem solicitar jeitinhos, empenhos, pistolões, favores, proteções.” E acrescento: ser republicano hoje é, sobretudo, ser transparente.

Muito boa a síntese feita por José Murilo de Carvalho. Muito apropriada para a realidade brasileira. De qualquer modo, claro que os valores republicanos vão muito mais longe, para abranger também, além da Justiça, a Liberdade, a Igualdade, a Fraternidade (lembra da Revolução Francesa?), a Laicidade, a Cidadania e, principalmente, a Dignidade da pessoa humana.

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Com José Murilo de Carvalho - Cientista político e historiador brasileiro

Cícero Lucena destaca importância do apoio do Republicanos ao projeto de reeleição em João Pessoa

 O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), agradeceu o apoio dos Republicanos com seus 3 deputados federais, 8 estaduais e um vereador na Câmara Municipal da capital. 

O prefeito destacou ainda a importância do gesto do deputado Hugo Motta e do deputado Adriano Galdino, bem como todos os parlamentares que compõem a legenda neste processo.

“Nossa prioridade segue sendo a de fazer uma João Pessoa cada vez melhor, cuidando das pessoas e é gratificante ver o apoio dos Republicanos para que possamos seguir nesta caminhada”, disse Cícero.

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PRESENTE - Receita diz que governo Bolsonaro não tentou regularizar joias enviadas a Michelle

 A Receita Federal disse, por meio de nota divulgada na noite desse sábado(4), que não houve tentativa de regularização das joias avaliadas em mais de R$ 16 milhões, que teriam sido um presidente dado pela Arábia Saudita para a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Segundo a Receita, além de não pedir a regularização, o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro também não apresentou um pedido fundamentado para incorporar as joias ao patrimônio público, mesmo após orientações do órgão.

A informação foi revelada em reportagem do jornal O Estado de S. Paulo publicada na sexta-feira (3). Segundo a publicação, um colar, um anel, um relógio e um par de brincos de diamantes foram barrados pela Receita Federal em outubro de 2021. Os itens, avaliados em 3 milhões de euros (cerca de R$ 16,5 milhões) foram encontrados na mochila do militar Marcos André dos Santos Soeiro, que assessorava o então ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. Ambos retornavam de uma viagem oficial ao Oriente Médio. Ainda de acordo com a matéria, a retenção ocorreu no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, após inspeção por raio-X.

Na ocasião, o ex-ministro teria se valido do cargo para pedir a liberação das joias, alegando serem presentes do governo saudita para a então primeira-dama. Os servidores da Receita Federal, no entanto, alegaram que o procedimento para a entrada desses itens como presentes oficiais de um governo estrangeiro para o governo brasileiro teriam que obedecer a outro trâmite legal e, por isso, retiveram as joias pelo não pagamento dos tributos.

Pela legislação, todo viajante que traga ao país bens pertencentes a terceiros deve declará-los na chegada, independentemente de valor. No caso de bens pertencentes ao próprio portador, devem ser declarados aqueles em valor acima de US$ 1 mil, limite atualmente vigente. Caso não haja declaração de bem, é exigido 50% do valor a título de tributo, acrescido de multa de 50%, reduzida pela metade no caso de pagamento em 30 dias.

“Na hipótese de agente público que deixe de declarar o bem como pertencente ao Estado Brasileiro, é possível a regularização da situação, mediante comprovação da propriedade pública, e regularização da situação aduaneira. Isso não aconteceu no caso em análise, mesmo após orientações e esclarecimentos prestados pela Receita Federal a órgãos do governo”, diz a nota.

Como não houve a regularização, a Receita disse que o bem passa a ser tratado como pertencente ao portador e, não havendo pagamento do tributo e multa, é aplicada a pena de perdimento, cabendo recursos cujo prazo, no caso das joias, terminou em julho de 2022.

A Receita disse ainda que após o perdimento, é possível, em tese, o bem ser levado a leilão. Do total arrecadado, 40% é destinado à seguridade social e o resto ao tesouro. Além do leilão, também é possível a doação, incorporação ao patrimônio público ou destruição. Segundo a nota, não houve pedido para que as joias fossem incorporadas ao patrimônio da União.

“A incorporação ao patrimônio da União exige pedido de autoridade competente, com justificativa da necessidade e adequação da medida, como, por exemplo, a destinação de joias de valor cultural e histórico relevante a ser destinadas a museu. Isso não aconteceu neste caso. Não cabe incorporação de bem por interesse pessoal de quem quer que seja, apenas em caso de efetivo interesse público”, disse a Receita.

A nota saúda os agentes aduaneiros que realizaram na retenção dos bens e diz ainda que os fatos foram informados ao Ministério Público Federal e que o órgão está à disposição para prosseguir nas investigações, “sem prejuízo da colaboração com a Polícia Federal, já anunciada pelo Ministro da Justiça.”.

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Charge do Dia

 Carnaval é uma enxurrada de felicidade, êxtase e luxúria para uns... Para outros, a enxurrada pode se materializar em um carnaval de desgraça, tristeza e luto... Quem tem, está e tomou o Poder é que não pode (nem deve) se perder... Deus pode não perdoar!

 

Romero rejeita oposição raivosa e diz que mandato está aberto para ajudar Governos João e Lula

 Mesmo eleito pela oposição, tendo votado nas eleições de 2022 em Bolsonaro (PL) para presidente e no ex-deputado Pedro Cunha Lima (PSDB) para o Governo da Paraíba, com os dois saindo derrotados, o deputado federal Romero Rodrigues (PSC) descartou, durante entrevista nesta sexta-feira (17), fazer uma oposição raivosa, seja ao governo federa, seja ao estadual, e adiantou que seu mandato está à disposição para ajudar a ambos, no que for preciso.


O parlamentar, no entanto, disse que só não apoiará temas que vão de encontro a seus princípios e também que visem o aumento da carga tributária.

“Administrativamente eu não quero confusão com quem quer que seja. Eu não estou brigando nem com os adversários, se vocês bem observar. Se chegar João Azevêdo lá em Brasília pedir uma reunião para solicitar apoio para determinados projetos, se eu puder ajudar eu vou ajudar. Está lá Lula na presidência, todos sabem que votei em Boslonaro, mas já disse que estou à disposição do governo federal em boas propostas, em bons projetos, ou seja, no que for bom para o Brasil. Eu só não apoio se for em questão que fira meus principios ou em questão de aumento de carga tributária.

O resto, o que o governo precisar de mim, eu vou estar à disposição para ajudar porque eu faço a boa política e eu tenho que pensar no meu país, no meu estado. Se de alguma maneira a gente manter uma boa relação com o governo federal, ajudar a destinar recursos para Paraíba, podem contar comigo, porque afinal de contas eu vou ser julgado no final do meu mandato pelo que consegui ajudar de melhoria para quem mais precisa, então não vou fazer política de briga, de ódio, de rancor, com quem quer que seja. Então vamos manter a boa relação e naturalmente não seria diferente com o prefeito Bruno”, destacou.

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Prefeito Vitor Hugo de Cabedelo critica criação de pisos, LRF e órgãos de controle

 Em vídeo postado nas redes sociais, nesta segunda-feira (6) à noite, o prefeito de Cabedelo, Vitor Hugo Castelliano (União Brasil), para criticar a criação de pisos para categorias pelo Congresso Nacional. Ele ainda convoca os prefeitos paraibanos a se unirem a ele.

Criticou também a Lei de Responsabilidade Fiscal, que estabelece em 54% o teto de gastos com pessoal.

E, não parou por aí: criticou a fiscalização dos órgãos de controle sobre os contratos de excepcional interesse público, o que segundo ele, obriga as prefeituras a realizar concursos públicos, aumentando os gastos.

“Estão nos exigindo concurso público, onde dobra o valor de cada servidor, mesmo assim em Brasília é canetada, aumento dos pisos das categorias, um atrás da outro, a pressão aqui é muito grande e não estão preocupados se temos condições de nos manter abaixo do piso de 54%”, afirmou.

Certamente, deve ter encaminhado o vídeo para os dois maiores aliados no Senado: Efraim Morais (União Brasil), líder do maior bloco partidária da Casa, e Veneziano Vital do Rêgo, vice-presidente do Senado.

Uma seguidora comentou na postagem: “Se os serviços aumentam, isso quer dizer que a receita da prefeitura aumenta, pague o que é lei”. Errada, ela não está.

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Efraim Filho se destaca e vai liderar bloco partidário com 31 senadores

 O senador paraibano Efraim Filho vai liderar o bloco partidário “Democracia”, maior do Senado, formado por 31 parlamentares do União Brasil, MDB, PDT, Podemos, PSDB e Rede, que terá uma atuação mais independente.

Esta semana será decisiva no Congresso Nacional, em que os partidos começam a definem os blocos partidários para, então, formarem as comissões permanentes.

“Como União Brasil, buscamos um bloco com caráter mais independente, diferente do bloco composto pela base do governo, para que pudéssemos ter aquela composição de maioria. Essa liderança nos dá a possibilidade de participar de forma mais ativa dos debates, sentar à mesa na reunião do Colégio de Líderes, representando a vontade da maioria do Senado”, declarou Efraim que também lidera a bancada do União formada por 14 senadores.

Entre as pautas a serem defendidas pelo “Democracia” está a simplificação da reforma tributária, uma das principais bandeiras de Efraim.

“Duas agendas são prioritárias em todo governo que se inicia: a econômica e a social. Na social, a PEC da Transição praticamente já encaminhou o tema. Já a agenda econômica será o grande ponto de debate e enfrentamento. Uma das alternativas é conseguir avançar com a simplificação e a desburocratização, facilitando a vida de quem produz e valorizando o empreendedor.”

Lado a lado, União e MDB seguem juntos direcionando o bloco da maioria no Senado Federal sendo uma voz ativa nas principais decisões da Casa.

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