Pedro Cunha Lima elogia o governador Tarcísio e acena para bloco bolsonarista de olho em 2026

 O presidente estadual do PSD na Paraíba, Pedro Cunha Lima, publicou no domingo (25) uma foto ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em suas redes sociais e classificou o gestor de “um dos melhores políticos do Brasil”, reforçando os elogios que já vem fazendo ao governador nos últimos meses.

A publicação ocorre em meio às movimentações nacionais rumo à disputa presidencial de 2026. Tarcísio de Freitas é apontado como um dos nomes mais fortes do campo bolsonarista para a sucessão do presidente Lula (PT), especialmente se optar por deixar o governo paulista antes do fim do mandato.

Pedro Cunha Lima, que foi candidato ao governo da Paraíba em 2022, evitou se posicionar no cenário nacional naquele pleito. Não declarou apoio a Lula nem a Jair Bolsonaro, o que gerou críticas de aliados e alimentou tensões internas. No segundo turno da disputa estadual, no entanto, Pedro recebeu apoio de parlamentares alinhados ao bolsonarismo, como Cabo Gilberto Silva e Walber Virgolino.

A neutralidade de Pedro em 2022 também foi alvo de críticas de Nilvan Ferreira, então no PL e terceiro colocado na eleição estadual, que alegou ter adotado postura semelhante por causa da falta de definição do candidato do PSD. Desde então, Pedro e Nilvan têm trocado farpas publicamente.

Caso Tarcísio confirme candidatura à Presidência, é esperado que conte com o apoio do PSD, presidido nacionalmente por Gilberto Kassab, além do Progressistas de Ciro Nogueira e, possivelmente, do PL — embora Jair Bolsonaro defenda que o candidato do grupo saia de seu próprio partido.

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Futuro do PSB depende de estratégia acertada de João Azevêdo

 Vai se cristalizando entre analistas políticos e até entre expoentes do PSB da Paraíba a impressão de que o futuro da legenda no Estado está umbilicalmente condicionado a uma estratégia acertada que venha a ser posta em prática pelo governador João Azevêdo, efetivado como comandante da legenda. Em primeiro lugar, João deve decidir se será ou não candidato ao Senado, hipótese que publicamente ele já não descarta mas que não assume de forma ostensiva, até por causa de pressões no seu núcleo duro para que permaneça no exercício do mandato até o último dia, abrindo mão de postular outros cargos. No fundo, o PSB vive um dilema: sabe que João é o grande puxador de votos nas eleições de 2026 como candidato a senador mas teme que seu afastamento do poder embaralhe o cenário, dê lugar a aventureirismos políticos e inviabilize as chances de vitória contra uma oposição motivada e sequiosa para a revanche.

O PSB paraibano está se sentindo encurralado dentro da base oficial porque, apesar de ser o partido do chefe do Executivo reeleito em segundo turno nas eleições de 2022, está na iminência de perder o poder devido ao movimento para que renuncie ao projeto de continuidade da sua hegemonia na conjuntura local, facilitando a ascensão de outras forças que compõem o esquema de Azevêdo. O noticiário político tem sido polarizado pela disputa entre o PP e o Republicanos pela cabeça de chapa, inclusive, com a colocação de exigências para acertos entre eles na majoritária, sem que o PSB seja ouvido nem cheirado para nada. Fala-se que o governador é o condutor legítimo do processo sucessório, mas esta é uma fala “da boca para fora” porque, na prática, os republicanos e progressistas lutam para assumir o monopólio de vagas na composição eleitoral. Ao PSB estaria reservada apenas a vaga de João ao Senado, sem maior interferência no rumo das decisões gerais relacionadas a chapas ou nomes.

Quando alguns socialistas cogitam nomes das suas fileiras, ainda que a título de especulação, para candidatura ao governo, são desconsiderados de forma sutil ou direta pelos demais parceiros da aliança, sob o argumento de que o “ciclo” do PSB está se esgotando, por vir a completar mais de uma década à frente do poder estadual, e que a alternância se impõe, com valorização de outras forças que têm contribuído para o êxito do período administrativo empalmado por Azevêdo desde a vitória em 2018. Tal se deu, por exemplo, com manifestações externadas por figuras como a secretária Pollyanna Werton, o deputado estadual Hervázio Bezerra ou o também secretário Tibério Limeira, que chegaram a propor o exame de nomes do PSB e foram descartados “in limine” pelos demais aliados de João. Nos primórdios do segundo mandato, o governador chegou a pautar o nome do secretário de Infraestrutura Deusdete Queiroga para sucedê-lo, mas esse nome saiu do “radar” e Queiroga foi “rebaixado” a outros postos na escala política.

Para piorar, líderes do Republicanos e do Progressistas conversam abertamente com expoentes da oposição, valendo citar encontros ocorridos entre o prefeito Cícero Lucena e o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), além de conversas entre os deputados Hugo Motta e Adriano Galdino, do Republicanos, com o senador Efraim Filho, do União Brasil. Efraim é o líder da mobilização oposicionista para destronar o reinado de João Azevêdo e, no assédio insistente que faz a governistas recalcitrantes, insinua nas entrelinhas que há vagas disponíveis em caso de composição com o bloco, forjando uma perspectiva de poder que ainda não está inteiramente desenhada. Fatos exógenos como a federação entre União Brasil e Progressistas, que uniria Efraim Filho a Aguinaldo Ribeiro na Paraíba, alimentam a confusão ou a geleia geral em que se transformou o cenário político estadual.     

Há quem diga que tudo o que ocorre é consequência do “nó de escoteiro” que teria sido dado pelo “clã” Ribeiro em 2022, quando o deputado federal Aguinaldo recusou a oferta de candidatura ao Senado na chapa de João Azevêdo e contrapropôs a indicação do seu sobrinho, Lucas, para vice-governador. Hoje, Lucas desfila como pré-candidato, com chance de ascender à titularidade do governo caso João Azevêdo renuncie ao mandato para se candidatar ao Senado e, na sequência, efetivar-se como postulante à reeleição. Fica a dúvida sobre se este seria o quadro ideal sonhado por João Azevêdo, mas é fora de dúvidas que o governador é refém dessa situação e a tem admitido em meio ao fogo cruzado incessante entre seus próprios aliados. Posto no camarote, o PSB luta e esperneia para salvar pelo menos alguns anéis na partilha de poder depois de tanto tempo ditando régua e compasso na história política paraibana.

Por Nonato Guedes

II Encontro Paraibano de Câmaras Municipais já tem mais de 650 inscritos

 Mais de 650 pessoas, de 133 municípios paraibanos, já se inscreveram para participar do II Encontro Paraibano de Câmaras Municipais. O evento, que tem o objetivo de compartilhar experiências e buscar soluções conjuntas para melhorar o funcionamento das Casas Legislativas, acontece de 28 a 30 de maio, no Pavilhão de Congressos do Centro de Convenções de João Pessoa. As inscrições podem ser feitas no site da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), promotora do encontro, através do link (https://joaopessoa.pb.leg.br/encontro-de-vereadores/inscricoes/).

“A expectativa é de que presidentes de câmaras da Paraíba, além de vereadores e assessores, participem do evento. A presença de cada um dos parlamentares e assessores é essencial para a construção de um Legislativo forte, eficiente e afinado com os anseios da população”, destacou Dinho Dowsley (PSD), presidente da CMJP.

Para Dinho, o encontro servirá como um momento para responder questionamentos comuns sobre como legislar com eficiência, interagir melhor com o cidadão, além de fiscalizar o Executivo e manter a gestão da Câmara Municipal em patamares de excelência.

Programação

Com o tema “Inteligência Artificial, Governança e Conexão Cidadã nas Câmaras 4.0”, o encontro já tem confirmadas as presenças dos presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil); do ministro Weder de Oliveira, do Tribunal de Contas da União (TCU); do conselheiro Fábio Nogueira, presidente do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TEC-PB) do governador da Paraíba, João Azevêdo, e do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena.

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Efraim Filho critica articulação do Governo da Paraíba e prevê saída do Republicanos da base

 O senador Efraim Filho (União Brasil) fez críticas à articulação política do Governo da Paraíba em relação à composição da chapa majoritária para as eleições de 2026. Em entrevista,  o parlamentar avaliou que o Republicanos pode acabar deixando a base aliada para integrar o grupo de oposição.

Efraim destacou que há um impasse envolvendo cinco forças políticas para apenas quatro vagas na chapa majoritária, o que, segundo ele, revela a dificuldade do governo em acomodar seus aliados. “Estamos falando de uma vaga para João Azevêdo (PSB), uma para Cícero Lucena (PP), uma para o grupo Ribeiro, uma para Hugo Motta e outra para Adriano Galdino — os dois últimos do Republicanos. O governo não tem como oferecer duas vagas ao Republicanos. Essa conta não fecha”, argumentou.

Segundo o senador, a insatisfação de aliados pode abrir espaço para uma reconfiguração política na Paraíba, com a formação de um novo bloco oposicionista. “Desde dezembro venho antecipando essa dificuldade de composição. Acredito que essa situação vai resultar em uma nova ordem política. Podemos unir os insatisfeitos com os que já fazem oposição e construir um caminho vitorioso para 2026, com um projeto que comporte todos”, afirmou.

 

Efraim se descreveu como um “bom jogador de xadrez” político, afirmando que enxerga movimentos estratégicos com antecedência. Ele ainda sugeriu que o nome escolhido para liderar esse novo grupo será aquele que melhor representar esse consenso.

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Lula volta de giro internacional pressionado por crise do INSS e atritos internos

 De volta de viagens internacionais, o presidente Lula (PT) tem pela frente a administração da crise interna causada pelo escândalo dos descontos ilegais em aposentadorias e pensões no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), com a possível instalação de uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) no Congresso, tudo isso em meio a atritos internos entre ministros e dentro de sua instável base de apoio.

 
Os novos focos de desgaste acontecem num momento em que o governo trabalhava para reverter a queda de popularidade da gestão. Os dois episódios foram amplamente usados pela oposição para atacar o Executivo e, segundo pesquisas internas, neutralizaram o esforço de recuperação da avaliação do presidente.
 
A viagem à China ficou marcada pelo vazamento de uma conversa que o petista e a primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, a Janja, tiveram com o líder chinês, Xi Jinping, sobre a rede social TikTok.
 
Embora Lula tenha negado desconforto com as autoridades de Pequim, o episódio expôs o governo, com acusações sobre quem foi o responsável pela divulgação à imprensa, e irritou o presidente da República, que publicamente criticou o ocorrido.
 
Como a coluna Mônica Bergamo informou, o petista fez questão de deixar claro aos ministros que viajaram que estava contrariado e inconformado com o vazamento da conversa.
 
De acordo com dois integrantes da comitiva, Lula, inclusive, proibiu que qualquer autoridade que viajava com ele de volta ao Brasil descesse do avião em parada na Rússia -o que foi interpretado como uma tentativa do presidente de impedir novos vazamentos, explicitando o clima de desconfiança entre os integrantes do governo.
 
Além disso, segundo relatos, o ministro Rui Costa (Casa Civil), apontado como principal suspeito de vazar a conversa, queixou-se a interlocutores durante o voo. De acordo com dois integrantes da comitiva, afirmou que não precisa se preocupar somente com seus adversários políticos, mas também com os próprios aliados.
 
Na véspera do retorno ao Brasil, aliados do presidente da República diziam esperar de Lula uma postura ativa para conter os atritos entre integrantes de seu governo e evitar que esses conflitos gerassem novos desgastes à imagem de sua gestão.
 
Além do clima de disputas internas relacionadas ao episódio do vazamento, recentemente Rui Costa expôs publicamente divergências com o ministro da CGU (Controladoria-Geral da União), Vinicius de Carvalho, sobre o escândalo do INSS.
 
Sob pressão no Palácio do Planalto, o chefe da CGU defendeu seus procedimentos, listando reuniões ocorridas ao longo do processo, mas não rebateu diretamente as críticas do colega da Casa Civil.
 
“Vivemos um momento em que algumas informações são tratadas de forma inadequada para gerar desinformação. É prejudicial”, disse. “O presidente Lula nos orienta a não tergiversar em relação ao combate às fraudes. 
 
 
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