Ter filhos é, para muitos, um sonho cheio de esperança. Imagina-se uma velhice cercada por risos, conversas e o calor de quem um dia cresceu sob os nossos cuidados. No entanto, a realidade nem sempre cumpre essa expectativa. Muitos pais e mães, que dedicaram a vida a criar, cuidar e amar, chegam à velhice com o silêncio como companhia.
A ausência de filhos na fase mais frágil da vida não é apenas física — é emocional, é o eco de um amor que não encontrou retorno. A cadeira vazia ao lado é mais do que um símbolo da ausência: é um grito contido, uma saudade não reconhecida. Não se trata de culpa, mas de consciência. A correria da vida adulta não pode apagar a memória de quem um dia nos guiou com mãos firmes e coração aberto.
Velhice não deveria rimar com esquecimento. Que possamos olhar para nossos pais não como obrigações, mas como laços vivos de nossa própria história. Antes que o tempo leve a chance de retribuir, que sejamos presença — porque o amor, quando é lembrado, também envelhece em paz.
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Roberto Notícia - Jornalista - DRT 4511/80.