Pesquisa Datafolha 2º turno: Lula e Flávio têm 45% das intenções de voto

 Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (16) pelo jornal “Folha de S. Paulo” aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 45% das intenções de voto no segundo turno da eleição presidencial.

Cenário Lula x Flávio:
Lula: 45% (eram 45% em abril e 46% em março);
Flávio Bolsonaro: 45% (eram 46% em abril e 43% em março);
Branco/nulo/nenhum: 9% (eram 8% em abril e 10% em março);
Não sabem: 1% (era 1% em abril e março).

A pesquisa é a primeira divulgada após o site “Intercept Brasil” tornar público que o senador do PL pediu dinheiro ao ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que estreia em setembro. Porém, a maioria das entrevistas foi feita antes da revelação das conversas.
Publicada na quarta-feira (13), a reportagem do site apontou que Vorcaro chegou a pagar R$ 61 milhões ao senador para produzir a obra. O dinheiro, de acordo com o site, foi transferido para um fundo nos Estados Unidos. O pré-candidato confirmou o pedido do dinheiro, mas nega irregularidades.

Em abril, Flávio Bolsonaro aparecia numericamente à frente, com 46%, contra 45% de Lula. O quadro era de empate técnico.

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Veneziano vê cenário eleitoral indefinido, aposta em mudança do PT na Paraíba e diz que exclusão de Cícero pode gerar “prejuízo” ao projeto de Lula

 O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDBPB) afirmou nesta quinta-feira (14) que ainda acredita em mudanças no cenário político da Paraíba antes das convenções partidárias em agosto deste ano e voltou a defender que o Partido dos Trabalhadores (PT) estadual adote uma posição de neutralidade na disputa pelo Governo do Estado.

As declarações foram feitas em meio às discussões sobre o alinhamento do PT paraibano com a pré-candidatura à reeleição do governador Lucas Ribeiro (PP), posição recentemente confirmada pelo presidente nacional da legenda, Edinho Silva.

Durante entrevista ao programa Arapuan Verdade, da rádio Arapuan FM, Veneziano afirmou que nunca prometeu apoio formal do PT ao projeto político liderado pelo ex-prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), mas disse que a aproximação com o partido sempre ocorreu de forma transparente, especialmente em relação ao apoio do MDB ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Não é que eu tenha prometido. Quem poderia fazê-lo seria o próprio Cícero. Quando ele fez a opção de filiar-se ao MDB para ser o nosso candidato ao Governo do Estado, ele sabia que o MDB da Paraíba vota no presidente Lula”, declarou.

O senador ressaltou que o apoio ao presidente petista nunca esteve em discussão dentro do grupo político. “Isso é inescondível, isso é inquestionável, isso nunca foi posto sobre qualquer outra discussão”, afirmou.

Segundo Veneziano, a estratégia defendida por ele junto à direção nacional do PT seria a manutenção da neutralidade da legenda na disputa estadual, evitando desgaste político e preservando a aliança nacional em torno da reeleição de Lula. “O que eu pretendia, o que nós propusemos à nacional e ao grupo que trabalha as estratégias em nível estadual, foi que o PT na Paraíba pudesse ficar na neutralidade”, explicou.

Apesar da sinalização dada pela direção petista na Paraíba em favor da base governista estadual, Veneziano disse acreditar que o cenário político ainda pode sofrer alterações até o período das convenções. “Ninguém sabe realmente o que se dará até as convenções”, afirmou.

O senador citou declarações atribuídas ao presidente nacional do PT, Edinho Silva, para sustentar a possibilidade de mudanças no cenário político local. “Ele dizia: ‘A gente vai ter que esperar o que vai acontecer, tem muita coisa para acontecer ou muitos fatos e episódios que porventura possam acontecer’”, relatou.

Em outro trecho da entrevista, Veneziano afirmou que acontecimentos recentes na política nacional podem provocar impactos também na conjuntura estadual. “Ninguém apostava que esse episódio de ontem acontecesse. E se puxar o novelo, vem mais gente, vem gente graúda, vem gente proeminente”, declarou, sem detalhar a quais fatos se referia.

O parlamentar também comentou a situação de partidos que integram a base do governo Lula em Brasília, mas que mantêm posições divergentes em estados como a Paraíba. Questionado sobre a possibilidade de rompimentos dentro da chamada União Progressista, Veneziano disse que não depende desse movimento para construir seu projeto político. “São estratégias que quem adota é quem trabalha a política interna do presidente Lula e do PT”, afirmou.

Mesmo assim, o senador voltou a defender que excluir o apoio político de Cícero Lucena e do grupo ligado ao prefeito de João Pessoa pode representar perdas para o campo lulista na Paraíba. “O que eu defendi, porque defendo realmente o projeto do presidente Lula e a sua reeleição, é que abrir mão de um apoio como o de Cícero Lucena e de milhares que o seguem, eu penso que é um prejuízo”, disse.

Veneziano também criticou integrantes de partidos aliados que, segundo ele, ocupam espaços no governo federal, mas não fazem defesa pública da gestão Lula nos estados. “Existem pessoas puxando para baixo. Existem pessoas que não fazem a defesa do governo em que pese estarem no governo”, afirmou.

Ao citar investimentos federais destinados à Paraíba, o senador reclamou da falta de reconhecimento público por parte de setores da base estadual. “Quando a autoridade vai embora da Paraíba, ninguém mais fala. Aqueles que fazem o governo do estado não mencionam essas ações”, declarou.

As declarações acontecem após o presidente nacional do PT, Edinho Silva, confirmar que o partido respeitará a decisão do diretório estadual da Paraíba de apoiar a pré-candidatura de Lucas Ribeiro ao Governo do Estado. Durante plenária da legenda, Edinho classificou a posição como “natural”, em razão da aliança histórica do PT com o grupo político liderado pelo ex-governador João Azevêdo (PSB).

Apesar disso, o dirigente petista admitiu que o cenário poderá ser reavaliado caso surjam incompatibilidades com o projeto nacional de reeleição do presidente Lula.

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Diário Oficial do Estado traz nomeações de filho de Pollyanna e Radomécio

 O governador Lucas Ribeiro (PP) publicou no Diário Oficial desta sexta-feira (15) a nomeação de Pedro Werton Feitosa para o cargo de Gestor de Programa Especial.

Pedro é filho da ex-secretária de Desenvolvimento Humano Pollyanna Werton, pré-candidata a deputada federal pelo PP, e disputou a Prefeitura de Pombal nas eleições de 2024.

Lucas também nomeou Radomécio Leite para o cargo de consultor técnico do Estado. Aliado do deputados Wilson Filho e Wilson Santiago, ambos do Republicanos, ele deixa a Secretaria Executiva de Desenvolvimento Sustentável e passa a atuar no núcleo político da gestão estadual.

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Lucas Ribeiro amplia a sua base eleitoral e já tem o apoio de 180 prefeitos da Paraíba

 O Polêmica Paraíba apresenta nesta sexta (15), o oitavo balanço completo com o apoio de momento dos 223 Prefeitos do Estado para a disputa ao Governo em 2026.

Veja voto de cada prefeito AQUI
 
Esse levantamento exclusivo foi feito com base nas matérias iniciadas no mês de julho, que englobavam os apoios por regiões no estado, tanto ao Governo, como também às duas vagas ao Senado.
 
Esse balanço referente ao mês de maio, faz parte de uma série de matérias mensais nas quais iremos trazer os números de momento, englobando as últimas adesões e trocas de apoios, que devem aumentar cada vez mais, com a proximidade das eleições.
 
LUCAS CHEGA AOS 180 APOIOS
 
O Governador foi quem mais angariou apoios desde a última matéria, chegando ao número de 180 Prefeitos, sete a mais que o levantamento anterior.
 
As principais cidades a aderirem ao projeto de Lucas foram São José de Princesa, São Bento, Ouro Velho, Água Branca, Pedra Branca e Santana de Mangueira, com as duas últimas cidades sendo comandas por Prefeitos do MDB, que não aderiram à campanha de Cícero Lucena, nome do partido na disputa.
 
EFRAIM E CÍCERO ANGARIAM APOIOS EM CIDADES IMPORTANTES
 
Um dos principais assuntos no último mês na política paraibana foi a troca de apoio do Prefeito Alexandre em Serra Branca.
 
Aliado de Efraim Filho durante toda o curso da pré-campanha, o Prefeito surpreendeu a toda a classe política, ao anunciar o apoio à candidatura de Cícero, um dia após estar ao lado do Senador em Serra Branca.
 
Efraim perdeu uma Prefeitura importante, mas acabou angariando São José de Caiana, que na última eleição, apoiou o grupo de João Azevêdo.
 
10 CIDADES SE MANTÉM INDEFINIDAS
 
O número de indefinidos está cada vez menor, com 10 Prefeitos ainda sem um candidato ao Governo.
 
Algumas cidades importantes estão dentre essas 10, citando Cruz do Espírito Santo, Jacaraú, Alcantil, Areial e Congo como as mais conhecidas.
 
 
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Afastamento de Dilma completa 10 anos; senadores paraibanos que aprovaram impedimento estão fora da política

 Há exatos 10 anos, o Senado brasileiro afastava do governo, no segundo mandato, a primeira mulher eleita para comandar o país, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT). A petista foi acusada de crime de responsabilidade e, sem apoio político, teve o processo de impeachment aprovado pela Câmara dos Deputados e, depois, no dia 12 de maio daquele ano, confirmado pelo Senado. O processo teve fim em 31 de agosto, quando o colegiado cassou o mandato da petista em definitivo.

Neste processo, pelo menos dois dos três senadores paraibanos da época tiveram grande importância. Cássio Cunha Lima (PSD) vocalizava os interesses da oposição, que havia visto seu aliado, Aécio Neves (PSDB), ser derrotado pela petista no pleito de 2014. E Raimundo Lira (MDB) presidiu a comissão processante, que resultou na cassação.

O outro senador paraibano da época, José Maranhão (MDB), teve posição mais modesta no processo, mas, assim como os outros dois, votou pela cassação. Dois anos depois, os três deram adeus à política eleitoral. Raimundo Lira não disputou a reeleição, enquanto que Cássio foi derrotado na disputa. Já Maranhão tentou se eleger governador e sequer conseguiu chegar no segundo turno. Ele faleceu em 2021, vítima da Covid-19.

Naquela votação no Senado, uma Dilma Rousseff sem apoio popular nem político teve o seguimento do processo de impeachment aprovado com o voto de 55 senadores a favor e 22 contrários. O placar aumentou na sessão de 31 de agosto, que foi finalizada com 61 votos a favor e 20 contrários. No seu lugar assumiu o vice, Michel Temer (MDB), que também se equilibrou entre ameaças de impeachment por causa de escândalos de corrupção.

O clima de instabilidade gerado também pelo avanço da operação Lava Jato pavimentou o movimento que resultou na eleição do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em 2018. Ele também não conseguiu renovar o mandato e está preso por suspeita de ter chefiado uma tentativa de golpe após ser derrotado nas eleições de 2022.

Na época do impeachment, os petistas contestavam a tese de crime de responsabilidade e alegavam golpe parlamentar. A tese foi amplamente propagada pelo ex-advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, que subiu à tribuna para classificar o processo como golpe e acusar uma “injustiça histórica”.

“Há golpe com direito de defesa, justamente para simular a sua legitimidade. E é o que ocorre nesse processo. Está-se, neste momento, condenando uma mulher honesta e inocente. Está-se, neste momento, utilizando um pretexto jurídico para acusar uma presidente da República legitimamente eleita de atos que todos os governos anteriores praticaram”, afirmou na ocasião.

Atualmente, Dilma Rousseff comanda o banco do Brics, com sede na China.

Por Suetoni Souto Maior