ELEIÇÕES 2026 - Ligia Feliciano vice de Lucas Ribeiro: a montanha pariu um rato

 Alguns diziam, por incapacidade de criticar qualquer governo, que a indefinição sobre a vaga de vice era uma artimanha dos marqueteiros de Lucas Ribeiro para manter o candidato na mídia. Como se fosse uma boa estratégia associar um candidato a governador a pressões, impasses políticos e, depois, a insatisfações, como a que envolveu Adriano Galdino.

De favorita, a deputada estadual Rafaela Camaraense também sentiu o peso do veto. O episódio chegou a provocar uma reação do PDT, que havia oficializado a indicação de seu nome para a vaga e vinha defendendo publicamente sua presença na chapa.

Dois outros postulantes à vaga — Eduardo Carneiro e Capitã Viviane — tiveram seus nomes lançados ao debate público por jornalistas. Como balões de ensaio, foram rapidamente incinerados pelas chamas lançadas pelo PT, em razão de suas posições políticas identificadas com o bolsonarismo.

Depois de tanta expectativa, tanto alarde e suspense, eis que a montanha pariu um rato.
Hoje, a Paraíba finalmente ficou sabendo o nome da candidata a vice-governadora de Lucas Ribeiro. Trata-se de Ligia Feliciano, esposa do deputado federal Damião Feliciano. Surpresa? Sem dúvida, em razão de seu nome ter sido pouco mencionado entre as prováveis escolhas. Novidade, porém, nenhuma.

A escolha foi acertada? Tenho lá minhas dúvidas.

Além de já ter sido vice-governadora por duas vezes, Ligia Feliciano é de Campina Grande, a mesma cidade de Lucas Ribeiro. Ou seja, a chapa governista fica praticamente descoberta em João Pessoa, que concentra quase 20% do eleitorado paraibano.

E, em Campina Grande, a união dos Feliciano com os Ribeiro representa pouco mais do que uma soma de grupos políticos que, desde 1982, jamais conseguiu governar a cidade. É uma situação bem diferente daquela da aliança que apoia Cícero Lucena, que chega a Campina Grande respaldada por forças políticas com presença e trajetória muito mais expressivas no município.

No fim das contas, depois de meses de suspense e de uma disputa que envolveu partidos, grupos e lideranças, a escolha de Ligia Feliciano não parece ter resolvido o principal problema da chapa governista: como ampliar sua capacidade de penetração eleitoral justamente nos dois maiores colégios eleitorais da Paraíba.

Por Flavio Lucio

TUDO NO TEMPO DE DEUS - Vocação em cuidar e ajudar pessoas sempre...

 Passei muitos anos entregando cada gota da minha vida à vocação, de ajudar e cuidar das pessoas. No meio de tudo, fui esquecendo de mim, aprendendo a suportar o cansaço, a atravessar dores em silêncio e a continuar mesmo quando já não havia quase nada sobrando (e perdi muito). Fui cuidando de tanta gente que, em algum momento, deixei de cuidar de mim e dos meus e perdi demais. Isso é irreparável. E é duro dizer, mas poucos se importam.
O corpo e a alma sentiram. E eu não quero romantizar isso. Nem todo sacrifício é fidelidade. Às vezes, aquilo que chamamos de dedicação é apenas a incapacidade de reconhecer que também precisamos parar, respirar e pedir ajuda.

Mas decidi mudar! Não estou abandonando minha fé ou desistindo do chamado. Estou, finalmente, entendendo que também sou alguém de quem preciso cuidar.

Dante da fé que tenho em Deus, serei resiliente. Não é cuidar apenas da alma enquanto negligenciamos todo o resto. Paulo ensinou que tudo deve ser para feito para glória de Deus. Inclusive cuidar do corpo, da mente, dos hábitos, da saúde e da vida que Deus nos confiou (1Co 10.31).

Por amor a Deus, aos meus filhos, e, depois de tantos anos, por amor a mim mesmo, a pessoa a quem mais negligenciei na vida, reconheço que preciso de mudanças.

Irei continuar com mesmo entusiasmo de quando comecei na comunicação, me adaptando a modernidade da internet, perseguindo um sonho antigo. Quero recuperar a disciplina e romper com velhos hábitos e pecados. Estou buscando ajuda profissional e corro para reconstruir aquilo que, aos poucos, fui deixando morrer.

Não será fácil. Há coisas que precisam ser enfrentadas, feridas que precisam ser tratadas e mudanças que não podem mais ser adiadas.

Continuo crendo em DEUS que tudo é possível, amando gente e desejando servir. Mas aprendi que o amor cristão não exige que eu me destrua para provar que amo os outros.

Por isso, neste processo doloroso algumas pessoas já não mais  ‘sentarão à minha mesa’. E não é por desamor a elas, mas por amar a mim.

Eu não quero apenas continuar sobrevivendo. Quero viver para a glória de Deus e, se de algum modo, se alguém pode me ajudar nisso, seja bem-vindo, se não, entrego tudo nas mãos de DEUS.

Durante anos eu sempre disse: Deus te cuide. Agora, preciso dizer: Deus me cuide.

Roberto Notícia

 

 

Josival Pereira avalia possíveis estratégias de Lucas, Cícero e Efraim para enfraquecer adversários

 O jornalista Josival Pereira levantou algumas hipóteses no programa Olho Vivo, da Rede Diário do Sertão, acerca das possíveis estratégias que os pré-candidatos ao governo da Paraíba podem utilizar contra seus adversários até o período de campanha. Pereira considera que a disputa ficará entre o vice-governador Lucas Ribeiro (PP); o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), e o senador Efraim Filho (União).

Segundo ele, a pré-candidatura de Lucas é ‘natural’ e pode ser vista como a favorita porque tem o apoio da base do governador João Azevêdo e tem a ‘estrutura de poder’ à sua disposição. Cícero, por sua vez, consolida sua pré-candidatura com a confirmação do apoio da família Cunha Lima. Já o senador Efrim Filho conta com a adesão da ala bolsonarista.

“Ainda é muito cedo para se fazer conjecturas. Nós estamos numa fase de campanha eleitoral que eu costumo dizer que é a fase subterrânea. Nesse momento, todos os candidatos estão mergulhados em tentar conseguir esse ou aquele apoio. Numa primeira fase, os candidatos foram às ruas, às cidades, para cosolidar uma certa vantagem nas pesquisas. Algumas candidaturas não conseguiram segurar. Então, três estão segurando com mais potencialidade e mais estrutura”, disse Josival.

As possíveis estratégias

Na avaliação de Josival Pereira, o governador João Azevêdo pretende ‘transferir’ seus votos conquistados no interior do estado para Lucas Ribeiro, de modo que possibilite a vitória de Lucas, mesmo que eventualmente ele perca em Campina Grande e João Pessoa.

Cícero Lucena precisa de vitórias ‘esmagadoras’ em João Pessoa e Campina Grande, ao tempo em que pretende reduzir a força de João Azevêdo no interior. Porém, segundo Josival Pereira, Cícero não tem conquistado tantos apoios de prefeitos, mas de outras lideranças políticas de menor força nos municípios.

Outra suposta estratégia do prefeito de João Pessoa é estar se aproximando do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para provocar uma polarização entre a direita bolsonarista e a esquerda lulista, isolando Lucas Ribeiro na disputa.

 

Finalmente, Efraim Filho deverá apostar suas fichas no bolsonarismo com o qual ele se aliou recentemente, tendo sido, inclusive, um dos anfitriões da visita da ex-primeira-dama Michele Bolsonaro a João Pessoa, quando anunciou a pré-candidatura dele ao Governo do Estado.

Por Josival Pereira

PMJP realiza Colônia de Férias para filhos de funcionários do Centro Administrativo Municipal

 A Secretaria de Educação e Cultura de João Pessoa (Sedec-JP), por meio da Divisão de Educação Física, Saúde e Esporte Escolar (Defise), estará com as inscrições abertas, de 2 a 8 de janeiro, para a Colônia de Férias voltada para os filhos dos funcionários do Centro Administrativo Municipal (CAM), em Água Fria.

As inscrições acontecem no ginásio esportivo do próprio CAM, das 8h às 12h, e das 13h às 17h. Estão sendo ofertadas 30 vagas para crianças de 7 a 12 anos de idade e só poderão se inscrever, exclusivamente, filhos de funcionários das diversas secretarias instaladas no Centro Administrativo Municipal.

 

“Nós sabemos das lutas das famílias neste período de férias escolares para ocupar o dia a dia dos filhos e tirar eles das telas. É por isso, que por mais ano, estamos oportunizando essas atividades para as crianças. A colônia de Férias ocorrerá no período de 13 a 24 de janeiro, de 8 às 12 horas”, explicou o diretor da Divisão de Educação Física, Saúde e Esporte Escolar, Theodan Stephenson.

A programação conta com atividades aquáticas, cinema e passeio no Jardim Botânico e na Estação Cabo Branco, além de futebol de salão, basquete, recreação e brincadeiras populares.

Lucas examina opções para compor a chapa na vice-governança

 Apesar da pressão subliminar de aliados políticos para antecipar o nome do candidato ou da candidata à vice-governança, que irá compor sua chapa nas eleições de outubro, o governador Lucas Ribeiro (Progressistas) avalia o cenário sem pressa, atento aos movimentos dos adversários políticos e os interesses estratégicos do seu esquema para se fortalecer na disputa majoritária. Ontem, o deputado estadual Adriano Galdino (Republicanos), presidente da Assembleia Legislativa e um dos cotados para a vaga, decidiu não manifestar opinião a respeito alegando que o debate interno sobre o assunto ainda não foi deflagrado no bloco oficial. Seu irmão, o deputado federal Murilo Galdino, porém, voltou a defender o nome de Adriano como importante para consolidar a chapa e sugeriu que o anúncio seja feito até os festejos juninos, no próximo mês.

Adriano e Lucas vão cumprir agenda institucional em Brasília esta semana, com audiências junto a ministros do Supremo Tribunal Federal para dirimir o impasse entre o Executivo e o Legislativo sobre o valor das emendas impositivas de autoria dos parlamentares. O impasse é pontual e não prejudica o clima de bom entendimento entre o dirigente da Casa de Epitácio Pessoa e o chefe do Executivo, que concordaram em judicializar a questão, envolvendo interpretações sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias, justamente para alcançarem uma prova dos noves sobre quem está com o “bom Direito”. As decisões de Lucas no campo eleitoral têm sofrido a concorrência de pautas administrativas exitosas para o Estado. Ontem, por exemplo, ele esteve em São Paulo para celebrar a consolidação da parceria pública-privada com a empresa espanhola Acciona, que atua no setor de saneamento e infraestrutura, para ampliar e modernizar os serviços de esgotamento sanitário em 85 municípios paraibanos. O projeto tem chancela do BNDEs e remonta ao segundo governo de João Azevêdo (PSB), a quem Lucas substituiu a partir de abril.

Na segunda-feira, em Brasília, Lucas e mais quatro governadores serão homenageados no Senado Federal com uma comenda em reconhecimento ao destaque dos Estados na alfabetização infantil e na redução das diferenças de aprendizagem entre alunos de diferentes contextos sociais. Entre os gestores que apresentaram avanços na alfabetização de adultos figuram, ainda, Elmano de Freitas, do Ceará, Otaviano Pivetta, do Mato Grosso, Rafael Fonteles, do Piauí, e Ricardo Ferraço, do Espírito Santo. Ceará e Mato Grosso recebem a comenda pela segunda vez e a iniciativa busca reforçar o compromisso do Legislativo com o Plano Nacional de Educação e com o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. A seleção foi feita por um comitê técnico composto por representantes do Ministério da Educação, do Senado, do Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira e das Fundações Lemann e Roberto Marinho.

No capítulo político-eleitoral, da formação da chapa majoritária ao pleito de outubro, pelo menos duas mulheres se colocam como alternativas para a vice de Lucas Ribeiro: Rafaela Camaraense, ex-secretária do Meio Ambiente, respaldada pela direção nacional do PDT, ao qual se filiou, e Lígia Feliciano, ex-vice-governadora, que foi sugerida, ontem, em entrevista, pelo seu marido, o deputado federal Damião Feliciano, do União Brasil, pai do ministro do Turismo, Gustavo Feliciano. Rafaela representa a região do curimataú e, segundo versões, teria a preferência do atual governador, pelas suas qualificações técnicas e políticas e por ser de uma área estratégica na definição de resultados de eleições, além de ser integrante de uma família com tradição e liderança política. Mas Lucas examina outros nomes que vazam, como sugestão, do seu círculo íntimo, e da parte de líderes dos partidos da base. Quanto a Adriano, tem potencial inegável, tanto na articulação política como em agregar valores e apoios que podem fazer a diferença para Lucas no confronto com dois adversários – o ex-prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB) e o senador Efraim Filho, do PL, pré-candidato do bolsonarismo. O PT paraibano, que manifestou apoio à pré-candidatura de Lucas, também reivindica a vice-governança, sendo citado com frequência o nome do vereador por João Pessoa Marcos Henriques, conhecido pela sua combatividade na Câmara local.

Das tratativas para a definição do(a) vice de Lucas Ribeiro participam, ativamente, o seu tio, deputado federal Aguinaldo Ribeiro, comandante da União Progressista, o ex-governador João Azevêdo, pré-candidato ao Senado, o deputado federal Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados e o seu pai, Nabor Wanderley, ex-prefeito de Patos, presidente estadual do Republicanos e pré-candidato ao Senado em dobradinha com Azevêdo. Todo o empenho dessas lideranças é direcionado no sentido de promover o consenso na condução das negociações de bastidores, evitando pretexto para divergências que acabem levando água para o moinho da oposição. A demora do governador Lucas Ribeiro em bater o martelo é atribuída no seu círculo à preocupação dele em mostrar habilidade no desideratum de composição da chapa majoritária, acomodando os diferentes interesses e ambições e fortalecendo o projeto político na perspectiva de um embate que tanto governo como oposição acreditam que será acirrado, talvez um dos mais acirrados da história recente do Estado.

Por Nonato Guedes