Afinal, o que é jornalismo?

 “Jornalismo é a atividade profissional que consiste em lidar com notícias, dados factuais e divulgação de informações. Também se define o Jornalismo como a prática de coletar, redigir, editar e publicar informações sobre eventos atuais. Jornalismo é uma atividade de Comunicação. [1] Em uma sociedade moderna, os meios de comunicação tornaram-se os principais fornecedores de informação e opinião sobre assuntos públicos, mas o papel do jornalismo, juntamente com outras formas de mídia, está sofrendo modificações, decorrentes da expansão da internet. [2] Ao profissional desta área dá-se o nome de jornalista. O jornalista pode atuar em várias áreas ou veículos de imprensa, como jornais, revistas, televisão, rádio, websítios, weblogues, assessorias de imprensa, entre muitos outros.”

A definição acima é da Wikipedia e foi modificada pela última vez em 20 de outubro deste ano. Presume-se que seja esta, então, a mais recente ou a melhor definição sobre jornalismo disponível online por meio de colaboração autoral. Resta-nos debater se ela deve ser aceita pacificamente ou se há condições de propormos uma nova definição, que possa ao menos melhorar um pouco mais a conceituação atual. Leio nessa definição disposta na Wikipedia vários problemas, embora ela seja aceita até em meios acadêmicos.

A primeira questão é que o Jornalismo não é exatamente “uma atividade profissional”, mas sim, um “serviço profissional”, que reúne diversas atividades, sendo a principal delas a transformação de informação em notícia, em um produto à venda. Essa é a concepção trabalhista ou utilitária de Jornalismo. É a concepção das empresas de comunicação e da maior parte dos jornalistas que estão laborando dentro delas. Uma questão que reside sobre o ponto de vista utilitário é a de que o jornalismo tende a tornar-se uma atividade meramente mercantil e não de comunicação. O serviço prestado pelo jornalista é dedicado à empresa que o contratou para exercer a profissão de repórter, editor, pauteiro, fotógrafo, radialista, chefe de redação etc.

Formadora de opinião

O interesse empresarial está no produto que será vendido, desta forma a notícia precisa ter uma qualidade relativizada no âmbito da empresa, principalmente, além de certa aceitação por parte do público em geral, buscando garantir verbas de publicidade de origens pública e privada. Assim, o jornalismo torna-se primordialmente atividade empresarial, e não apenas “atividade de comunicação”, porquanto esta última não é prerrogativa dos meios de comunicação, mas sim dos cidadãos que têm tirocínio, talento, habilidade, treinamento ou oportunidade de atuar como jornalista.

Eis porque nessa concepção utilitária talvez um grande problema seja misturar a função de informar com a perspectiva de formação de opinião. Isso tornaria o jornalista um diplomado em formar opinião, o que é bem aquém da formação ou pretensão particular de profissional de qualquer área, ainda mais de um prestador de serviços. É sabido que para formar opinião é preciso ter conhecimento, que não pode ser restrito a conjecturas ou avaliações apressadas. A empresa de comunicação é apressada, mas possui uma apropriação de conhecimento em relação ao modo de produção de notícias. De outro lado, o público em geral tende a fraco desempenho no sentido de formular juízo sobre as informações publicadas. Nesse contexto, as empresas de comunicação tanto podem formar opinião positiva quanto negativa, o que depende não dos meios de comunicação, mas dos agentes de produção da notícia e da capacidade intelectual do público. Em resumo, nas sociedades, sejam elas as modernas ou nem tanto assim, os formadores de opinião não são os meios de comunicação, mas os sujeitos que persuadem a audiência com informações ou argumentos, que podem ser falsos ou verdadeiros.

A ética é o interesse público

Teleologicamente, o importante é que o povo seja persuadido. Essa é a arte da política para a qual o jornalismo tem prestado serviços e emprestado sua imagem romântica de “profissão samaritana”. O papel do jornalismo tem sido esse e continuará sendo, porque esse é o modelo viável para este formato. As mudanças tecnológicas não trazem progresso a esse tipo de jornalismo, pelo contrário, influenciam na sua destruição, porque atacam muitas vezes o cerne do modelo de apropriação empresarial, que é a parcialidade político-ideológico-editorial. As novas tecnologias de informação e comunicação estão permitindo combater o modelo de comunicação fundamentado nas falsas premissas de que empresas e uma ou mais pretensas categorias profissionais de comunicação sejam os responsáveis maiores pela formação de opinião na sociedade.

As TICs promovem exatamente um retorno ao ensejo de participação democrática, onde em reuniões ou assembleias os cidadãos discutiam as questões públicas até encontrarem para elas as melhores soluções. A disputa por liderança em formação de opinião voltou ao varejo. Nas redes sociais, o possível se tornou o estado da arte da comunicação. As empresas perceberam isso e ocuparam seus espaços rapidamente, mas há para elas limitações impostas pela transparência da liberdade de expressão e manifestação de pensamento, visto que a ética empresarial é o lucro. Enquanto isso, governos que ignoram essa realidade tapam os olhos e os ouvidos dos cidadãos com informações fictícias, apoiados por assessores que realizam atividades profissionais de comunicação, muito embora atendam principalmente pelo nome de “jornalistas”. Na comunicação pública, a ética é o interesse público. É de se pensar que jornalismo de verdade só quem tem condições de fazer hoje em dia, finalmente, é o cidadão. Espero que essas considerações ajudem a melhorar ou até formular um novo conceito de jornalismo para a Wikipedia…

***

[Fernando Ferreira é escritor e jornalista, Vitória, ES]

Jornalista Juarez Amaral morre em Campina Grande vítima da Covid-19

Dia 25 de março de 2021. Perdemos o jornalista e radialista Juarez Amaral, acometido pela terrível COVID-19. Nos deixou não apenas um grande profissional da imprensa do nosso Estado, mais um companheiro querido, que sempre tratou o jornalismo como coisa séria.

Juarez Amaral de Medeiros, o seu nome por inteiro. Filho de José Antônio de Medeiros e Elisa Amaral de Medeiros. Nasceu em 26 de junho de 1950, na cidade de São João do Cariri.
Era do tipo do homem de comunicação pesquisador, que ia atrás da notícia, que buscava os fatos de forma aprofundada e, não aceitava ser o segundo a informar. Gostava de ser o primeiro a saber. O furo jornalístico mudava até o seu comportamento, às introvertido, para um jeito risonho e alegre, um Juarez, na verdade, de fácil comunicação, mas muito exigente e cuidadoso com a notícia. Para ele, a notícia verdadeira, de ouvir ambos os lados do fato, era de fundamental importância. Um jornalismo investigativo de verdade.
Durante muito anos, na Caturité AM, comandou O JORNAL DE VERDADE, logo cedo da manhã, dando as primeiras informações da cidade e do Estado. Com ele fizeram esse informativo, grandes nomes, como: Polion Araújo, Morib Macedo, Arimatéa Sousa
Sua história no jornalismo começou em Campina Grande, na Caturité, em 21 de janeiro de 1972, A sua segunda passagem na emissora aconteceu na década de 80, quando foi admitido em 01 de abril de 1984.
Foi um começo interessante. Juarez iniciou no rádio como plantonista esportivo. Sua chegada à Rádio Caturité foi através de Marciano Soares, na época, vindo de João Pessoa para reforçar o departamento esportivo da emissora da Diocese.
Natural de São João do Cariri, Juarez veio residir em Campina Grande, com a finalidade trabalhar e estudar, justamente com a família. Trabalhou numa loja na Rua Joao Pessoa, ao lado de Marciano, que além de narrador apresentava um programa de música nordestina, que começava às 06 horas da manhã. E foi Marciano Soares, que o trouxe para fazer um teste, no qual foi aprovado como redator e plantonista esportivo.
Não precisou de muito tempo para que o nosso JURA, como passou a ser carinhosamente chamado pelos amigos, conquistasse a confiança da equipe, redigindo para os noticiários, cobrindo, às vezes como repórter esportivo, as atividades do TREZE (por quem sempre oi apaixonado) e comandar com competência o plantão esportivo da emissora. Tornou-se um grande radialista, que passaria pelos Diários Associados ( TV BORBOREMA, nos tempos de Jonathas Mahon), Rádio Caturité, num segundo momento, Rádio Cidade de Esperança (mais recentemente), e TV Paraíba (quando do seu retorno de São Paulo).
Residiu sim, em São Paulo. Quando atuou em Campina Grande e começou a cursar Comunicação Social – Jornalismo – na URNe, resolveu mudar de ares. “Gilson – disse – vou tentar sorte lá fora, vou até São Paulo. Estou meio chateado com isso aqui”. Pediu demissão do emprego, fechou o curso na universidade e, se mandou.
Buscou espaços e conseguiu. Começou a trabalhar na Record de São Paulo, que o recebeu como redator. Passou um bom tempo, mas precisava concluir o curso de jornalismo. E o concluiu na CÁSPER LÍBERO, uma das mais importantes universidades do país.
No retorno à Campina Grande foram muitas oportunidades, como todos sabem, no rádio e televisão. Voltou bem melhor e mais experiente, firmando-se de forma definitiva no cenário do jornalismo.
O dia 25 de março de 2021 jamais será esquecido pelos campinenses e pelos que militam no jornalismo paraibano, especialmente da cidade. Foi vencido pela COVID-19. Perdemos UM BOM COMPANHEIRO! PARTIU JUAREZ AMARAL DE MEDEIROS!

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Roberto Noticia - Jornalista - DRT 4511/88 e Gilson Souto Maior

Porque ele nunca deixou de acreditar em mim

 Por Fátima Maranhão:

Eu já estava pensando em encerrar meus escritos sobre o Nosso Amor. Mas, Deus tem me falado de forma tão audível nesses dias, que não posso deixar de partilhar.
Despertei com a incumbência, que dei a mim mesma, de mexer nas pastas pessoais e gavetas de meu marido, a fim de procurar seus contratos agrícolas e, a partir de então, cair na luta da vida real.
Encontrei um talão de cheques, junto a R$1.O25 em espécie, misturados com alguns papéis. Fato raro aparecer dinheiro nas coisas do meu marido, que, a exemplo do cuidado que tinha no trato da coisa pública, era cauteloso e seguro com suas finanças pessoais. Não me recordo de sua participação econômica nos preparativos festivos de nenhuma comemoração em nossa casa. Mas, por outro lado, ninguém conseguia igualar a contribuição imaterial inerente à sua presença. Quando descia as escadas, o perfume Eau du Soir já anunciava sua chegada, e toda e qualquer reunião tinha um outro astral. Ele tinha um carisma incrível. Fico imaginando sua entrada no céu, que clima de alegria reluzente, na chegada ao ambiente em que todos são carismáticos.
Resolvi, não sei porque, mandar deixar, R$1.000 (do dinheiro que encontrei), na Casa da Vovozinha, instituição beneficente de João Pessoa, e fiquei com os R$25 restantes para o pão e o bolo do lanche da tarde. Às vezes, não temos um tostão na bolsa!
Creiam -me: os irmãos, da Casa da Vovozinha, estavam em preces, para que surgisse uma doação, a lhes possibilitar a compra de cadeiras. Precisavam exatamente da quantia que receberam.
Concomitantemente, vem Verônica Luna, minha amiga dos bons tempos da Lourdinas, e me manda a seguinte mensagem:
“Você tem recebido muita força e inspiração do plano superior para atravessar esse deserto de forma tão sublime e digna.
Em seus textos, tecidos não de palavras, mas de sentimentos, você se desnuda, faz confidências, oferece generosidade, partilha o seu amor com as demais pessoas, que, embora o conhecessem e o admirassem, não tiveram do privilégio da estreita convivência e afeto que só a você foram destinados.”
Minha amiga é pessoa muito espiritualizada. Especial. Creio que suas energias chegaram até o céu e Nosso Amor me levou a fazer tão singela e oportuna doação.
Também encontrei, nas suas gavetas, misturados aos pertences já mencionados, vários bilhetinhos que eu colocava nos bolsos dos seus paletós. Dentre todos, um só vou confessar: “meu amor, como você pode ser tão lindo?”
E lembro do dia, em que comentando sobre esse bilhetinho, ele deu uma boa gargalhada! Só isso!… Porque ele nunca deixou de acreditar em mim.
Fátima Maranhão

JATOBÁ - Ao céu com alegria

 Jatobá

Ao céu com alegria
As duas ruas paralelas que cortam o centro da cidade de Jatobá de leste a oeste, partindo das laterais da igreja, são nomeadas em homenagem a dois adversários políticos: Inácio Lira e Juvêncio Andrade. Êmulos conspícuos, eles aprenderam a concorrer sempre a favor da cidade.
Malaquias Barbosa, que dá nome à rua central perpendicular a essas duas outras referidas, era a síntese conciliatória desses dois coronéis da velha Jatobá.
Numa esquina da Rua Juvêncio Andrade com Antônio Lacerda (que brigou com cangaceiros de Lampião afastando-o, para sempre, de Jatobá), estava, por sorte, o Bar de Seu Moisés, o coração da cidade. O Bar foi fundado graças ao palpite de João Cunha invertido por Vicente Pinheiro numa milhar do Jogo do Bicho.
O coração de Jatobá não sobreviveu à despedida de Seu Moisés, depois de ‘percussionar’ por anos, tocando a Vida de todos.
Dira, que sucedeu seu pai, Teodomiro de Brito, foi, quiçá puxado, romanticamente, pelo adversário, instado a mudar a antiga bodega para o ‘status’ de Bar, na esquina simétrica da mesma Rua Antônio Lacerda, desta feita com a Inácio Lira.
E Dira transpôs o coração de Jatobá, e as artérias voltaram a pulsar, segundo as conversas de fuxico que os amigos propagam toda manhã.
Na madruga de hoje, a cidade, com sintomas de bradicardia, não teve forças para erguer as válvulas do coração. Alguém acusou a demora e tentou despertar Dira de Teodomiro com massagens que batiam na janela. Já não era possível. O Gordo foi embora.
Há mais Jatobá no céu do que na terra. Conterrâneos contemporâneos estão com pressa de chegar. Dira foi mais cedo.
Ao céu com alegria!
Aos amigos Tico de Joãozinho, Zé Ribamar, Romeu Antônio, Delânio, Berlânio, Zé Tomaz, Normando Bala e outros tantos que sofrem dessa cardiopatia.
 
 

Vereador Marmuthe Cavalcanti dissemina fake news sobre agência da CEF no Valentina de Figueiredo em João Pessoa

Certa vez o filósofo grego Aristóteles, com toda sua sapiência disse: “Que vantagem têm os mentirosos? A de não serem acreditados quando dizem a verdade”. Pois bem, o vereador de João Pessoa, Marmuthe Cavalcanti (PSL) deve tomar para si tal ensinamento, uma vez que, de forma no mínimo equivocada, postou em suas redes sociais que a Caixa Econômica Federal (CEF) estaria abrindo a primeira agência daquela instituição financeira no bairro do Valentina Figueiredo em decorrência de um requerimento que partiu do seu gabinete no ano de 2014.

Conseguimos a aprovação da Caixa Econômica no Valentina, desde 2014, que solicitamos através do Requerimento 1692/2013. Após reuniões com representantes do banco, em João Pessoa e em Brasília, prometeram instalar esta agência, fizeram o projeto, e até enviaram técnicos ao local.

Livro-bomba de Eduardo Cunha: Tchau Querida – O Diário do Impeachment

Eu não duvido do expediente. Afinal, é dever de um agente público eleito pelo voto popular solicitar melhorias para a sociedade. Mas ocupar as plataformas digitais para postar absurdos é algo sério, podendo ser tratado, inclusive, como uma fake news.

E digo isso com a mais pura tranquilidade, pois todos sabem que o prefeito Cícero Lucena (PP), ao lado da senadora Daniella Ribeiro (PP), foi a Brasília em dezembro do ano passado, a fim de ter uma audiência com presidente da CEF, Pedro Guimarães, cujo assunto da agência no Valentina Figueiredo entrou na pauta. Além dessa visita, o progressista manteve compromissos em outros órgãos federais.

A visita do chefe do Executivo de João Pessoa também foi intermediada pelo deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP), recebendo o respaldo dos vereadores que integram a base governista de Cícero Lucena, cuja luta por uma agência da CEF no Valentina é classificada pelos moradores do bairro como histórica.

Então, Marmuthe Cavalcanti, ao postar tal luta histórica, “esqueceu” de mencionar os nomes de Cícero, Daniella, Aguinaldo e dos colegas da Câmara Municipal de João Pessoa. Além de não registrar que Pedro Guimarães esteve in loco no Valentina Figueiredo com os já citados, no intuito de “bater o martelo” é anunciar a instalação da instituição financeira naquele bairro.

Por Eliabe Castor