ELEIÇÕES 2026 - "Piriguetes de campanha" estão em ‘alta‘ com candidatos e assessores em João Pessoa e na Paraíba
Por Roberto Notícias
- 24/08/2026 10:37 - 68032
Foto Reprodução - Montagem: Sistema 1001 Notícias de Comunicação
O termo "piriguete de campanha" não possui uma definição formal ou um texto padrão consolidado, referindo-se de forma informal a figuras ou estilos extravagantes associados a contextos eleitorais ou a memes da cultura pop brasileira que unem a estética popular e o marketing político. Os personagens usados neste texto são fictícias, mas os relatos são de uma vida real. Em João Pessoa e na Paraíba as "Piriguetes de campanha" estão em alta.
Três crachás no pescoço, um colete de campanha, um rolo de adesivo no braço (como se fosse uma pulseira) e um telefone celular na mão. Ela começa o vídeo limpando o suor da testa com um santinho político. (Sueli olha para a câmera com cara de exausta, mas logo abre um sorriso gigante e falso de "vendedora de simpatia") SUELI: (Voz animada de militante) "Olá, eleitor! Vote consciente, vote no nosso... "(Ela quebra a postura, o sorriso some, ela desliga o "modo campanha" e fala normal com a câmera) SUELI: Gente, esquece.
O candidato já subiu no carro e eu finalmente posso respirar. Deixa eu falar uma verdade para vocês: trabalhar em campanha política ganhando pouco devia contar como três anos de faculdade e dois de terapia no currículo! (Ela aponta para os crachás no pescoço). SUELI: Olha para mim. Eu sou assessora, psicóloga de fiscal estressado, animadora de torcida no sol do meio-dia e dublê de segurança de comício. Ontem faltou água na caminhada e eu fiz brotar três fardos de gelo vindos do além!
Se o som do comício falhar, eu puxo o jingle no gogó e ainda faço o povo dançar. (Ela pega o celular e finge que está lendo um anúncio de vaga de emprego) SUELI: Aí eu abro os sites de emprego e vejo lá: "Procura-se profissional com resiliência, boa comunicação, gestão de crise e capacidade de trabalhar sob pressão". (Ela dá uma risada irônica) SUELI: Amor, "trabalhar sob pressão" para mim é convencer uma senhora de 80 anos a mudar o voto dela na calçada enquanto o cachorro dela tenta morder a minha canela e o carro de som da oposição passa tocando o jingle deles no talo! Isso é gestão de crise!(Ela muda a postura, fica séria, apontando o dedo para a câmera se achando uma executiva).
SUELI: Fica aqui o meu recado para os empresários desse país: se vocês virem no currículo de alguém que a pessoa foi "faz-tudo" de campanha... contratem na hora! Quem sobrevive a trinta dias colando adesivo em para-choque de carro no sol quente, sem perder o batom e a simpatia, faz o faturamento da sua empresa triplicar antes do Natal! (Ela ouve um barulho de jingle ao longe, fora da câmera. O sorriso falso de campanha volta instantaneamente no rosto dela) SUELI: (Gritando para fora da câmera) Já estou indo, chefe! Já peguei os outros dez mil panfletos! (Ela olha para a câmera e pisca o olho) SUELI: Contratem a mãe aqui em outubro, hein? Carteira assinada e vale-refeição são o meu sonho de consumo!
Quem mais tá nessa correria pelo emprego fixo? "Expressões faciais: Capriche na mudança rápida de expressão — mude do sorriso super alegre de política para a cara de cansada da vida real num piscar de olhos. Isso é o que dá o humor do vídeo. Para deixar tudo pronto para o seu futuro pós-eleição, o que prefere fazer agora? Criar a carta de recomendação para pedir para o seu chefe assinar montar um modelo de currículo traduzindo essa correria em termos profissionais Escrever uma mensagem de WhatsApp para você mandar para os seus contatos da campanha quando ela acabar. As piriguetes de campanha dexam a família para está sempre nas ruas. Essa é a parte mais pesada e real de todo esse processo.
Por trás de toda a animação, da dança e da energia na rua, existe um sacrifício muito grande que quase ninguém vê: a distância de casa e o tempo longe dos filhos e da família. Muitas vezes, para tentar garantir uma oportunidade melhor no futuro, essas mulheres precisam deixar a rotina do lar de lado. Elas passam o dia inteiro debaixo de sol e chuva, caminham quilômetros e voltam mortas de cansaço para casa, sabendo que no dia seguinte o "corre" começa todo de novo bem cedo. Para abordar esse lado que mistura o cansaço, a saudade de casa e o humor da sobrevivência, preparei uma nova versão do monólogo.
Ele mostra a realidade de quem abre mão do almoço em família na esperança de dar uma vida melhor para eles depois da eleição. Roteiro de Monólogo: O sacrifício por trás do sorriso.
Visual da Personagem (Sueli): Ela está sentada numa cadeira de plástico de comitê, tirando o tênis apertado, com o celular na mão gravando um áudio de WhatsApp para a família. (Sueli fala com a câmera com uma voz que mistura cansaço profundo e amor, olhando para o celular) SUELI: (Falando mansa, mandando áudio) "Oi, minha mãe... Sim, acabei de chegar no comitê. Diz pro meu filho que a mãe ama muito ele e que amanhã, sem falta, eu tento chegar a tempo de dar um beijo de boa noite... Guarda um pedaço do bolo pra mim. Beijo."(Sueli desliga o áudio, solta um suspiro longo, joga a cabeça para trás e depois olha direto para a câmera)
SUELI: O povo na rua me vê pulando com a bandeira, sorrindo de orelha a orelha, e acha que a minha vida é uma festa. Mal sabem eles que meu coração fica apertado em casa. Campanha política não tem sábado, não tem domingo e não tem hora para acabar. Você praticamente muda de família por dois meses! (Ela aponta para o colete da campanha) SUELI: É almoço de marmita fria na calçada, é perder o almoço de domingo com a mãe, é o filho ligando perguntando que horas a gente volta. O povo acha que a gente tá na rua porque ama a poeira. Não é, gente! A gente tá na rua é pela nossa família! (Ela muda o tom, trazendo o humor de volta na base da indignação engraçada) SUELI: Eu fico na rua doze horas por dia guardando lugar na calçada pro candidato passar, mas o meu foco principal é o boleto da luz que não espera a apuração das urnas!
Eu deixo minha família em casa agora para ver se em outubro eu consigo dar um futuro mais tranquilo para eles, com um emprego de verdade. (Ela calça o tênis de novo, dando tapinhas no pé para criar coragem) SUELI: Então, seu candidato... e seu coordenador... valorizem essa militância! Porque o sorriso que a gente dá pro eleitor na rua é sustentado pela saudade de quem ficou esperando a gente em casa. Se eu deixo meu próprio filho com a minha mãe para defender o seu número na rua... é bom o senhor defender o meu emprego na prefeitura ou na sua empresa depois, viu? (O celular dela toca com o jingle da campanha de toque. Ela atende com o sorriso profissional instantâneo).
SUELI: (No telefone) Alô, Drica? Sim, já botei o tênis! A caminhada noturna já vai começar? Estou descendo com a bandeira!(Ela desliga, olha para a câmera, manda um beijo e sai correndo) SUELI: É por vocês, minha família! Me espera com o café pronto! O que esse texto transmite? Quem trabalha em campanha ou tem uma mãe, irmã ou amiga nessa correria vai se identificar na hora. Ele equilibra a comédia com o respeito pelo sacrifício que essas mulheres fazem. Podemos usar essa força para o seu próximo passo que pode ser de incerteza do futuro próximo.
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