Colunista Demétrius Faustino
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PMJP realiza Colônia de Férias para filhos de funcionários do Centro Administrativo Municipal
16/05/2026A Secretaria de Educação e Cultura de João Pessoa (Sedec-JP), por meio da Divisão de Educação Física, Saúde e Esporte Escolar (Defise), estará com as inscrições abertas, de 2 a 8 de janeiro, para a Colônia de Férias voltada para os filhos dos funcionários do Centro Administrativo Municipal (CAM), em Água Fria.
As inscrições acontecem no ginásio esportivo do próprio CAM, das 8h às 12h, e das 13h às 17h. Estão sendo ofertadas 30 vagas para crianças de 7 a 12 anos de idade e só poderão se inscrever, exclusivamente, filhos de funcionários das diversas secretarias instaladas no Centro Administrativo Municipal.
“Nós sabemos das lutas das famílias neste período de férias escolares para ocupar o dia a dia dos filhos e tirar eles das telas. É por isso, que por mais ano, estamos oportunizando essas atividades para as crianças. A colônia de Férias ocorrerá no período de 13 a 24 de janeiro, de 8 às 12 horas”, explicou o diretor da Divisão de Educação Física, Saúde e Esporte Escolar, Theodan Stephenson.
A programação conta com atividades aquáticas, cinema e passeio no Jardim Botânico e na Estação Cabo Branco, além de futebol de salão, basquete, recreação e brincadeiras populares.
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A que ponto estamos chegando com a tecnologia
15/11/2024É bem verdade que se ficarmos muito tempo sem ler um livro ou jornal, ou se nos recusarmos a ver um pouco de televisão de forma a não exaurir a nossa energia mental, estaremos nos condenando à mais imensa cegueira sobre o que se passa no mundo. Até o google, desde que visto com parcimônia, pode servir para nos tirar do anonimato social.
Porém, e quanto ao grau de conhecimento do Google, que sabe de nossos gostos, necessidades, saldo bancário, e, talvez, peso, altura e cor dos olhos, está nos fazendo esquecer que é nossa, a responsabilidade da interpretação.
Nada contra a era da informação, decorrente do avanço da tecnologia e da globalização, mas não se pode abrir mão de uma leitura física, pois esta tende a promover maior compreensão, mais permanência de informações e memorização, e também para que possamos avaliar o nosso conhecimento, atualizando o próprio banco de dados, sem necessidade de recorrer ao Google, ou ao ChatGPT. Sem esquecer da sensação tátil do livro, a possibilidade de marcar páginas e a menor exposição à luz azul dos dispositivos eletrônicos e das demais estrelas da era digital.
Claro que nem todos são assim, mas com a facilidade das mídias digitais, as pessoas estão perdendo o gosto pela leitura, gerando a preguiça e, agora, vai piorar, com a inteligência artificial.
Em um artigo publicado na Folha de São Paulo, uma professora de graduação, faz a seguinte declaração: É uma luta para fazer com que os alunos leiam um livro inteiro. Eles vivem grudados no TikTok ou no Instagram e não têm concentração. Outro dia, ao ver que todos estavam no celular, parei a aula. Perguntei a alguns o que estavam vendo —e muitos não se lembravam. Não se lembravam do que tinham acabado de ver 15 segundos atrás! Um deles disse que estava comprando uma calça comprida. Para usar a palavra que eles mais dizem, não têm ‘foco’.
Assiste razão a esta professora, pois os alunos tem recorrido aos resumos de livros na internet, às lives, às gravações.
A propósito, essa distração digital tem inclusive, gerado um declínio acentuado e persistente no número de americanos indo para a faculdade, e aí surge a pergunta que não quer calar: A que ponto estamos chegando?
Esses jovens serão os médicos, cientistas, engenheiros e juristas do futuro? Ou só chegarão a isso os excepcionais, que, cada vez em menor número, ainda existem?
O fato é que a tendência por essa crescente lacuna no nível educacional já traça um quadro sombrio na vida das pessoas.
Por Demétrius Faustino
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O desabafo de Flávio José e a música nordestina
07/07/2023A melhor forma de entender um povo é olhar para a cultura dele. E no caso do Brasil, um exemplo clássico disso é a música nordestina, diversificada e representativa de diferentes origens que compõem a Região Nordeste.
Considerado ritmo musical simples, sem muito refinamento, formado por pouco instrumentos e com raízes rurais, o forró também alcançou predomínio no mercado cultural quando esse ritmo se popularizou nos espaços das cidades nordestinas. E apesar das tensões sociais devido às reações contrárias a essa música popular, o forróque é uma expressão artística genuinamente nordestina,conquistava o público nacional.
Ainda no caso do nordeste, e em especial na cidade de Campina Grande, enquanto esses notáveis populares ganhavam espaço nacional, difundindo em maior proporção a música nordestina, forrozeiros locais aproveitavam dessa boa aceitação do público para divulgar sua arte em ambientes mais luxuosos da cidade, como também, passavam a ser venerados pela camada social mais alta como ritmo contagiante e atraente.
Entretanto, de uns tempos para cá, o processo de maior aparição de estilos musicais nesses eventos juninos, estão, cada vez mais, se misturando, e a música sertaneja tomou praticamente o espaço do forró, apesar deste ser um gênero, e aquele um estilo.
Nem mesmo no período das festas juninas o mercado forrozeiro consegue superar a música sertaneja, em razão do gosto musical do brasileiro ter mudado muito nos últimos dez anos, e por se tratar de um período importante para a indústria da música, que passou por muitas transmutações como os investimentos em tecnologia e a forma de consumo.
Foi-se o tempo em que os artistas forrozeiros regionais tinham seus lugares nos palcos, apesar de terem elevado o São João de Campina Grande ao patamar que hoje se encontra.
Mas o incrível é que não ouvimos nenhum grito de indignação desses artistas de forma constante, há não serem Pernambuco onde alguns músicos de forró lançaram por meio das redes sociais uma campanha sobre o desconforto de sentir a vertente musical ser substituída por outro estilo, através da tag #DevolvaMeuSaoJoao, e agora, o desabafo doCantor Flávio José que, de forma implícita exigiu e defendeu uma manifestação cultural para valorizar os forrozeiros, ao fazer um desabafo após ter o horário de apresentação reduzido, no São João de Campina Grande.
O artista aolamentar a redução de show em Campina Grande ainda disse mais: “coisas que a música nordestina sofre”.
Lamentavelmente, há uma flagrante queda na produção da música nordestina, e muitos artistas populares defensores dessa música, foram esquecidos pelos meios de comunicação e pelasfestas inventadas.
E o genuíno forró está sendo ignorado, a exemplo do plangente evento ocorrido em Campina Grande que cortou o show de Flávio José para antecipar o de um Gustavo Lima.
João Pessoa, junho de 2023.
Por Demetrius Fastino





