Colunista Suetoni Souto Maior
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Pedro não admite, mas há muito seu comportamento é de ex-candidato
28/11/2025O aperto de mãos entre o prefeito Cícero Lucena (MDB) e o ex-deputado federal Pedro Cunha Lima (PSD), registrado pelo comunicador Fábio Targino, do PBAgora, foi carregado de simbolismos. Não era ainda, mas pareceu uma passagem de bastão. De um quase (ex) pré-candidato para um pré-candidato ao governo.
E esta foi a leitura comumente feita após a publicação. Agora, se rememorarmos, mesmo bem posicionado nas pesquisas, há muito Pedro Cunha Lima não demonstra interesse pela disputa.
Se puxarmos pela memória, enquanto Cícero Lucena, Lucas Ribeiro (PP) e Efraim Filho (União) encampavam uma busca frenética por votos, não raro Pedro aparecia nas redes sociais lendo, na praia ou jogando videogame.
Por causa disso, abriu as lacunas hoje ocupadas por Cícero. O prefeito saiu da base governista e foi galgando espaços na oposição. Ele se filiou ao MDB e puxou o senador Veneziano Vital do Rêgo para o seu projeto.
No dia da filiação de Cícero, o tio de Pedro, Ronaldo Filho, fez as vezes de representante da família Cunha Lima no ato. E aos poucos, o grupo vai falando em construção da unidade na oposição, com o ex-deputado cada vez menos candidato.
Em entrevista à rádio Arapuan, nesta quinta-feira (26), o deputado falou sobre a reunião que teve com o presidente do PSD, Gilberto Kassab, e das dificuldades de manter sua pré-candidatura. Relatou que não será candidato de si mesmo e pregou unidade.
Se isso é um adeus em definitivo ao projeto eleitoral, saberemos em breve. Mas a verdade é que os espaços no bloco onde ele pede unidade estão ficando mais raros.
Por Suetoni Souto Maior
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Pressionado, Hugo Motta dá aval a proposta de plebiscito sobre anistia
14/04/2025O deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) deu o aval para que seu colega de partido, Ricardo Ayres (TO), inicie a coleta de assinaturas para um requerimento de urgência que pode abrir caminho para um plebiscito nacional. A ideia é consultar a população, junto com as eleições de 2026, sobre a possibilidade de anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
A pergunta proposta para ir às urnas é direta:
“Você é a favor da anistia dos réus dos atos ocorridos na sede dos Três Poderes, em Brasília, no dia 8 de janeiro de 2023?”A resposta da população vai ditar os próximos passos da Câmara. Se a maioria votar “sim”, os deputados irão apreciar a proposta de perdão. Caso o “não” vença, o assunto será enterrado — ao menos oficialmente.
O argumento dos articuladores é simples: trata-se de um tema controverso e a decisão precisa ser da população. Na prática, o plebiscito serviria como uma blindagem política para parlamentares que não querem pagar o preço de votar diretamente a favor ou contra a anistia. Jogam para o povo uma bomba que, até aqui, tem dividido o país e o Congresso.
O movimento surge num momento em que cresce, nos bastidores, a pressão de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro para reverter as condenações impostas pelo STF. A narrativa da “perseguição” ainda é forte entre setores da direita radical, e o plebiscito pode ser a tentativa mais ousada — e institucionalizada — de reverter as penas já aplicadas.
Resta saber se o requerimento vai angariar as 171 assinaturas necessárias para tramitar com urgência. E, mais adiante, se o Congresso está disposto a colocar em votação uma pergunta que, na prática, reabre o debate sobre um dos episódios mais graves da história recente da democracia brasileira.
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Bombas são lançadas próximo ao STF, Congresso e Praça dos Três Poderes
15/11/2024Duas explosões na Praça dos Três Poderes foram ouvidas no início da noite de quarta-feira (13). O corpo de um homem foi encontrado nas imediações e um carro foi incendiado. A área foi cercada pela polícia e o prédio do Supremo Tribunal Federal (STF) foi esvaziado. Ainda não há informações sobre a autoria do atentado, nem a identidade da pessoa que faleceu provavelmente em decorrência da ação dos explosivos. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal.
Após as explosões, de acordo com O Globo, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) iniciou uma varredura no entorno do Palácio do Planalto. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não estava no Planalto no momento das explosões, mas no Palácio da Alvorada, a quatro quilômetros da área. É no Alvorada também onde ele está reunido agora com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
As explosões ocorreram por volta das 19h30. A primeira delas ocorreu nas imediações da estátua da Justiça, em frente ao Supremo. Pessoas que passavam na hora disseram ter visto o homem que acabou morto arremessando um explosivo contra a imagem. De acordo com a Polícia Militar do Distrito Federal, houve um “autoextermínio com explosivo”.
O prédio do STF começou a ser evacuado por volta de 20h. Em nota, a corte disse que os ministros foram retirados do prédio. “Ao final da sessão do STF desta quarta-feira (13), dois fortes estrondos foram ouvidos e os ministros foram retirados do prédio em segurança. Os servidores e colaboradores do edifício-sede foram retirados por medida de cautela. Mais informações sobre as investigações devem aguardar o desenrolar dos fatos. A Segurança do STF colabora com as autoridades policiais do DF”, diz nota do Supremo.
Em nota, o STF afirmou que “dois fortes estrondos foram ouvidos e os ministros foram retirados do prédio em segurança”. O texto diz ainda que “servidores e colaboradores do edifício-sede foram retirados por medida de cautela”. A nota acrescenta que “mais informações sobre as investigações devem aguardar o desenrolar dos fatos” e que “a Segurança do STF colabora com as autoridades policiais do DF.”
A Polícia foi acionada. A outra explosão ocorreu, segundo os Bombeiros, em um carro próximo a um dos anexos da Câmara dos Deputados. O Congresso ainda não se pronunciou sobre o caso.
Por Suetoni Souto Maior



