Por Redação
- 06/08/2026 17:51 - 
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No mês em que se celebra o Dia dos Pais, o sonho da paternidade ganha destaque, juntamente com um tema importante que, ainda, é considerado tabu: a infertilidade masculina. De 8% a 12% dos casais em idade reprodutiva em todo o mundo apresentam dificuldades para gerar uma criança. Cerca de 50% dos casos de infertilidade possuem um fator masculino envolvido, sendo que a causa reside exclusivamente no homem em 20% a 30% deles.
1. Varicocele: é a dilatação anormal das veias da bolsa escrotal, presente em 40% dos homens inférteis. Com isso, o sangue dos testículos não é drenado corretamente, o que aumenta a temperatura local, prejudicando a produção e a qualidade dos espermatozoides. 2. Infecções: encontradas em até 35% dos homens com infertilidade, infecções sexualmente transmissíveis, como clamídia e gonorreia, podem causar inflamações que prejudicam a qualidade e a produção dos espermatozoides. Em alguns casos, essas inflamações, ao cicatrizarem, entopem ou criam obstáculos nos vasos e canais por onde os espermatozoides deveriam passar, impedindo a sua saída. Além disso, infecções virais sistêmicas, como caxumba e Covid-19, afetam a fertilidade masculina ao se espalharem pelo corpo através da corrente sanguínea e atingirem diretamente o tecido testicular. 3. Alterações hormonais: o cérebro envia sinais químicos (hormônios) que funcionam como uma "ordem de trabalho" para que os testículos fabriquem espermatozoides. Se houver qualquer falha nessa comunicação, a produção é paralisada ou reduzida. O problema tem diversas origens, como síndromes genéticas, doenças congênitas, tumores benignos na glândula hipófise, uso de anabolizantes sem indicação ou acompanhamento, obesidade e pré-diabetes. 4. Anomalias anatômicas no sistema reprodutor: entre as principais, estão a criptorquidia, condição em que os testículos não descem para a bolsa escrotal e permanecem expostos às altas temperaturas do interior do corpo, e a ausência dos canais deferentes, na qual o homem nasce sem os "tubos" responsáveis por conduzir os espermatozoides dos testículos até o sêmen. 5. Estilo de vida: é apontado como um dos principais responsáveis pelo declínio global de 50% a 60% na concentração de espermatozoides no sêmen, observado nas últimas décadas. A adoção de hábitos saudáveis, como perda de peso, realização de atividade física e cessação do tabagismo e consumo excessivo de álcool, é considerada medida fundamental para homens com infertilidade sem causa aparente após avaliação médica. Os tratamentos para a infertilidade masculina abrangem desde intervenções cirúrgicas e terapias medicamentosas até técnicas avançadas de reprodução assistida, como a Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides (ICSI, da sigla em inglês), procedimento de fertilização em laboratório no qual um único espermatozoide saudável é escolhido e injetado no óvulo. “A medicina reprodutiva evoluiu para oferecer soluções mesmo em casos graves, como a azoospermia (ausência total de espermatozoides no sêmen), em que a microdissecção testicular permite encontrar focos de produção desses gametas com uma taxa de sucesso de aproximadamente 52%”, frisa Dr. Kauy.
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