Por Redação
- 25/08/2021 07:32 - 
Após a tomada de Cabul, capital do Afeganistão, pelo grupo islâmico Talibã no último dia 15, as preocupações da comunidade internacional se voltaram não só para os destinos das mulheres e crianças afegãs e dos cidadãos que colaboraram com forças estrangeiras ao longo dos quase 20 anos de ocupação, mas também para o inestimável patrimônio cultural do país.
Na última semana, Audrey Azoulay, diretora-geral da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), fez um apelo aos talibãs, "pela preservação da herança cultural do Afeganistão em sua diversidade, em respeito à lei internacional e protegendo o patrimônio cultural de danos e saques".
O pedido da diretora se justifica pelas atitudes do Talibã durante o período em que o grupo governou o país, de 1996 até 2001, quando foi derrotado pela intervenção dos EUA e da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). Em março de 2001, eles explodiram duas estátuas gigantes de buda no vale de Bamiyan, que fica a cerca de 180 quilômetros a oeste de Cabul.
Com 55 e 38 metros de altura, as duas estátuas escavadas na rocha e o sítio arqueológico ao redor foram considerados patrimônios da humanidade pela Unesco em 2003. Os arqueólogos estimam que as imagens teriam sido construídas entre o fim do século 6 d.C. e o início do século 7 d.C.
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