Colunista Roberto Notícia

  • Bolsonaro diz que ‘vai morrer na cadeia’ se for condenado por tentativa de golpe

    18/05/2025

     O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse nesta sexta-feira, 16, que vai “morrer na cadeia” se for condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo sobre a tentativa de golpe de Estado.

    “Eu, com 40 anos de cadeia no lombo, não tenho recurso para lugar nenhum, eu vou morrer na cadeia. Qual crime? Crime impossível, golpe da Disney. Junto com o Pateta, com a Minnie e com o Pato Donald, que eu estava lá em Orlando, programou esse golpe aí”, afirmou em entrevista ao canal no YouTube AuriVerde Brasil.

    O ex-presidente fez referência ao fato de estar em Orlando, sede de parques da Disney, nos Estados Unidos, no dia 8 de janeiro de 2023, quando os prédios públicos foram depredados em Brasília.

    Durante o julgamento que o tornou réu em 26 de março, os ministros Cristiano Zanin e Flávio Dino destacaram que a presença física na capital federal na ocasião não seria obrigatória para a responsabilização no caso.

    A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Bolsonaro e outras sete pessoas acusadas de formar o “núcleo crucial” do plano de golpe. A votação foi unânime.

    Os réus são acusados de cinco crimes: organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado contra o patrimônio da União. As penas em caso de condenação podem chegar a 43 anos de prisão.

    “Está previsto 40 anos de cadeia. Me prendam. Estou com 70 já, quase morri em uma cirurgia. Vou morrer, não vai demorar”, disse Bolsonaro.

    O ex-presidente também voltou a alegar que é alvo de perseguição por parte do que chama de “sistema”, que, segundo ele, busca impedir sua candidatura em 2026.

    Na entrevista, Bolsonaro mencionou ainda a condenação pelo STF da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), classificando a decisão como “sem cabimento”.

    Segundo ele, os casos de Zambelli e do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), também réu pela trama golpista, são ativismo judicial. “Eu não sei até quando vou resistir”, afirmou.

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  • Cícero Lucena rebate tese de candidatura natural e defende escolha com base na vontade popular

    10/05/2025

     O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), reagiu nesta sexta-feira (9) à ideia de que o vice-governador  Lucas Ribeiro (PP) seria o sucessor “natural” do governador João Azevêdo (PSB), caso este se afaste do cargo para disputar as eleições de 2026.

    Durante entrevista, Lucena foi direto: “Não são as questões naturais que elegem, quem elege é o povo, é a vontade do eleitor”.

    A declaração foi uma resposta indireta ao deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP), que recentemente defendeu a candidatura de Lucas como uma continuidade automática, caso o vice assuma o governo.

    Para Cícero, a escolha do candidato da base aliada deve ser feita com responsabilidade e “bom senso”, privilegiando quem tiver reais condições de vitória. “Lucas é um jovem preparado, com experiência e qualidades pessoais, mas estamos falando de política, e quem decide é o povo”, afirmou.

    O prefeito ainda destacou que não está preocupado com nomes, mas sim com quem representa os anseios da população. “Pode ser Lucas, pode ser eu, Hugo, Adriano Galdino ou qualquer outro. O importante é saber o que o povo quer”, completou.

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  • ELEIÇÕES 2026 - Se João Azevêdo não quisesse Cícero Lucena no jogo, não daria palco no interior

    09/05/2025

     A presença do prefeito Cícero Lucena (PP) fora de João Pessoa, acompanhando o governador João Azevêdo (PSB) em agenda pelo Sertão desde a quinta-feira (8), não é um movimento qualquer — e não aconteceria sem aval direto do chefe do Executivo estadual.

    Cícero dividiu espaço com Lucas Ribeiro, vice-governador e seu concorrente interno na disputa pela cabeça de chapa governista para 2026, e com o presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino (Republicanos).

    Em meio aos pré-candidatos, o prefeito da capital posou, discursou e reforçou presença. Tudo isso fora do seu território político, o que, em tempos de disputa, diz muito.

    Se João Azevêdo não tivesse interesse em manter Cícero no jogo, não lhe daria palco no interior — especialmente em meio a Lucas, que assumirá o governo caso João dispute o Senado. Evitar constrangimentos públicos é parte da liturgia do poder, e se Cícero está ali, é porque alguém quer que ele esteja.

    A cena evidencia o que já se tornou o traço dominante da prévia governista: um jogo embaralhado, sem sinal claro de quem tem a preferência do governador.

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