Colunista Roberto Notícia
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A ascensão da ‘República da Paraíba’ em Brasília
09/12/2024Não passou despercebido por deputados e senadores um fato curioso sobre a nova cara do poder em Brasília: boa parte das autoridades que ascenderam recentemente é de um único Estado: a Paraíba. Esse foi um dos assuntos em jantar realizado em Brasília, nesta semana, pela Frente Parlamentar do Comércio e Serviços (FCS). O objetivo do encontro era promover uma aproximação da bancada com o paraibano Hugo Motta (Republicanos), favorito para ocupar a presidência da Câmara a partir de fevereiro.
Entre bruschettas caprese e mini empadas de carne – algumas das opções de entrada no restaurante -, os presentes no jantar constataram que não apenas Motta é da Paraíba, como também os novos presidentes do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo Filho, e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Herman Benjamin. Além disso, são paraibanos a senadora Daniella Ribeiro (PSD), que comandará a 1ª secretaria do Senado ano que vem, e seu influente irmão e deputado Aguinaldo Ribeiro (PP), líder da Maioria no Congresso.
Em 2025, deve voltar à presidência do Senado o amapaense Davi Alcolumbre (União). Mesmo assim, a influência da Paraíba estará presente na Casa e não só com Daniella na Mesa Diretora. O senador Efraim Filho (União), nascido em João Pessoa (PB), brincou que será o “líder informal” de Alcolumbre. Todos no jantar riram. Já era hora do prato principal, e as opções eram baby beef com batata gratinada, salmão com legumes assados e risoto de cogumelos. Para beber, vinho chileno carménère.
A “República da Paraíba” é uma alusão à “República de Alagoas”, expressão usada para se referir à chegada de Arthur Lira (PP-AL) à presidência da Câmara em 2021, ao mesmo tempo em que seu maior rival político, o senador alagoano Renan Calheiros (MDB), mantinha grande influência no Senado.
Em tese, a era dos paraibanos tende a ser menos belicosa que a dos alagoanos. Nos últimos anos, até mesmo discordâncias entre Lira e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), como no caso do rito de tramitação de Medidas Provisórias (MP), viraram uma verdadeira guerra entre o presidente da Câmara e Calheiros.
Por coincidência, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, estava jantando no mesmo restaurante onde a FCS realizava o encontro. Ciente de que a agenda econômica dependerá da Paraíba ano que vem e de que naquela mesa poderia conquistar votos, o petista passou para cumprimentar os deputados e senadores. Ele pediu apoio para aprovar o pacote de corte de gastos – alvo de críticas de boa parte dos presentes, que defenderam a desoneração da folha de pagamento, a reforma tributária e a manutenção do Simples Nacional.
Por Iander Porcella – Estadão
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Charge do dia
08/11/2024 -
Eleição na CMJP: Cícero afasta interferir na disputa, mas cita favoritismo de Dinho
30/10/2024Passada a eleição, as articulações políticas voltam-se, agora, para as discussões sobre a disputa para Mesa Diretora da Câmara Municipal de João Pessoa. O prefeito Cícero Lucena (PP) chega no quarto mandato com, no mínimo, o apoio de 80% dos vereadores eleitos e reeleitos para próxima legislatura.
Nos próximos dois meses, os parlamentares devem se desdobrar nos entendimentos para composição do grupo que comandará a Casa Napoleão Laureano. Atualmente, o Legislativo Municipal é comandado pelo vereador Dinho Dowsley (PSD).
Em entrevista na Arapuan FM, Cícero afirmou que não vai “se meter” no debate sobre a sucessão, mas destacou o nome e favoritismo de Dinho.
“Sem dúvidas, Dinho tem todas as condições de ir para sua reeleição. Sempre articulou, sempre conversou, sempre teve ótimo relacionamento com os vereadores. Devem estar resolvendo [a eleição] o mais rápido possível”, avaliou Lucena.
Apesar de Cícero afirmar que não vai interferir na disputa, proferir uma declaração com esse tom reforça a postulação de Dinho Dowsley.
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