Colunista Gilvan Freire

  • A DITADURA DA VERDADE DE CADA UM E O FIM DA LIBERDADE DE OPINIÃO

    09/01/2021

    É muito grave e profundo o processo de alienação mental a que está submetida hoje a sociedade brasileira, por causa do separatismo político dominante.
    Nunca se viu isso antes : o sectarismo ideológico doentio tirar das pessoas a capacidade de se manifestarem livremente e serem respeitadas em seu direito de opinião.
    Se o radicalismo impregnado assusta tanto deve ser exatamente porque tem um imenso potencial de submeter a razão humana aos caprichos de pseudos dominadores, verdadeiros déspotas individuais ou coletivos que precisam impor suas falsas verdades aos outros, como se fossem seres iluminados.
    E, neste sentido, cada pequeno déspota é apenas mais um radical idiota supostamente esclarecido querendo triunfar sobre seus contrários, aos quais subestima e menospreza e não lhes confere o atributo de PENSAR e se MANIFESTAR.
    Os episódios recentes envolvendo os cantantes Elba Ramalho e Chico César são os melhores exemplos da enfermidade política que assola o país e divide o povo entre pretensos intelectuais da elite esquerdista e seus escravos culturais - os que não os adotam como fonte de ensinamento e saber.
    Chico César estrumou seus ptibus interiores sobre uma fã desavisada que, de boa fé, tentou resgatar o músico de sua predileção, deixando de lado o outro aspecto tóxico de seu perfil de militante bivalente. Quis apenas demonstrar apreço e carinho e recebeu mordidas da face aos calcanhares.
    As patadas e abocanhadas foram um espetáculo de furor animal selvagem, onde o agressor escolheu por conta própria de que lado deseja notabilizar-se, depois de ter-se feito conhecido como cantor, projetado certamente por aquela e outros fãs inconsolados - desditados adoradores de presépios de areia.
    Elba Ramalho, naturalista e espiritualista, foi abominada como se não pudesse e não devesse sê-lo, só porque os patrulhadores de plantão das liberdades alheias se acham com o poder de permitir ou não que ela se expresse fora das normas de controle da atividade artística politizada e partidarizada.
    É proibido ter fé, agir pela fé, expressar a fé. Quem já viu isso em regime civilizatório de liberdades plenas ?
    As divergências chegaram à sua carga máxima de obtusão e rudeza. E não se trata de divisão ou luta de classes , mas da tentativa de tutela cultural da parte dos que querem uma democracia especial, não igualitária, intolerante, somente para chamar de sua .
    Muito especialmente, uma democracia que sirva a ignorantes e à ignorância de uma “elite pensante” virótica ADURA DA VERDADE DE CADA UM
    E O FIM DA LIBERDADE DE OPINIÃO que infecta a própria alma pensando em matar seus imaginários inimigos .

     

  • A queda do consórcio viral da conspiração golpista

    19/04/2020

     Era domingo 12 quando o Fantástico disparou seu último morteiro envenenado destinado a por à pique as eleições presidenciais de 2018, desconstituindo um veredicto dado pela soberania do voto popular dos brasileiros.

    Ali também findava, por erro de pontaria e de estratégia, um consórcio bélico formado pela Rede Gobo, Rodrigo Maia, Alcolumbre, DEM, STF, Dória, PT e lulopetistas (esquerdistas convergentes), todos surfando na onda do Covid 19.

    A entrevista de Mandetta, o astro maquiado que a Globo corrompeu para sustentar suas teses natimortas de quarentena sem saída, seria o fim do governo, decretado por um grito de insurreição do ministro mais popular e pelo pavor do povo.

    Mandetta, que encandeado pelos holofotes da Globo ressurgente amou- a mais do que ao país, falou mais como primeiro-ministro
    de um governo paralelo do que como subordinado de um presidente de república.

    Caindo na armadilha da deslealdade e da insubordinação, Mandetta feriu o senso comum e amanheceu na segunda 13 em desgraça perante a nação. Nessas horas, o bolsonarismo põe a vela e encomenda o corpo.

    O tiro da Globo saiu pela culatra e explodiu no colo da conspiração, na hora em que o Covid no mundo desmanchava também as verdades contraditórias de uma ciência atônita.

    O DEM, que é ao mesmo tempo governo e contra o governo (tem vários ministros no governo, fomenta o governo paralelo de Maia e cobiçava fazer de Mandetta um futuro presidente), preferiu acovardar-se que reagir.

    Diante dos episódios desses últimos dias, o bolsonarismo tomou conta do país, dos poderes e dos líderes, fazendo valer sua legitimidade eleitoral e sua autoridade de movimento político orgânico.

    É o bolsonarismo, e não Bolsonaro , que está vencendo a resistência golpista do consórcio viral. O país está precisando de líderes para resolver e não para aumentar as crises, e cada dia mais parece que o presidente não governa nem mesmo sua língua nem a ignorância de seus filhos.

    Mas, talvez, Bolsonaro nem precise se corrigir muito para convencer seus opositores e desafetos, a medir pelo conteúdo dos argumentos e razões arguidos contra ele e seu exército politico-eleitoral.

    Nunca um embate político foi tão pobre de ideias contrapostas e tão fértil de impropério trocados; é como se a inconformação
    eleitoral tivesse abolido a razão e a verdade como elementos da cultura do povo.

    O jogo vem sendo bruto e continuará a sê-lo. O bolsonarismo , a essas alturas, esmaga a oposição e protege e adora seu bezerro de ouro como troféu conquistado nas eleições de 2018. Direito seu.

    A Globo bate em retirada em pleno campo de batalha, acossada, além do mais, pelo fim gradual do isolamento. Maia põe seu pescoço de espiral giratória à forca do centrão , que negocia a própria sobrevivência.

    O PT e o lulopetismo escondem Lula de mais um fracasso acachapante e fogem de uma aliança golpista heterogênia e indecente que objetivava tomar o poder pela trama e não pelo voto.

    A esquerda comunista , que não serve para nada a não ser para rotular de direita os que estão do outro lado do balcão, esta vai continuar lotando ao menos dois vagões de trem, sem estação de partida e de chegada.

    O STF continuará atuando contra o povo mas temente à reação popular – indo e voltando – ainda pondo as togas de molho diante do olhar carrancudo de setores militares que sustentam o governo.

    Em suma, o bolsonarismo como corrente de ação política dominante, permanentemente mobilizada por poderosas redes sociais ,não apenas esmaga seus adversários, mas controla o ambiente político e impõe Bolsonaro como o filho das urnas. Até que Bolsonaro aprenda. Ou largue.

    Gilvan Freire.


     

  • O naufrágio do Mito Bolsonaro e o afogamento de Julien Lemos

    12/12/2018

     Essa história do povo fabricar Mito é um atraso colossal. Ao longo dos tempos, os mitos foram o falseamento da verdade real e só serviram para causar assombros, transtornos e danos materiais e sociais em toda a humanidade. São causa da infelicidade, infortúnios e frustrações dos povos.

    Elevar homens à categoria de mito é uma tragédia à parte na mitologia, que começa e termina em geral na enganação e na exploração do homem pelo homem e na fantasmagorização da realidade humana.

    No Brasil, a esquerdofrenia jurássica tirou a condição humana de Lula e o transformou em mito maquiado, uma obra ilusionista e cosmética de maus resultados estéticos que agravou seus desvios de caráter – foi de santo de barro cru a fantasma assustador. Nem ele próprio sabe hoje quem é, de tão disforme e remendado que ficou.

    Enquanto os marxistas enfeitam Lula com rosas vermelhas murchas e o povo brasileiro em sua maioria o abomina, o resto do mundo derruba até as estátuas de bronze dos ex-mitos que criaram em tempos de alucinação coletiva e regimes de opressão. O lixo da história está repleto deles.

    O mais recente produto da mitologia brasileira é Bolsonaro, outro santo de argila que não resiste a um tombo do andor e que nem o povo nem ele próprio sabem direito quem é . Trata-se, sem dúvida, de um fenômeno de ocasião, fruto da imaginação coletiva engenhosa que queria inventar um mito-espantalho para afugentar os maus agouros do mito-assombração. Nada mais que isso.

    O bolsonarismo, sim, é o maior contingente ativo que o Brasil possui em estado permanente de ebulição política, até que sejam resolvidas as cobranças de sua cruzada eleitoral vitoriosa. Bolsonaro, com toda as suas precariedades, é apenas o instrumento da mudança, se não se revelar, prematuramente, precário demais.

    Claramente despreparado para governar o país, mas mesmo assim ungido para cumprir a missão, Bolsonaro precisa ter dois governos : um para gerir os gravíssimos conflitos que cria com suas próprias palavras e atitudes impensadas e com o amadorismo e exibicionismo perigoso dos filhos e principais membros da equipe ( quase todos tisnados ); e outro governo para uma sociedade que não quer perder a esperança reconquistada e o voto posto na urna.

    Ainda bem que o mito Bolsonaro está morrendo precocemente, dando lugar ao líder que emergiu das urnas cheio de cobranças e compromissos, desafiado a por ordem e sabedoria na governança a partir de sua própria casa, sob pena de um naufrágio de dimensões tsunâmicas.

    Casos como o do deputado Julien Lemos, que demonstra ralo preparo na condução de seu papel parlamentar, queimando em pouco tempo prestígio junto à corte presidencial, possivelmente causando muitos danos aos colaboradores paraibanos que levou à equipe de transição, é uma forte evidência de que mitologia começa matando os seus próprios adoradores. É preciso ir devagar com o andor.

    Fonte: Gilvan Freire

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