Para fugir da cassação em Brasília, prefeito já cassado de Cabedelo apela ao ‘andar de cima’ e contrata advogado de Gilmar Mendes; conheça o nome por trás da estratégia

Por Jacyara CristinaRedaão Por Redação - 12/12/2025 20:48 - 65400
Foto Reprodução - Montagem: Sistema 1001 Notícias de Comunicação
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 Para tentar escapar da cassação definitiva em Brasília, o prefeito já cassado de Cabedelo, André Coutinho (AVANTE), resolveu apelar para o chamado ‘andar de cima’ do Judiciário. A estratégia inclui a contratação do jurista Rodrigo Mudrovitsch, advogado de forte ligação com o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, um dos nomes mais influentes do meio jurídico nacional.

A movimentação chamou atenção não apenas pelo peso político do advogado escolhido, mas também pelos valores estratosféricos envolvidos nesse tipo de defesa. Contratar um jurista desse nível não está ao alcance de qualquer gestor público, especialmente de um prefeito que enfrenta questionamentos eleitorais graves.

Rodrigo Mudrovitsch é um dos advogados mais respeitados do país na área do Direito Constitucional. Possui trajetória consolidada no STF, é frequentemente associado a causas de grande repercussão e foi eleito juiz da Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA, onde ocupa a vice-presidência no biênio 2024–2025. Além disso, é publicamente reconhecido por sua proximidade profissional com o ministro Gilmar Mendes, o que aumenta ainda mais o peso simbólico de sua contratação.

Honorários fora da realidade da política local

Embora os contratos advocatícios sejam protegidos por sigilo, o mercado jurídico é claro quanto aos valores praticados por profissionais desse patamar. Advogados de elite, que atuam em tribunais superiores e em causas de alto impacto político, costumam cobrar honorários iniciais que variam de dezenas a centenas de milhares de reais, podendo ultrapassar esse valor conforme a complexidade do caso.

Em muitos casos, esse tipo de defesa envolve contratos de “retainer”, com pagamentos mensais elevados, além de honorários por etapas processuais, sustentações orais, pareceres técnicos e eventuais cláusulas de êxito. Especialistas apontam que, em processos eleitorais sensíveis e com risco real de perda de mandato, os custos podem facilmente superar R$ 300 mil a R$ 500 mil, dependendo do tempo de atuação e da estratégia jurídica adotada.

A contratação de um advogado desse nível levanta questionamentos inevitáveis: quem paga essa conta e como um prefeito de município consegue sustentar uma defesa desse porte, especialmente após já ter sido cassado em instâncias anteriores.

Entenda o caso

André Coutinho tenta se manter no cargo após o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) adiar, por falta de quórum, a análise dos embargos que discutem sua situação. O adiamento manteve o prefeito temporariamente no cargo, mas não afastou o risco de cassação, que pode ser confirmada a qualquer momento.

A contratação de Mudrovitsch sinaliza que o prefeito aposta todas as fichas em uma defesa jurídica de alto nível e forte articulação nos tribunais superiores, numa tentativa clara de virar o jogo em Brasília.

Enquanto isso, Cabedelo observa, perplexa, uma disputa que deixou de ser apenas jurídica e passou a escancarar o uso do poder, do dinheiro e das conexões como última linha de defesa política.

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Roberto Notícia - Jornalista - DRT 4511/80. 



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