Cenário de guerra: após prisão do Cacique Serere a pedido de Alexandre de Moraes, "extremistas" queimam carros e tentam invadir sede da Polícia Federal

Por Jacyara CristinaRedaão Por Redação - 13/12/2022 10:24 - 46757
Foto Reprodução - Montagem: Sistema 1001 Notícias de Comunicação
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Cacique Cererê, da tribo Xavante, é detido pela Polícia Federal no Palácio da Alvorada, onde participava de manifestações contra diplomação de Lula (PT). Esposa do Cacique Tsererê pede ajuda, após ser recebida a tiros pela Polícia Federal em Brasília. O ministro Alexandre de Moraes, mandou a Polícia Federal prender Cacique Sererê em Brasília, por crime, atos anti democráticos é crime de opinião.

A prisão do líder indígena gerou revolta entre os manifestantes que tentaram invadir o edifício da Polícia Federal. Um homem chegou a gritar "Eu posso morrer aqui hoje, não tem problema, não", relataram os manifestantes.

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) tentam invadir, na noite desta segunda-feira (12/12), a sede da Polícia Federal, na Asa Norte, em Brasília.

Com integrantes vestidos com a camisetas da Seleção Brasileira, o grupo danificou dezenas de carros que estavam estacionados nos arredores do prédio da corporação. Alguns, inclusive, chegaram a ser incendiados. Um ônibus com motorista dentro d Para tentar impedir a depredação, policiais reagiram disparando tiros de balas de borracha e lançando bombas de efeito de moral.

Alguns extremistas justificaram o ato alegando que agentes da PF “prenderam injustamente um indígena”. O Metrópoles apurou que seria o Cacique Tserere, um líder indígena apoiador de Bolsonaro. Bastante conhecido entre aqueles que estão há dias no QG do Exército pedindo intervenção militar, ele faz os discursos mais inflamados contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

 

Vídeos mostram alguns dos manifestantes armados com pedaços de paus correndo em direção à sede da Polícia Federal. Um homem dizia que ônibus com mais extremistas chegariam para reforçar o ato antidemocrático. Um deles, muito exaltado, gritava: “Eu posso morrer aqui hoje, não tem problema, não”.

Diante do clima tenso, a corporação pediu reforço, a fim de impedir a destruição do prédio. A Polícia Militar do DF (PMDF) usou spray de pimenta para espantar o grupo. Com o conflito, os arredores da PF aparentavam clima de batalha, com pedaços de paus e pedras espalhados por todos os lados. Por conta do cenário de guerra, a W3 Norte precisou ser fechada na altura do Brasília Shopping. O centro comercial, inclusive, precisou ser evacuado em função do ambiente hostil.

Veja vídeos da confusão:

 
 


 

 

 

 

 

 



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