ELEIÇÕES 2022 - Direitos de resposta e bate-boca marcam debate da Globo com os candidatos à presidência

Por Jacyara CristinaRedaão Por Redação - 30/09/2022 16:55 - 45124
Foto Reprodução - Montagem: Sistema 1001 Notícias de Comunicação
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 O presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trocaram acusações e brigaram por direitos de resposta no último debate entre os presidenciáveis antes do primeiro turno. Os dois, no entanto, não tiveram confronto direto durante as perguntas e respostas —ainda que Bolsonaro tenha tido uma oportunidade de enfrentar Lula.

Outros cincos candidatos participaram do programa promovido pela TV Globo: Ciro Gomes (PDT), Luiz Felipe D‘Ávila (Novo), Simone Tebet (MDB), Soraya Thronicke (União Brasil) e Padre Kelmon (PTB).

Foram mais de três horas de embate, com apresentação de William Bonner —que pediu calma e deu broncas nos candidatos que não respeitaram as regras. No total, foram dez direitos de respostas —Bolsonaro e Lula tiveram quatro, cada um; Kelmon e Soraya, um, cada um.

Farpas em direito de resposta. O início do debate foi marcado por troca de acusações entre Lula e Bolsonaro —ambos pediram direitos de resposta. No primeiro bloco, o petista teve direito a quatro revides; o presidente, a dois. Lula pediu para rebater ataque de Bolsonaro, que havia o chamado de "chefe de uma grande quadrilha" e "cleptocracia". A organização analisou o pedido e concedeu o direito de resposta. Na sua declaração, Lula falou que seu principal adversário na corrida eleitoral deveria saber o que "foi a quadrilha da vacina" —em referência ao imunizante Covaxin, que foi alvo de escândalo na pandemia após denúncias feitas na CPI da Covid, no ano passado.

Sem confronto direto. Apesar de provocar o adversário em diversas ocasiões, no terceiro bloco do debate, Bolsonaro preferiu não confrontar diretamente Lula —o candidato à reeleição chamou o candidato do Novo e fez uma pergunta sobre economia. "Qual sua preocupação se o governo cair na mão da esquerda?", questionou o atual chefe do Executivo.

‘Estou achando você nervoso‘. O programa começou com um clima tenso. Antes mesmo do duelo de direito de respostas, o clima de nervosismo já havia aparecido quando Ciro chamou Lula para fazer a primeira pergunta do debate. O pedetista —acostumado a embates— gaguejou. O petista respondeu: "Estou achando você nervoso".

Soraya chamou o candidato de "padre de festa junina" e afirmou que ele é cabo eleitoral de Bolsonaro. Ao longo do debate, Kelmon foi repreendido por Bonner por não seguir as regras.

Dobradinha amigável. Na primeira participação de Kelmon, ele repetiu a dobradinha que já havia feito no debate do SBT, no último sábado (24), com o presidente Bolsonaro. O candidato do PTB se dirigiu ao chefe do Executivo com um tom de cabo eleitoral, elogiando ações do governo e falando em um novo mandato bolsonarista. 

Ambos, então, não debateram, mas mantiveram uma conversa de amigos que concordam. Eles se revezaram em críticas ao PT e defenderam pautas conservadoras. No debate de sábado (24), Bolsonaro falou sobre uma suposta ameaça aos cristãos brasileiros, citando a situação da Nicarágua, onde há conflitos entre a ditadura de Daniel Ortega e a Igreja Católica. Sem dobradinha. O chefe do Executivo, então, tentou repetir a dobradinha com Tebet —ele fez uma pergunta que serviria como ataque ao ex-presidente. A candidata, no entanto, não aceitou. Bolsonaro citou o assassinato de Celso Daniel, ex-prefeito de Santo André (SP). Mais cedo, o candidato à reeleição havia sido treinado pelo filho, o o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), que falou sobre esse tema, segundo apurou a colunista do UOL Carla Araújo. Em resposta, Tebet questionou por que Bolsonaro não questionaria Lula sobre o tema.

Pedido de voto controverso. No quarto bloco, Bolsonaro teve mais um direito de resposta e aproveitou para fazer propaganda eleitoral do candidato ao governo do Mato Grosso do Sul Capitão Contar (PRTB-MS). O nome apoiado por sua base no estado, no entanto, é de Eduardo Riedel (PSDB). O tucano recebeu apoio da ex-ministra da Agricultura de Bolsonaro, Tereza Cristina. Em uma de suas declarações, o candidato à reeleição também parabenizou seu ex-ministro Mário Frias —que está em campanha. "Boa sorte como candidato federal por São Paulo", disse.

Corrupção x orçamento secreto. Para atacar Bolsonaro e Lula, os demais concorrentes usaram temas como o orçamento secreto e casos de corrupção do governo petista.

Troca-troca. "Padre Kelson? Kelvin? Candidato Padre", disse Soraya ao se referir ao candidato do PTB. Esse não foi único erro e troca de nomes entre os presidenciáveis durante o debate —até o apresentador chamou o padre de "Kelman". Ao chamar Soraya para um confronto, Tebet se referiu a adversária como "candidata Bolsonara".

Do UOL, em São Paulo, no Rio e em Brasília.



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