De acordo com o depoimento da jovem à polícia, o crime ocorreu em Balneário Camboriú, Santa Catarina. Rodrigo Leite detalha que o ministro teria levado a garota a um ponto isolado da Praia do Estaleirinho, a cerca de 400 metros do acesso principal do condomínio onde estavam hospedados.
A vítima relatou que foi agarrada à força e pressionada contra o corpo do magistrado, conseguindo se desvencilhar apenas após insistência.
Repercussão e mensagens de WhatsApp
Após o episódio, a família da jovem decidiu retornar imediatamente para São Paulo. Em um grupo de mensagens, o pai da vítima relatou que a filha foi molestada no mar e descreveu o ministro como um “monstro”. Inicialmente, a esposa de Buzzi demonstrou choque, afirmando que o ocorrido “acabou com sua vida”. Contudo, duas horas após o desabafo dos pais, ela enviou uma mensagem direta à mãe da jovem tentando defender o marido.
Nessa comunicação, a esposa ressaltou que Marco Buzzi trabalhou por 13 anos no Juizado de Infância e Juventude sem qualquer histórico de má conduta com menores. Ela admitiu que houve episódios de infidelidade com “mulheres adultas, advogadas e professoras”, mas alegou que a denúncia atual “extrapola o razoável”. A mulher do ministro também questionou a estabilidade emocional da jovem e lamentou que a família tenha partido sem ouvir a versão do magistrado.
Procedimentos no STJ e estado de saúde
Atualmente, Marco Buzzi está internado em um hospital particular em Brasília após apresentar palpitações e dores no peito. O ministro de 68 anos apresentou licença médica ao STJ. Apesar do afastamento, uma comissão de sindicância já foi aberta no tribunal. A intenção dos ministros é colher o depoimento de Buzzi em até uma semana após sua alta hospitalar.
A defesa do ministro nega veementemente as acusações. Em nota, os advogados afirmam que Marco Buzzi não cometeu qualquer ato impróprio e criticam o vazamento de informações sigilosas, classificando o movimento como uma campanha para inflamar a opinião pública. Nos bastidores do Judiciário, avalia-se que o processo, que deve durar cerca de dois meses, pode resultar na aposentadoria compulsória do magistrado.
Por Redação
- 08/02/2026 18:41 - 



