Marcelo Queiroga gargalha de acusações e diz que irá “passear” com Bolsonaro em Haia

Por Jacyara CristinaRedaão Por Redação - 02/11/2021 01:05 - 33133
Foto: Reprodução
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 O ministro da Saúde, médico paraibano Marcelo Queiroga, voltou a ser destaque nacional, ao protagonizar mais uma cena que comprova despreparo para estar no cargo ministerial que ocupa, debochando das acusações de genocídio que pairam sobre ele e o atual presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

O episódio de deboche foi registrado durante a cúpula do G20 em Roma, quando Bolsonaro, no domingo (31), lamentou junto ao diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), o etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus, ser o “único chefe de Estado no mundo investigado, acusado de genocida”.

Queiroga, ao ouvir a fala de Bolsonaro, começou a dar gargalhadas e disse que também iria com o presidente “passear lá em Haia”.

“Eu também. Vou com ele para Haia. Passear lá em Haia”, enfatizou Queiroga às gargalhadas.

A matéria originalmente publicada na Folha, lembra que Haia é uma cidade holandesa sede do Tribunal Penal Internacional, possível destino de denúncias formuladas pela CPI da Covid.

O órgão do Senado recomendou na última terça-feira (26) que o presidente brasileiro seja indiciado por epidemia com resultado morte e crime contra a humanidade, dentre outros crimes, mas descartou uma acusação de genocídio contra indígenas.

As declarações integram um vídeo postado nas redes sociais, em que Bolsonaro e Queiroga aparecem sentados ao lado de Ghebreyesus e auxiliares.

Segundo o Planalto informou no Twitter, a conversa informal ocorreu no domingo durante a cúpula do G20, em Roma.

O mau comportamento do ministro paraibano aconteceu pouco mais de um mês após ele ser destaque internacional por ter mostrado despreparo e ofendido manifestantes em Nova York mostrando dos dedos do meio, de modo descontrolado e, consequentemente, ser alvo de procedimento por parte da Comissão de Ética Pública da Presidência da República (CEP).

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Indiciamento

Marcelo Queiroga foi um dos 80 indiciados na CPI da Covid, pela prática de, pelo menos, dois crimes previstos no Código Penal Brasileiro: o do Art. 267, § 1º (epidemia com resultado morte) e o do Art. 319 (prevaricação).

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O relatório final da CPI da Covid foi aprovado na véspera daComissão completar seis meses de atividades recebendo sete votos favoráveis e quatro contrários.

Votaram a favor do documento os senadores Omar Aziz (PSD-AM), Eduardo Braga (MDB-AM), Humberto Costa (PT-PE), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Renan Calheiros (MDB-AL), Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Otto Alencar (PSD-BA). Votaram contra os senadores Eduardo Girão (Podemos-CE), Marcos Rogério (DEM-RO), Jorginho Mello (PL-SC) e Luis Carlos Heinze (PP-RS).

 

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Roberto Noticia - Jornalista - DRT 4511/88 

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