Moraes questiona governo federal sobre extradição de Allan dos Santos

Por Jacyara CristinaRedaão Por Redação - 14/03/2022 20:53 - 38969
Foto Reprodução
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 O militante bolsonarista Allan dos Santos, que foi dono do extinto site Terça Livre, está foragido nos Estados Unidos desde outubro do ano passado, quando teve a prisão decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta segunda (14/3), Moraes determinou ao Ministério da Justiça e Segurança Pública que preste informações sobre o que já foi feito pela pasta para garantir a extradição de Santos. O prazo determinado para a resposta é de cinco dias.

Aliado próximo do presidente Jair Bolsonaro (PL), Allan dos Santos é investigado em dois inquéritos no Supremo: o de fake news e ataques a ministros da Corte e o das milícias digitais.

 

Em sua decisão desta segunda, Moraes determinou que o secretário nacional de Justiça, Vicente Santini, explique detalhadamente as medidas adotadas para assegurar a extradição junto ao governo dos Estados Unidos.

O processo de extradição vem sendo alvo de polêmicas. Em novembro do ano passado, o governo federal exonerou a delegada Silvia Amelia, então chefe do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI) do Ministério da Justiça, após ela ter dado início a esse pedido junto à Interpol. O governo nega que a troca tenha qualquer ligação com a extradição do blogueiro.

Foragido e debochado

Investigado por crimes como lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa, Santos não faz questão de se esconder nos EUA. Apesar de bloqueado, também por ordem de Moraes, das redes sociais com sede no Brasil, o militante tem buscado maneiras de burlar as restrições para continuar a ofender as autoridades brasileiras.

Em fevereiro deste ano, por exemplo, o Metrópoles revelou que Santos burlava a proibição de ter perfil no Instagram e, por meio de uma conta alternativa, posava com fuzis e postava vídeos de si mesmo cantando um blues que ofende Alexandre de Moraes.

O foragido também segue convivendo com pessoas ligadas a Bolsonaro e até com autoridades do primeiro escalão. Em janeiro deste ano, conforme também foi revelado pelo MetrópolesSantos participou de evento religioso na Flórida ao lado do ministro das Comunicações, Fábio Faria, e do ex-jogador de futebol Rivaldo.

A interlocução do militante com o Brasil, porém, sofreu duro golpe no último dia 26 de fevereiro, quando o Telegram bloqueou o canal do extremista cumprindo outra decisão do ministro Alexandre de Moraes. A rede afirmou que o canal, que tinha 128 mil seguidores, “violou as leis locais”.

Metrópoles e 



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