No PT, ordem é não comprar briga com Renan Calheiros por PEC da Transição para furar teto em R$ 200 bilhões

Por Jacyara CristinaRedaão Por Redação - 05/11/2022 20:39 - 45927
Foto Reprodução - Montagem: Sistema 1001 Notícias de Comunicação
Foto Reprodução - Montagem: Sistema 1001 Notícias de Comunicação

 Apesar das críticas públicas do senador Renan Calheiros (MDB-AL) à PEC da Transição, a ordem no PT é não comprar briga com o parlamentar por causa da proposta. A avaliação é de que o emedebista é fundamental para trazer o MDB para a base de Lula e para a articulação política geral do governo no Congresso. Por isso, não valeria entrar em conflito com ele.

 
 

Em entrevista nessa sexta-feira (4/11) em Brasília, a presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), moderou o tom ao falar das discordâncias com o senador.

“Conversei com o senador e mostrei que precisamos viabilizar aquilo que foi contratado nas urnas. Não podemos entrar em 2023 sem o Auxílio Brasil e sem garantia de aumento do salário mínimo”, afirmou a petista

Expectativa positiva

Parlamentares do PT afirmam que a expectativa é que o texto da PEC seja alinhado com Renan Calheiros antes de a proposta ser votada no Senado.

Além de Renan, o ex-presidente do Senado Eunício Oliveira (MDB-CE), também criticou a ideia do PT de usar uma PEC para abrir espaço no Orçamento de 2023 para bancar programas sociais.

Na avaliação de Eunício, que se elegeu deputado federal este ano, a PEC servirá apenas para o Centrão tentar negociar cargos e a continuidade do “orçamento secreto” com Lula.

O emedebista disse ter consultado a assessoria do Senado e especialistas em Orçamento, que teriam ponderado que Lula pode resolver o impasse editando uma medida provisória que abra um crédito extraordinário.

Igor Gadelha



Compartilhe:


Outras Notícias