Partido novo pede cassação de Erika Hilton após polêmica com Ratinho; entenda

Por Jacyara CristinaRedaão Por Redação - 16/03/2026 11:58 - 66414
Foto Reprodução - Montagem: Sistema 1001 Notícias de Comunicação
Foto Reprodução - Montagem: Sistema 1001 Notícias de Comunicação

O Partido Novo apresentou uma representação na Câmara pedindo a abertura de processo disciplinar contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). O pedido foi encaminhado ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados e solicita a apuração da conduta da parlamentar por suposta quebra de decoro.

 
No documento, o partido argumenta que a deputada teria reagido a críticas com xingamentos, ataques e medidas consideradas intimidatórias, especialmente após sua eleição para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara.
 
Entre os episódios citados está a reação da parlamentar a comentários feitos pelo apresentador Carlos Roberto Massa, o Ratinho. Na ocasião, ele afirmou que a presidência da comissão deveria ser ocupada por uma “mulher biológica”. Após a declaração, Erika Hilton acionou o Ministério das Comunicações pedindo a suspensão do programa por 30 dias e também apresentou representação ao Ministério Público Federal solicitando indenização de R$ 10 milhões.
 
A representação também menciona outros episódios envolvendo reações da deputada a críticos, incluindo situações com a feminista Isabella Cêpa e a estudante Isadora Borges. Para o partido, os casos indicariam um “padrão reiterado” de uso de instrumentos institucionais para pressionar pessoas com opiniões divergentes.
 
Outro ponto citado no documento são publicações feitas por Erika Hilton nas redes sociais após as críticas à sua eleição. Em uma das mensagens, a parlamentar escreveu que seus críticos “podem espernear” e “podem latir”, além de utilizar a expressão “imbeCIS”, associando o termo “cis” à palavra “imbecil”.
 
Segundo o Novo, as declarações evidenciariam uma postura hostil diante de opiniões divergentes e poderiam configurar abuso das prerrogativas do mandato, além de violação dos deveres previstos no Código de Ética da Câmara, que exige dos parlamentares respeito a cidadãos e zelo pelo prestígio das instituições.
 
Caso a representação seja aceita, o Conselho de Ética poderá abrir um processo disciplinar para investigar os fatos, o que pode resultar em penalidades que vão de advertência até a cassação do mandato.


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