Policial que matou petista respira com a ajuda de aparelhos em UTI

Por Jacyara CristinaRedaão Por Redação - 12/07/2022 15:57 - 43250
Foto Reprodução
Foto Reprodução

 Atingido por tiros após abrir fogo contra Marcelo Arruda, tesoureiro do PT, em Foz do Iguaçu (PR), o policial penal Jorge José da Rocha Guaranho está “sedado” e “em assistência ventilatória mecânica” em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), informou nesta terça-feira (12/7) a Secretaria de Segurança Pública do Paraná.

O militante, que teve a prisão preventiva decretada após invadir a festa de aniversário de Arruda e matá-lo, foi transferido do Hospital Municipal de Foz do Iguaçu para o Hospital Ministro Costa Cavalcante na última segunda-feira (11).

A festa tinha como tema o PT e fazia várias referências ao ex-presidente e pré-candidato ao Planalto Luiz Inácio Lula da Silva.

 

Marcelo Arruda, que é guarda municipal, conseguiu se defender do ataque e também atirou contra Jorge — que ficou ferido e foi encaminhado ao hospital. Marcelo não resistiu aos ferimentos e morreu.


 

Bolsonaro criticou convidados da festa que chutaram o agressor

Em conversa com apoiadores sobre a morte de Marcelo Arruda, o presidente Jair Bolsonaro (PL) chamou os convidados que agrediram o atirador Jorge José da Rocha Guaranho de “petistas” e os criticou.

 

Nos vídeos das câmeras de segurança do local em que Arruda comemorava seus 50 anos, é possível ver que após efetuar os disparos que mataram o agente, Guaranho cai no chão – porque também foi alvejado com disparos feitos pela vítima. Em seguida, convidados da festa golpeiam o homem com chutes na cabeça.

“Grande parte da imprensa mostrou o tiroteio dentro do recinto, mas não mostrou o que aconteceu lá fora. Nada justifica a troca de tiros […] Teve um problema lá fora, onde a gente vê que o cara que morreu jogou uma pedra no vidro do carro do cara. Ele voltou e começou aquele tiroteio onde morreu o aniversariante. O outro foi ferido, ficou caído no chão e o pessoal da festa – todos petistas — encheram a cara dele de chutes”, disse Bolsonaro.

Na segunda-feira, ao comentar o caso, o mandatário disse que não tinha “nada a ver” com o crime e sugeriu que “o histórico de violência” é recorrente “do outro lado”.

“Quando o Adélio me esfaqueou, ninguém falou que ele era afiliado ao PSol. O que eu tenho a ver com esse episódio de Foz do Iguaçu? Nada! Somos contra qualquer ato de violência. Eu já sofri disso na pele. A gente espera que não aconteça, obviamente. Espero que não aconteça! […] Agora, o histórico de violência, não é do meu lado. É do lado de lá”, sugeriu Bolsonaro.

Metropoles



Compartilhe:


Outras Notícias