Kim Kataguiri aciona MPF contra Janja por uso de avião da FAB em viagem para ginecologista

Por Jacyara CristinaRedaão Por Redação - 30/06/2025 21:31 - 63167
Foto Reprodução - Montagem: Sistema 1001 Notícias de Comunicação
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 O deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil-SP) protocolou nesta segunda-feira, 30 uma representação no Ministério Público Federal (MPF) para que seja apurado o suposto uso indevido de aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) pela primeira-dama, Janja Lula da Silva (foto, ao fundo).

Como registramos, Janja embarcou em um voo da FAB com destino a São Paulo para realizar uma consulta ginecológica em 13 de junho. A informação foi publicada pelo portal Metrópoles. Segundo Kataguiri, a viagem teve caráter pessoal e não atende a interesses públicos, uma vez que a primeira-dama não ocupa cargo oficial.

Para o parlamentar, o uso da aeronave fere os princípios da legalidade, impessoalidade e moralidade da administração pública, podendo configurar improbidade administrativa e ilícito penal.

Na representação, Kataguiri pede a abertura de investigação para apurar o episódio, incluindo os custos da viagem e a responsabilização dos envolvidos.

Como registramos, a assessoria de Janja confirmou que ela viajou para compromissos médicos em São Paulo e que embarcou “de carona com os ministros”. O voo teria sido solicitado previamente pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski.

“Janja tinha uma consulta na ginecologista e viajou de carona com os ministros, em um avião da FAB que já estava solicitado pelo ministro Lewandowski. Não tendo, então, custos adicionais para a União”, informou a assessoria ao Metrópoles.

Na semana passada, Janja e a Advocacia-Geral da União (AGU) pediram o arquivamento de uma ação que buscava impedir o uso de aeronaves da FAB em viagens sem vínculo oficial.

As normas do Ministério da Defesa preveem que aeronaves da FAB só podem ser utilizadas em deslocamentos com finalidade pública, vedando usos de caráter privado ou pessoal.

“Não há informações públicas que indiquem que a primeira-dama tivesse agenda oficial relevante ou compromisso institucional em São Paulo. O uso da FAB, nesses termos, configura desvio de finalidade administrativa”, afirmou Kataguiri.

Metrópoles



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