Padre paraibano é acusado de intolerância religiosa após ironizar morte de Preta Gil em missa

Por Jacyara CristinaRedaão Por Redação - 30/07/2025 21:56 - 63626
Foto Reprodução - Montagem: Sistema 1001 Notícias de Comunicação
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 O padre Danilo César, responsável pela Paróquia de Areial, no interior da Paraíba, está sendo acusado de intolerância religiosa após declarações polêmicas feitas durante uma missa celebrada no último domingo (27). Em sua homilia, o sacerdote ironizou a fé de Gilberto Gil e questionou, em tom de escárnio, por que os orixás “não ressuscitaram” a cantora Preta Gil, falecida no último dia 20 de julho.

“Eu peço saúde, mas não alcanço saúde, é porque Deus sabe o que faz, ele sabe o que é melhor para você, que a morte é melhor para você. Como é o nome do pai de Preta Gil? Gilberto Gil fez uma oração aos orixás, cadê esses orixás que não ressuscitaram Preta Gil? Já enterraram?”, disse o padre, conforme vídeo que circulou nas redes sociais.

A gravação foi inicialmente publicada no canal oficial da Paróquia de Areial no YouTube, mas foi removida após a repercussão negativa. As falas do sacerdote rapidamente viralizaram e provocaram reações indignadas entre religiosos de matriz africana, fiéis católicos e defensores da liberdade religiosa.

Além da ironia com o luto da família Gil, o padre Danilo também atacou de forma genérica os católicos que buscam elementos de outras tradições espirituais. “E tem católico que pede essas coisas ocultas, eu só queria que o diabo viesse e levasse. No dia seguinte, quando acordar lá, acordar com calor no inferno, você não sabe o que vai fazer”, declarou.

A Associação Cultural de Umbanda, Candomblé e Jurema Mãe Anália Maria de Souza, com sede na Paraíba, emitiu nota de repúdio às declarações, classificando-as como “um discurso de ódio e preconceito”. “Deus é amor e respeito ao próximo, onde infelizmente esse senhor que se diz sacerdote prega o ódio e o preconceito e ainda amedronta em pleno culto em sua igreja”, diz o texto.

Nessa terça-feira (29), o presidente da associação, Rafael Generino, registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil da Paraíba e informou que também protocolará uma denúncia formal no Ministério Público estadual contra o padre por crime de intolerância religiosa.

A reportagem do portal Splash, do UOL, tentou contato com o sacerdote e com a Diocese de Campina Grande, responsável pela paróquia, mas não obteve resposta até a publicação. O caso segue repercutindo em nível nacional e levanta novamente o debate sobre respeito às diferentes expressões de fé no Brasil.

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Roberto Notícia - Jornalista - DRT 4511/80.



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