Ministério Público abre investigação e cobra plano de manutenção após rompimento de reservatório da Cagepa

Por Jacyara CristinaRedaão Por Redação - 11/11/2025 11:01 - 65054
Foto Reprodução - Montagem: Sistema 1001 Notícias de Comunicação
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 O Ministério Público da Paraíba abriu um inquérito civil para investigar o rompimento do reservatório da Cagepa, ocorrido no último sábado (8) no bairro da Prata, em Campina Grande, que deixou uma mulher morta, duas pessoas feridas, destruiu casas, arrastou carros e interrompeu o abastecimento de água em 40 bairros da cidade e municípios vizinhos.

O promotor de Justiça Hamilton Neves, responsável pela Promotoria de Defesa do Meio Ambiente, explicou que o objetivo é esclarecer completamente o que levou ao colapso da estrutura e garantir que as responsabilidades sejam atribuídas a quem de direito.

O Ministério Público requisitou da Cagepa documentos e informações detalhadas sobre o plano de manutenção preventiva dos reservatórios, histórico de inspeções, eventuais alertas de risco e as razões técnicas que podem ter provocado o rompimento.

“Ministério Público da Paraíba instaura um inquérito civil através da Promotoria de Defesa do Meio Ambiente de Campina Grande, exatamente para apurar as circunstâncias que deram causa ao rompimento da caixa d’água no bairro da Prata. Estamos requisitando da Cagepa informações sobre o plano de manutenção preventiva e as razões desse rompimento, para que todo esse processo seja devidamente esclarecido e as responsabilidades atribuídas a quem de direito”, afirmou o promotor Hamilton Neves.

Além da Cagepa, o MPPB também oficiou o CREA-PB, solicitando fiscalização presencial em todos os demais reservatórios de Campina Grande para verificar se os requisitos técnicos de funcionamento estão sendo cumpridos.

“Também foi oficiado o CREA para realizar a fiscalização nos demais reservatórios da cidade, a fim de verificar se todas as condicionantes do devido funcionamento estão sendo cumpridas pela Cagepa”, acrescentou.

Hamilton Neves destacou que já tomou conhecimento de que a própria Cagepa está realizando apurações internas sobre o incidente, mas reforçou que a investigação oficial precisa ser transparente e acessível para a população.

“Isso tudo precisa ser esclarecido de forma clara. A sociedade precisa ter conhecimento de tudo que ocorreu”, concluiu.

O inquérito seguirá reunindo dados técnicos, vistorias e análises estruturais para determinar se houve falha de manutenção, projeto, operação ou negligência na gestão da estrutura.

 

 



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