Por Redação
- 05/06/2023 21:07 - 
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgou, nesta segunda-feira (5), o Boletim Epidemiológico semanal de síndromes respiratórias, com dados atualizados dos agravos no estado. A publicação aponta que, até o dia 3 de junho, a Paraíba totaliza 1.548 registros de casos graves, distribuídos em 163 dos 223 municípios paraibanos,Dos casos de síndrome respiratória registrados até o dia 3 de junho de 2023, observa-se 547 resultados detectáveis para Influenza A, Influenza B, Adenovirus, Rinovírus, Parainfluenza ou vírus Sincicial. O documento aponta a predominância de vírus Sincicial na faixa etária que compreende crianças menores de 1 ano, com 67,04% do total de casos para este agravo. Os idosos a partir de 60 anos concentraram a maioria dos casos de Influenza A, com 31,15% dos casos confirmados para doença nesta faixa etária.
O mapa de incidência das síndromes respiratórias na Paraíba aponta a predominância dos agravos na região da grande João Pessoa e do município de Monteiro. O resultado pode estar relacionado ao maior número de testagens nessas regiões, portanto reforça-se a importância da coleta para entendimento da circulação viral nos territórios paraibanos.
O boletim aponta ainda que os vírus Sincicial (VRS), Influenza B e Influenza A seguem com maior percentual de identificação. Até o momento, 39 vidas foram perdidas para as síndromes respiratórias não covid. Deste total, 20 tinham entre três dias e 9 anos de idade e ocorreram nos municípios de Alagoa Grande (1), Cabedelo (1), Conde (1), Cuité de Mamanguape (1), João Pessoa (4), Monteiro (2), Quixaba (1), Santa Luzia (1), Santa Rita (1), São José da Lagoa Tapada (1), Sapé (2), Solânea (1), Sousa (2) e Tacima (1). No momento, a Paraíba possui dois óbitos em investigação, ambos em crianças.
O secretário de Saúde, Jhony Bezerra, explica que um dos objetivos do monitoramento dos casos hospitalizados com SRAG é identificar e acompanhar a demanda de casos e da letalidade para avaliar a assistência ofertada para recomendar as medidas necessárias. Ele afirma que, na Paraíba, o registro dos casos suspeitos de SRAG deve ser realizado por todos os estabelecimentos de saúde que atendem os pacientes hospitalizados e alerta que este é o período sazonal para vírus respiratórios.
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