Por Roberto Notícias
- 29/07/2025 01:04 - 
Durante entrevista ao programa Arapuan Verdade, da Arapuan FM, nesta segunda-feira (28), o deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB) reagiu duramente à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou sua prisão caso participasse de um acampamento em protesto na Praça dos Três Poderes, em Brasília.
O parlamentar classificou o ministro como “ditador da toga” e afirmou que está trabalhando na Paraíba, não tendo participado de nenhuma manifestação na Capital Federal.
“Estamos denunciando há bastante tempo, desde quando eu era deputado estadual, os desmandos da ditadura da toga comandada por Moraes. Ele está literalmente afundando o Brasil. Agora, com essa briga rasgando a Constituição, chega mais uma decisão absurda. Quem vai questionar?”, declarou o deputado.
Em tom de apelo, Cabo Gilberto ainda convocou a população a pressionar o Senado Federal: “Peço que todos pressionem o Senado para que casse o mandato do ditador da toga que está afundando o país com tantas decisões ilegais.”
A fala de Cabo Gilberto acontece após o ministro Alexandre de Moraes determinar a retirada de parlamentares do Partido Liberal (PL) que estariam acampados na Praça dos Três Poderes em protesto contra restrições impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão incluiu autorização de prisão em flagrante caso houvesse resistência.
Além de Cabo Gilberto, foram citados os deputados Hélio Lopes (PL-RJ), Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Coronel Chrisóstomo (PL-RO) e Rodrigo da Zaeli (PL-MT). A medida foi tomada após pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), com base na alegação de que o acampamento teria caráter semelhante aos atos golpistas ocorridos em 8 de janeiro de 2023.
Em sua conta na rede social X (antigo Twitter), o Gilberto reforçou que não estava em Brasília no momento citado na decisão:
“Mais um erro grave do STF. Eu estou trabalhando na Paraíba neste momento. Não estou na Praça dos Três Poderes em Brasília, como afirmou a decisão.”
O deputado Hélio Lopes, por exemplo, havia montado uma barraca em frente ao STF e anunciado greve de silêncio. Após a decisão de Moraes, ele desmontou o acampamento ainda na madrugada de sábado (26).
Segundo Moraes, o acampamento teria o objetivo de “inviabilizar o funcionamento do STF e subverter a ordem democrática”. Ele argumentou que o direito de manifestação não pode ser usado de forma abusiva, em prejuízo da ordem pública e da segurança nacional.
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Roberto Notícia - Jornalista - DRT 4511/80.
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