DISSIDÊNCIA NO PROGRESSISTAS - Zé Aldemir ignora pré-candidatura de João Azevêdo e declara apoio a Veneziano e Nabor ao Senado em 2026

Por Jacyara CristinaRedaão Por Redação - 18/10/2025 18:01 - 64728
Foto Reprodução - Montagem: Sistema 1001 Notícias de Comunicação
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 Em movimento que expõe fissuras dentro da base governista, o ex-prefeito de Cajazeiras, Zé Aldemir (PP), anunciou, nessa sexta-feira (17), que não apoiará o governador João Azevêdo (PSB) na disputa pelo Senado Federal em 2026. Ao contrário, decidiu declarar apoio aberto à pré-candidatura de Veneziano Vital do Rêgo (MDBPB) e Nabor Wanderley (Republicanos), rompendo publicamente com o projeto político do atual governo.

Aldemir, que tem forte influência política no Sertão, justificou a decisão como um gesto de lealdade ao povo de Cajazeiras, relembrando um episódio de campanha em que João, segundo ele, teria ofendido a população local. “João Azevêdo veio e disse: ‘Vai coisa ruim embora de Cajazeiras para que a cidade possa crescer’. Não posso ser solidário a ele, tenho que ser solidário ao meu povo”, afirmou.

A dissidência ocorre num momento estratégico para o governo estadual. João Azevêdo deve renunciar ao cargo em abril de 2026 para disputar uma vaga no Senado, abrindo caminho para que o vice-governador Lucas Ribeiro (PP) assuma o Executivo e tente a reeleição com o selo de continuidade da gestão.

Lucas, que já foi secretário, vereador e vice-prefeito de Campina Grande, é considerado o nome de consenso da base governista para dar continuidade ao projeto político do PSB no Estado. Com bom trânsito entre prefeitos, sua pré-candidatura vem sendo construída como a principal aposta do grupo governista para 2026.

Apesar disso, a saída de Aldemir enfraquece o palanque de João e Lucas no Alto Sertão, onde o ex-prefeito ainda mantém influência e tem a aliada a prefeita Corrinha Delfino no comando da prefeitura de Cajazeiras. Corrinha venceu em 2024 o candidato do PSB, Dr. Pablo Leitão, apoiado pelo governo estadual.

A postura de Aldemir sinaliza uma rebelião silenciosa dentro do Progressistas (PP), partido que, embora esteja oficialmente na base, pode enfrentar novas rupturas conforme se aproximam as definições das chapas majoritárias. “Nem em nome de Lucas eu mudo minha posição. Isso não é pessoal. É sobre respeito à minha cidade e ao povo que me deu mandato”, reforçou o ex-prefeito.

A expectativa agora é sobre como o PP reagirá à dissidência e se o movimento de Zé Aldemir abrirá caminho para outras lideranças locais seguirem o mesmo rumo.

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Roberto Notícia - Jornalista - DRT 4511/80.



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