Divergência sobre apoio ao Governo nas eleições de 2026 pode dividir Vitor Hugo e Edvaldo Neto em Cabedelo

Por Jacyara CristinaRedaão Por Redação - 30/01/2026 13:02 - 65905
Foto Reprodução - Montagem: Sistema 1001 Notícias de Comunicação
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 O ex-prefeito de Cabedelo e atual secretário de Turismo de João Pessoa, Vitor Hugo (Avante), comentou nesta quinta-feira (29) a possibilidade de um racha político com o prefeito interino de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), em razão de posições opostas na disputa pelo Governo da Paraíba em 2026.  

A fala ocorre após o prefeito interino Edvaldo Neto e o partido Avante devem apoiar a pré-candidatura do vice-governador Lucas Ribeiro (PP) ao Governo do Estado. Já Vitor Hugo confirmou que seguirá ao lado do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), na corrida eleitoral.

Durante a entrevista, Vitor Hugo reconheceu que a divergência pode gerar desgaste político e até comprometer a aliança construída nos últimos anos em Cabedelo. Segundo ele, o risco de rompimento não está diretamente entre ele e Neto, mas no entorno político de ambos.

“Eu disse a Neto que isso poderia ser o início do nosso fim. Não por nós dois diretamente, mas pelo que vem ao redor. A política é vaidade, é força, e quem tiver mais votos vai querer se impor”, afirmou durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, da rádio 100.5 FM.

O ex-prefeito disse que amadureceu após experiências recentes na política e afirmou confiar na lealdade de Edvaldo Neto, mas admitiu que a divisão de palanques pode tornar a convivência política difícil no futuro. Para ele, o cenário exige maturidade para evitar um rompimento definitivo.

Vitor Hugo também alertou que a estadualização da eleição municipal de Cabedelo pode prejudicar o atual prefeito interino e abrir espaço para adversários políticos. Ele citou o deputado estadual Walber Virgolino (PL) como um dos possíveis beneficiados caso haja divisão interna no grupo. “O ideal é não estadualizar a eleição de Cabedelo. Se isso acontecer, quem fica assistindo de camarote é a oposição”, pontuou.

Questionado sobre a possibilidade de Cícero Lucena lançar um candidato próprio em Cabedelo como reação ao posicionamento do Avante, Vitor Hugo afirmou que essa hipótese existe, mas avaliou que seria um erro estratégico. Segundo ele, Edvaldo Neto é hoje o nome mais competitivo para dar continuidade ao projeto político iniciado em sua gestão. “Hoje, não vejo nome melhor do que Neto para Cabedelo. Não abandono Neto por pressão de ninguém, nem de Cícero, nem do Governo do Estado. Minha prioridade é Cabedelo”, garantiu.

Vitor Hugo afirmou ainda que tem capital político suficiente para pedir votos para Cícero Lucena na cidade, independentemente do posicionamento partidário local, e disse já ter conversado com o prefeito de João Pessoa para evitar decisões precipitadas que possam aprofundar a crise. “Tenho condições de fazer a campanha de Cícero em Cabedelo sozinho, sem criar conflito local. É uma questão de confiança e de maturidade política”, concluiu.

Apesar do clima de tensão, o ex-prefeito afirmou que ainda há tempo para diálogo e que espera que o grupo consiga atravessar o processo eleitoral sem rupturas definitivas, evitando que a disputa estadual provoque reflexos irreversíveis na política municipal de Cabedelo.

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Roberto Notícia - Jornalista - DRT 4511/80.



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