Eduardo Carneiro contesta acordo anunciado por Adriano e diz que comando da ALPB não pode ser definido sem todos os deputados: “Não acredito nesse acordo”

Por Roberto Notícias Por Roberto Notícias - 04/12/2025 16:55 - 65315
Foto Reprodução - Montagem: Sistema 1001 Notícias de Comunicação
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 O deputado estadual Eduardo Carneiro (Solidariedade), presidente estadual da sigla, contestou nesta quarta-feira (3), no programa Ô Paraíba Boa, na FM 100.5, a declaração do presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Adriano Galdino (Republicanos), que afirmou haver um acordo firmado na Granja Santana para garantir ao Republicanos o comando da Casa nos próximos dois biênios.

Segundo Galdino, o entendimento teria sido articulado em reunião no dia 15 de novembro, com participação de lideranças da base governista, incluindo o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP), apontado como peça central na costura do suposto pacto. O acordo, conforme revelado pela presidência da ALPB, envolveria não apenas a chefia da Casa, mas também a manutenção de cargos e estruturas ocupadas pelo partido no Governo do Estado.

Ao ser confrontado por Fabiano Gomes, que ressaltou que a articulação teria partido de um dos principais aliados do Solidariedade, Eduardo foi direto:

“Eu não participei desse acordo, portanto não sei como foi construído. E, segundo, eu não acredito nesse acordo.”

O deputado afirmou ainda que, mesmo que a negociação tenha ocorrido nos moldes descritos por Adriano Galdino, ele não concorda com o formato.

“Qualquer acordo precisa ser celebrado entre todos os atores do projeto. Não pode ser algo imposto ou acertado por dois ou três.”

Diante da divergência pública, Fabiano questionou se Eduardo estaria chamando o presidente da Assembleia de mentiroso. O deputado negou, mas manteve o posicionamento.

“Eu não acredito que o acordo aconteceu daquela maneira. Uma pretensão é uma coisa; um acordo celebrado é outra completamente diferente.”

Eduardo também argumentou que nenhum governador pode “obrigar deputado eleito ou reeleito a votar em quem quer que seja” e classificou o suposto entendimento como inviável.

“Se existiu, para mim, esse acordo nasceu morto. Não se sabe nem quem vai compor a futura legislatura para se firmar algo assim.”

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