Por Roberto Notícias
- 09/10/2025 23:20 - 
O senador Efraim Filho (União Brasil–PB) acendeu os holofotes do cenário político paraibano ao analisar o rompimento entre o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (sem partido), e o grupo do governador João Azevêdo (PSB). Pré-candidato ao Governo do Estado em 2026, Efraim vê no racha da base governista uma oportunidade estratégica para chegar ao segundo turno e conquistar apoios decisivos na reta final da disputa.
Durante entrevista ao programa Correio Debate, da rádio Correio 98FM, nesta quinta-feira (9), o senador fez uma leitura pragmática da crise no campo governista: “Esse cenário me dá uma vaga no segundo turno. Entre Cícero e Lucas, quem for, vai carregar o peso do rompimento. E quem ficar de fora, dificilmente volta para quem está brigado. Quem não for, pode vir comigo. E nós vamos ganhar a eleição”, projetou Efraim.
A avaliação surge num momento de tensão crescente entre antigos aliados. Cícero deixou o Progressistas (PP) oficialmente em setembro e, desde então, tem intensificado conversas com siglas como MDB, PSDB, Avante e PDT. Sua desfiliação gerou forte reação do PP, que acusou o prefeito de agir por “impulso individualista” e reafirmou apoio ao vice-governador Lucas Ribeiro como pré-candidato ao governo em 2026.
Efraim tem se posicionado como um dos principais nomes da oposição. Com apoio do Partido Liberal (PL) e de parte do campo bolsonarista, articula uma possível composição com Pedro Cunha Lima (PSD), que também mantém a pré-candidatura ao governo. Pedro foi ao segundo turno nas eleições de 2022, com mais de 1,1 milhão de votos e vitória em 53 municípios, consolidando-se como força relevante no cenário estadual.
No entorno de Efraim, nomes como o prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (União Brasil), e o deputado federal Romero Rodrigues (Podemos), também são considerados peças-chave para a montagem de uma chapa competitiva. A meta: apresentar um projeto unificado que seja alternativa à base do governador João Azevêdo, atualmente em desgaste com a ruptura com Cícero.
Paralelamente, o prefeito de João Pessoa segue em articulações para sua possível filiação ao MDB, partido no qual iniciou sua carreira política. A aproximação com o senador Veneziano Vital do Rêgo — que pode ser seu companheiro de chapa ao Senado — reforça a sinalização de que Cícero pretende disputar o governo do Estado em 2026. A decisão final sobre a legenda deve sair nas próximas semanas.
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Roberto Notícia - Jornalista - DRT 4511/80.
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