Por Redação
- 17/07/2020 07:31 - 
Um estudo publicado nesta quinta-feira (16) pela revista “Annals of Internal Medicine” aponta que a administração de hidroxicloquina em pacientes com quadro leve de covid-19 não se mostrou eficaz. Os cientistas da Universidade que fica em Minnesota, Estados Unidos, afirmaram não haver diferença significativa entre pacientes tratados com o anti-malárico e os medicados com placebo.
Foram avaliados 491 voluntários não hospitalizados e com sintomas gripais, divididos em dois grupos que receberam o medicamento e os que foram administrados com um placebo, este é o grupo controle – que garante a comparação.
Constatou-se que 24% dos voluntários que tomaram hidroxicloroquina seguiram com sintomas da doença por duas semanas e 30% dos voluntários do grupo de controle também seguiram sintomáticos pelo mesmo período.
Segundo os cientistas, a diferença apresentada entre os dois grupos não foi “estatisticamente significativa”. Além disso, “A hidroxicloroquina não reduziu substancialmente a gravidade ou prevalência dos sintomas ao longo do tempo em pessoas não hospitalizadas com Covid-19 em fase inicial”, escreveram os pesquisadores.
Na quarta-feira (15), outro estudo liderado pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, associou o uso da hidroxicloroquina com a piora do quadro e morte pela Covid-19 em 1,5 mil pacientes com a doença.
Os ensaios que testavam o medicamento contra a doença fazem parte do conjunto de ensaios clínicos “Recovery”, que analisa vários remédios para a Covid-19 em 11 mil pacientes britânicos. Os testes com a hidroxicloroquina começaram no dia 25 de março, mas foram suspensos no início de junho, quando os cientistas anunciaram que não houve benefício no uso dele para a infecção.
Segundo o estudo, que ainda não passou por revisão de outros cientistas (a chamada “revisão por pares”), a hidroxicloroquina não reduziu a mortalidade e foi associada a períodos de internação mais longos e risco aumentado de morte ou necessidade de ventilação mecânica para o paciente.
“Embora preliminares, esses resultados indicam que a hidroxicloroquina não é um tratamento eficaz para pacientes hospitalizados com Covid-19”, dizem os cientistas de Oxford.
Eles destacam, ainda, que as estatísticas constatadas no estudo “descartam qualquer possibilidade razoável de benefício significativo de mortalidade” pelo uso do remédio.
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