Por Redação
- 29/05/2026 23:08 - 
A lombalgia, conhecida popularmente como dor na parte baixa das costas, é uma das queixas de saúde mais comuns entre os brasileiros e figura entre as principais causas de afastamento do trabalho. Estima-se que a maioria das pessoas terá ao menos um episódio de dor lombar ao longo da vida, variando de quadros leves e passageiros a dores intensas e persistentes.
As causas da lombalgia são diversas. Entre as mais frequentes estão a má postura, o sedentarismo, o esforço físico excessivo e movimentos repetitivos. “Alterações na coluna, como hérnia de disco, artrose, escoliose e degeneração dos discos intervertebrais, também podem estar associadas”, conforme aponta o médico ortopedista e coordenador do curso de Medicina da Faculdade Anhanguera, Dr. Carlos Eduardo de Castro. Além disso, fatores como obesidade, estresse, tensão muscular e até questões emocionais podem contribuir para o surgimento ou agravamento da dor. Em alguns casos, a lombalgia pode ter origem inflamatória, infecciosa ou estar relacionada a doenças sistêmicas, o que exige investigação médica.
O médico destaca alguns sinais característicos. “Os sinais da lombalgia incluem dor localizada na região lombar, que pode ser contínua ou intermitente, além de sensação de rigidez, dificuldade de movimentação e limitação para atividades do dia a dia. Em situações mais graves, a dor pode irradiar para as pernas, vir acompanhada de formigamento, fraqueza muscular ou perda de sensibilidade; sintomas que indicam possível comprometimento dos nervos e requerem atenção especializada”, detalha o ortopedista.
A lombalgia pode ser classificada de diferentes formas, principalmente de acordo com a duração, a causa e a origem da dor, segundo o médico. Veja os principais tipos:
Quanto à duração
Quanto à causa
Quanto à origem da dor
O tratamento da lombalgia depende da causa e da intensidade dos sintomas. Em quadros leves, repouso relativo, aplicação de calor, alongamentos e atividade física orientada costumam ser suficientes. O uso de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios pode ser indicado por profissionais de saúde. “A fisioterapia tem papel central na reabilitação, ajudando a fortalecer a musculatura e corrigir desequilíbrios posturais. Em casos específicos, podem ser necessários tratamentos mais complexos, como infiltrações ou cirurgia. A prevenção passa por hábitos saudáveis, prática regular de exercícios, ergonomia no trabalho e atenção à postura no dia a dia”, completa o especialista.
Camila Crepaldi - camila.crepaldi@cogna.com.br / (11) 99577-9020
Carolina Pinho - carolina.pinho@cogna.com.br / (11) 99241-7657
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