Prefeitura interdita parte da avenida Padre Azevedo para corrigir problemas no túnel da Lagoa

25/11/2017

 O trecho da avenida Padre Azevedo prejudicado com o rompimento do túnel da Lagoa em 2015 e 2016 voltou a ser interditado desde ontem pela Prefeitura de João Pessoa. A Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) deu início as obras de macrodrenagem para ampliar a galeria pluviométrica que cobre a área e recebe a água escoada da Lagoa. A obra foi segmentada em quatro trechos e será concluída apenas em março. O trecho interditado da Padre Azevedo, entretanto, deverá ser liberado no final de dezembro.

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O prefeito Luciano Cartaxo chegou a anunciar o início das obras de drenagem para o primeiro semestre do ano passado, mas a obra não saiu do papel. Em novembro do mesmo ano, o titular da Seinfra, Cássio Andrade, estimou um novo prazo para o início das obras: primeiro trimestre de 2017. Um ano depois, a prefeitura dá início a substituição das galerias existentes.

O túnel da Lagoa é alvo do relatório da Controladoria Geral da União que identificou prejuízo de R$ 5,9 milhões nas obras de revitalização da Lagoa. De acordo com a auditoria, um superfaturamento de R$ 3,6 milhões foi identificado na construção do túnel. O problema foi identificado no item referente ao fornecimento e implantação de galeria através de método não destrutivo. De acordo com a CGU, o custo estimado pela prefeitura previa a realização do serviço de forma diferente do que foi executado pela empresa contratada.

A Nota Técnica da CGU enviada ao Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) diz, ainda, que é na etapa da galeria onde é mais sensível a ausência do projeto básico na execução das obras de revitalização do Parque Solon de Lucena.




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