João Azevêdo fala sobre relação com Lígia Feliciano e comenta sobre formação de chapa para 2022:"Não faço interferência no partido dos outros"

Por Redação Por Redação - 23/09/2021 21:05
Foto: Divulgação
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 O governador da Paraíba, João Azevêdo (Cidadania), falou nesta quinta-feira (23) sobre a relação com a vice-governadora Lígia Feliciano (PDT), que teve sua pré-candidatura confirmada pelo presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, para as eleições de 2022. Azevêdo não deixou claro se teria ocorrido algum rompimento, mas afirmou que os partidos são independentes para definir projetos que não caminhem com o governo.

Durante entrevista à rádio Correio FM na tarde de hoje, João Azevêdo declarou acreditar que toda decisão tem um ônus e um bônus. Ele disse que não tem o perfil de interferir em decisões dos outros partidos, apenas no seu, e que caso Lígia ache que pode seguir com um novo projeto, não será ele que irá se opor.

“Eu sempre digo que faço política primeiro com alguns conceitos que talvez seja estranho para muita gente, mas eu respeito muito a autonomia dos partidos, principalmente os da base, segundo, na vida todos nós sabemos que nossas decisões levam a um ônus e a um bônus, tudo tem consequência, se o PDT tiver um projeto de candidatura própria que coloque e que vá fazer o seu trabalho”, disse o gestor estadual.

João ressaltou que o perfil de gestor que interferia não só no seu partido, mas em todos que faziam parte do governo, não funciona para ele. “Durante muito tempo na Paraíba às pessoas se acostumaram que o governador interferisse dentro dos outros partidos, mas pra mim isso não funciona não, eu respeito a autonomia dos partidos, pode ser o aliado mais fiel”.

 

O governador enfatizou que não irá interferir nas decisões dos outros partidos, mas deixou claro que para aqueles que optarem por outros caminhos e tiverem suas candidaturas próprias, será necessário que deixem o governo porque ele tem que trabalhar com quem quer dar continuidade ao seu projeto.

“Se o partido disser que tem um projeto próprio eu digo faça seu caminho, agora tem que deixar o governo porque eu tenho que estar trabalhando com pessoas que queiram construir e dar continuidade ao projeto que estamos trilhando. Acho que esse é o caminho, eu não faço interferência no partido dos outros, as pessoas tem autonomia, mas evidentemente se eu achar que é um projeto que vai afetar o nosso, logicamente essas pessoas estarão fora do meu, essa é a lógica direta”, declarou.

 

Negacionismo e pandemia

João Azevêdo também fez críticas aos discursos antivacina, contra o distanciamento social e uso de máscara durante a pandemia.

“É um absurdo alguém recomendar que não se vacinem. A gente sabe que a humanidade se livrou de doenças por causa de vacinas”, disse.

 

O governador lembrou que a maior parte desses discursos partiu do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o que tem sido mais um desafio diário no combate à Covid-19. “Cada vida que perdemos é uma derrota”, considerou.



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