Por Redação
- 16/02/2022 18:14 - 
Os servidores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) receberam, até a última segunda-feira (14/2), 458 ameaças relacionadas à aprovação da vacina contra Covid-19 para crianças. A informação foi repassada para senadores da Comissão de Direitos Humanos pelo diretor-presidente da agência, Antônio Barra Torres.
O imunizante pediátrico da Pfizer foi o primeiro aprovado para o público no país, em 16 de dezembro. “Nas primeiras 48 horas após a aprovação das vacinas, o número de ameaças por e-mail (e-mails intimidadores, termos agressivos), ultrapassou 124, para ser preciso. Ou seja, saltamos de 3 antes da reunião para 124”, relembrou.
Os ataques foram encaminhados, de acordo com o diretor da Anvisa, para diferentes órgãos de segurança e justiça, como o Ministério da Justiça, Gabinete de Segurança Institucional, Supremo Tribunal Federal e Procuradoria-Geral da República.
Barra Torres relatou, também, que se encontrou com o diretor-geral da Polícia Federal antes da reunião que discutiu a imunização da faixa etária, por reconhecer as potenciais reações agressivas.
O chefe da Anvisa comentou também as falas do presidente Jair Bolsonaro (PL), que ameaçou divulgar o nome dos servidores da agência depois da aprovação da vacina da Pfizer. “Me parece muito claro qual foi o sentido que o senhor Presidente quis dar, como que o ofício do servidor concursado da agência tivesse provocado uma contrariedade, tivesse provocado algo nocivo no entendimento das pessoas e, portanto, seria justo revelar que pessoas teriam sido essas que provocaram esse ato nocivo”, disse.
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