Motta decide adotar sessões remotas na Câmara para evitar tensões e bate-bocas em semana decisiva do julgamento de Bolsonaro

Por Jacyara CristinaRedaão Por Redação - 09/09/2025 01:44 - 64163
Foto Reprodução - Montagem: Sistema 1001 Notícias de Comunicação
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 O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), determinou que as sessões da Casa, entre os dias 8 e 12 de setembro, sejam realizadas de forma remota. A medida ocorre em uma semana considerada decisiva, já que o Supremo Tribunal Federal (STF) pode condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro no julgamento da trama golpista.

De acordo com líderes ouvidos pelo g1, a decisão tem como objetivo reduzir a tensão no ambiente legislativo e evitar embates acalorados entre parlamentares governistas e aliados de Bolsonaro. A estratégia também prevê uma pauta considerada “morna”, priorizando projetos de consenso e sem temas que possam acirrar o clima político.

Nas sessões remotas, os deputados registram presença e votam por meio de aplicativo, sem necessidade de comparecer a Brasília. A expectativa é de que o plenário fique esvaziado, ao mesmo tempo em que a pressão da oposição para incluir o projeto de anistia na pauta da Câmara continua em evidência.

O líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), alertou que, apesar do esvaziamento, parlamentares ligados ao ex-presidente devem se manter em Brasília nesta semana, reforçando a necessidade de vigilância. Ele citou como exemplo a derrubada do decreto do IOF, que foi colocado de surpresa em votação no passado.

No desfile de 7 de Setembro, em Brasília, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, abordou Hugo Motta sobre a possibilidade de avanço do projeto de anistia. O presidente da Câmara respondeu que, apesar da pressão de ambos os lados, a pauta desta semana ficará restrita a projetos de consenso e que o tema não será levado adiante neste momento.

Um mês após o fim da ocupação da Câmara, os processos de punição a deputados envolvidos nos atos golpistas ainda não avançaram, o que reforça a disputa de forças no Congresso em torno do futuro político de Jair Bolsonaro e de seus aliados.



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