Por Redação
- 09/09/2025 01:44 - 
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), determinou que as sessões da Casa, entre os dias 8 e 12 de setembro, sejam realizadas de forma remota. A medida ocorre em uma semana considerada decisiva, já que o Supremo Tribunal Federal (STF) pode condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro no julgamento da trama golpista.
De acordo com líderes ouvidos pelo g1, a decisão tem como objetivo reduzir a tensão no ambiente legislativo e evitar embates acalorados entre parlamentares governistas e aliados de Bolsonaro. A estratégia também prevê uma pauta considerada “morna”, priorizando projetos de consenso e sem temas que possam acirrar o clima político.
Nas sessões remotas, os deputados registram presença e votam por meio de aplicativo, sem necessidade de comparecer a Brasília. A expectativa é de que o plenário fique esvaziado, ao mesmo tempo em que a pressão da oposição para incluir o projeto de anistia na pauta da Câmara continua em evidência.
O líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), alertou que, apesar do esvaziamento, parlamentares ligados ao ex-presidente devem se manter em Brasília nesta semana, reforçando a necessidade de vigilância. Ele citou como exemplo a derrubada do decreto do IOF, que foi colocado de surpresa em votação no passado.
No desfile de 7 de Setembro, em Brasília, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, abordou Hugo Motta sobre a possibilidade de avanço do projeto de anistia. O presidente da Câmara respondeu que, apesar da pressão de ambos os lados, a pauta desta semana ficará restrita a projetos de consenso e que o tema não será levado adiante neste momento.
Um mês após o fim da ocupação da Câmara, os processos de punição a deputados envolvidos nos atos golpistas ainda não avançaram, o que reforça a disputa de forças no Congresso em torno do futuro político de Jair Bolsonaro e de seus aliados.
Compartilhe:

LDO 2027: Governo da Paraíba realiza audiência pública sobre prioridades e metas da população

Prefeito Leo Bezerra nomeia esposa de Vitor Hugo, aliado de Eva Gouveia e ex-cerimonalista do governo

ELEIÇÕES 2026 - Diego do HBE abandona Mercinho Lucena e anuncia pré-candidatura a deputado federal