Por Redação
- 15/12/2024 00:02 - 
O ex-ministro e ex-vice na chapa de Jair Bolsonaro, Walter Braga Netto, preso preventivamente neste sábado (14), no Rio de Janeiro, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), teria interferido no acordo de delação premiada do ex-ajudante de ordens Mauro Cid, prejudicando as investigações sobre a tentativa de golpe de Estado junto com seu assessor, Flávio Peregrino, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Segundo a Polícia Federal, os dois “estavam associados aos propósitos de tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito” e agiram para obstruir o trabalho investigativo. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, apontou que a conduta de Braga Netto e Peregrino evidenciou a gravidade dos fatos, apresentando “significativos elementos” que justificaram a prisão preventiva.
A PGR destacou que os desdobramentos das investigações indicaram a existência de uma organização criminosa envolvida em ataques às instituições democráticas, ao sistema eleitoral e a autoridades públicas. Entre as práticas ilícitas identificadas estão obtenção clandestina de dados sensíveis, monitoramento indevido, disseminação de fake news e até uso da estrutura estatal para atentar contra a vida de integrantes dos Poderes Executivo e Judiciário.
O procurador-geral também defendeu as medidas de busca e apreensão solicitadas pela PF. “Há clara pertinência lógica entre o meio investigativo pretendido e o fim que se busca”, afirmou Gonet, justificando a necessidade de coletar documentos, registros e aparelhos eletrônicos que possam aprofundar o entendimento sobre a atuação de Braga Netto e outros possíveis envolvidos.
Braga Netto foi preso em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro, durante a operação que cumpriu um mandado de prisão preventiva, dois de busca e apreensão e uma medida cautelar. Segundo a Polícia Federal, os alvos estavam “atrapalhando a livre produção de provas” no inquérito que investiga a tentativa de impedir a posse do governo legitimamente eleito em 2022.
Em nota, a defesa de Braga Netto nega as acusações, alegando que “nunca se tratou de golpe e muito menos de plano de assassinar alguém”. O general também reafirmou que “sempre primou pela correção ética e moral na busca de soluções legais e constitucionais”.
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Roberto Notícia - Jornalista - DRT 4511/80.
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