Cláudia Veras deverá se apresentar à Justiça apenas quando se esgotarem as tentativas recursais, diz advogado

Por Jacyara CristinaRedaão Por Redação - 20/12/2019 22:09 - 20234
Defesa argumenta que e a ex-secretária não é considerada ‘foragida’. “Ela está acautelada para não ser presa diante de uma prisão que se assegura ilegal”, argumenta o advogado Rodrigo Trindade
Defesa argumenta que e a ex-secretária não é considerada ‘foragida’. “Ela está acautelada para não ser presa diante de uma prisão que se assegura ilegal”, argumenta o advogado Rodrigo Trindade

 O advogado Rodrigo Trindade, que compõem a banca de defesa da ex-secretária de Estado da Saúde, Cláudia Veras, afirmou que a sua cliente não pretende se apresentar ao Poder Judiciário, enquanto não tiver o pedido de habeas corpus analisado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Alvo da sétima fase da Operação Calvário – Juízo Final, ela tem mandado de prisão preventiva expedido pelo desembargador Ricardo Vital, do Tribunal de Justiça da Paraíba, desde a última terça-feira (17).

“A situação da Dra. Cláudia é que ela está aguardando uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, para que se manifeste a cerca da necessidade ou não dessa prisão antecipada que foi decretada pelo Tribunal da Paraíba”, disse o advogado em entrevista ao Programa Correio Debate, da 98 FM.

O advogado ainda negou que a ex-secretária possa se prejudicar processualmente por não se apresentar perante à Justiça, mesmo com um mandado de prisão preventiva em aberto.

“Inclusive, a nomenclatura que tem sido usada, pelo menos que eu tenho lido, é que ela estaria foragida, na verdade, ela está acautelada para não ser presa diante de uma prisão que se assegura ilegal, e onde o próprio Superior Tribunal de Justiça desde o dia 17 tem expedido alvarás de soltura para outras pessoas dentro dessa mesma operação”, comentou.

Ainda de acordo com o advogado, o habeas corpus deverá ser analisado até a próxima terça-feira (24). Ele negou conhecimento sobre o paradeiro da cliente e disse que, caso o STJ negue o pedido de revogação da prisão preventiva, a defesa irá recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O habeas corpus da defesa da ex-secretária no STJ foi distribuído por dependência à ministra Laurita Vaz. No entanto, outra movimentação indica que o HC ficou concluso para decisão ao ministro João Otávio de Noronha, presidente do STJ. 

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Da Redação com Roberto Noticia  -  Jornalista -  DRT 4511/88



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