Por Redação
- 07/03/2020 23:03 - 
A juíza de plantão Clara Ruiz Diaz determinou que Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Roberto de Assis, sigam em prisão preventiva enquanto durar a investigação sobre os documentos falsos que ambos apresentaram no Paraguai - o que pode durar até seis meses.
"Por reunir todos os requisitos do crime mencionado no artigo 242. Estamos ante um fato punível grave, porque atentou contra interesses da República, contra o Estado paraguaio. Há perigo de fuga, porque não tem raiz, é um estrangeiro, entrou de forma ilegal e permanece de forma ilegal no país até o momento", explicou a juíza à imprensa.
Ambos foram detidos na última sexta-feira em Assunção após o pedido do Ministério Público do país e passaram a noite na Agrupación Especializada.
Eles chegaram ao Palácio da Justiça por volta das 10h para prestar maiores esclarecimentos à juíza. Ela poderia dar um valor de fiança para que eles pagassem e ficassem em liberdade enquanto o processo continua ou até mesmo determinar uma prisão domiciliar.
O promotor Osmar Legal, no entanto, explicou que Ronaldinho e Roberto não possuem raízes no Paraguai nem residência fixa, disse que eles poderiam fugir do país e por isso pediu que eles sigam detidos pois a investigação está no início.
O cônsul adjunto do Brasil no Paraguai, Afonso Nery, também foi ao tribunal para auxiliar os irmãos Assis.
Entenda o caso
Ronaldinho e Assis desembarcaram em Assunção na quarta-feira para participarem de um evento. Os dois foram pegos com documentos aduterados no país e passaram a ser investigados.
Os passaportes haviam sido expedidos em nome de outras duas pessoas e, postoriormente, adulterados.
Além disso, a promotoria acusou outras três pessoas: o empresário Wilmondes Sousa Lira, apontado pela defesa do ex-atleta como responsável pelos documentos falsos, e as paraguaias María Isabel Galloso e Esperanza Apolonia Caballero, que foram as paraguaias que constavam nos documentos expedidos.
Na quinta-feira, o fiscal Federico Delfino afirmou que Ronaldinho Gaúcho e Assis não seriam presos por entrarem com documentos falsos no Paraguai, tendo apenas que pagarem uma "multa social".
Mas o juiz responsável pelo caso, Mirko Valinotti, do Juizado Penal de Garantias de Assunção, tomou uma decisão totalmente contrária nesta sexta-feira e determinou a detenção dos dois.
Compartilhe:

Polícia Federal investiga suposta contratação de médicos ‘fantasmas’ pela Prefeitura de Cabedelo

CAMPINA GRANDE - Balde de gelo por R$ 50: Procon-PB notifica empresa e apura preços no Parque do Povo

Lucas Ribeiro encerra agenda no Brejo com plenária do Orçamento Democrático em Guarabira